A Square Enix aposta alto no hardware da Nintendo
Se você achava que a Square Enix — a lendária desenvolvedora japonesa por trás de gigantes como Final Fantasy e Dragon Quest — ia ficar dando voltas, errou feio. Em seu relatório financeiro mais recente, o CEO Takashi Kiryu deixou claro que a empresa não está para brincadeira e vai colocar o nintendo switch 2 (o sucessor do console híbrido da Nintendo) no centro de sua estratégia multiplataforma.
O recado foi direto: a ideia é polir IPs (propriedades intelectuais) promissoras e garantir que esses novos títulos alcancem o maior público possível. E, convenhamos, num mercado onde a exclusividade é cada vez mais um tiro no pé, essa movimentação faz todo o sentido do mundo.
Contexto: por que importa
Para quem acompanha a indústria de games, essa declaração é um divisor de águas. Historicamente, a Square Enix teve um relacionamento, digamos, "complicado" com o hardware da Nintendo, muitas vezes deixando o console de lado em prol de plataformas com mais poder bruto ou focando em remakes menores. Agora, o cenário mudou.
O Switch 2 já acumula quase 20 milhões de unidades vendidas em pouco tempo, provando que o público da Big N está faminto por experiências AAA. Ao abraçar o console, a Square Enix não está apenas seguindo a maré, está surfando um tsunami de vendas. O que torna essa notícia relevante para o seu bolso (e para o seu backlog) é a promessa de que veremos títulos de peso chegando de forma otimizada para o sistema, e não apenas ports feitos nas coxas.
O que a Square Enix já entregou ou prometeu para o ecossistema Nintendo:
- Dragon Quest I & II HD-2D Remake: Aquele visual nostálgico com tecnologia moderna que a gente ama.
- Final Fantasy VII Remake Intergrade: Levando a jornada de Cloud Strife para a portabilidade.
- Final Fantasy XIV Online: O MMORPG (jogo de interpretação de papéis online) que vai testar os limites do hardware.
- Final Fantasy VII Rebirth: A sequência que chega ao console no próximo mês.
Reação dos fãs e do mercado
A comunidade nerd está em polvorosa, e não é para menos. O analista sênior David Gibson, que acompanha de perto os movimentos financeiros da indústria, destacou que a fala de Kiryu não é apenas marketing corporativo, mas um plano de negócios sólido. O mercado vê com bons olhos essa abertura da Square Enix, já que a base instalada do novo console da Nintendo é um terreno fértil para monetizar franquias que, antes, ficavam presas em ecossistemas mais restritos.
Nas redes sociais, o sentimento é de "finalmente!". Jogadores que sempre quiseram levar os épicos da Square Enix para o ônibus ou para o intervalo do trabalho finalmente estão sendo ouvidos. Claro, sempre tem aquele purista que reclama da performance, mas, num mundo onde o hardware da Nintendo está cada vez mais capaz, a desculpa do "não roda" está ficando cada vez mais fraca.
O que esperar
O plano é claro: a Square Enix quer maximizar o retorno sobre suas franquias. Com a terceira parte da trilogia de Final Fantasy VII já confirmada para o futuro e o compromisso renovado com o Switch 2, a expectativa é que a empresa comece a tratar o console da Nintendo como uma plataforma de lançamento simultâneo, e não como um destino secundário.
Se você é fã de RPGs japoneses, prepare o cartão de crédito e a memória do console. A era da escassez de títulos da Square Enix no hardware da Nintendo parece ter chegado ao fim. Agora é só esperar para ver quais serão as próximas surpresas que a equipe de Kiryu vai anunciar para o console.
Para ficar no radar
Ainda não temos uma lista detalhada de todos os títulos que receberão esse tratamento multiplataforma, mas a postura da empresa indica que o foco em "polir IPs promissoras" pode significar mais remakes de clássicos da era 16-bits ou até novas entradas de séries esquecidas.
- Fique de olho nas próximas apresentações da Nintendo (Directs) e eventos da Square Enix.
- Acompanhe se a otimização dos jogos será mantida em alto nível após o lançamento de Rebirth.
- O que falta saber: se títulos futuros como Kingdom Hearts também ganharão prioridade nessa estratégia.


