Um ex‑escritor chefe alegou que a empresa Saber teria substituído sua equipe por chatgpt, mas o CEO Matthew Karch rebateu a acusação, afirmando que nem Saber nem Unigine — desenvolvedora do rideshare "stimulator" — trocaram nenhum escritor por IA.
O que aconteceu
A polêmica começou quando um ex‑colaborador da Saber, que trabalhou no roteiro do Rideshare "Stimulator", divulgou que teria sido dispensado e que sua vaga teria sido preenchida por um modelo de linguagem da OpenAI, o ChatGPT. A acusação gerou um alvoroço nas redes sociais, principalmente entre criadores de conteúdo que temem que a IA venha a substituir profissionais criativos.
Em resposta, Matthew Karch, CEO da Saber, publicou uma declaração pública negando a substituição de escritores por inteligência artificial. Segundo Karch, a equipe de redação continua composta por humanos, e a IA, se utilizada, serve apenas como ferramenta de apoio, não como substituta.
Como chegamos aqui
O uso de IA na indústria de games não é novidade. Ferramentas como o gpt‑4 já são empregadas para gerar diálogos auxiliares, criar variações de texto e acelerar processos de documentação. Contudo, a prática ainda gera resistência quando se trata de papéis criativos centrais, como roteiro e narrativa.
- Histórico de adoção de IA: Grandes estúdios têm testado IA para tarefas repetitivas, mas raramente para criação de enredos principais.
- Expectativa da comunidade: Gamers brasileiros acompanham de perto essas discussões, pois podem impactar a qualidade dos jogos nacionais.
- Posicionamento da Saber: A empresa reforça que a IA é usada apenas como apoio, mantendo a autoria humana.
Além da declaração de Karch, a Unigine, responsável pelo motor gráfico do Rideshare "Stimulator", também confirmou que não houve substituição de profissionais por IA. A empresa destacou que a colaboração entre desenvolvedores e escritores humanos permanece essencial para garantir coerência narrativa.
O que vem depois
Com a controvérsia ainda em aberto, a comunidade de desenvolvedores brasileiros deve observar como as políticas internas de uso de IA evoluirão. A transparência nas práticas de contratação e nas ferramentas empregadas será crucial para evitar desconfianças semelhantes.
Para quem acompanha o cenário de games no Brasil, duas questões se destacam:
- Quais limites éticos devem ser estabelecidos para o uso de IA na criação de narrativas?
- Como garantir que escritores humanos mantenham seu valor em um mercado cada vez mais automatizado?
Enquanto isso, o Rideshare "Stimulator" segue em fase de desenvolvimento, e os fãs aguardam mais detalhes sobre gameplay e data de lançamento.
Para ficar no radar
Os próximos passos incluem monitorar declarações oficiais da Saber e da Unigine, além de observar possíveis atualizações de políticas de IA nos estúdios de jogos brasileiros. A discussão pode influenciar decisões de contratação, formação de novos profissionais e até mesmo a forma como as narrativas são construídas nos próximos títulos.
Em resumo, a negação da Saber reforça a importância da transparência e da responsabilidade ao integrar IA nos processos criativos. O debate está apenas começando, e o futuro da escrita de games no Brasil dependerá da capacidade da indústria de equilibrar tecnologia e criatividade humana.


