TL;DR: Qliphah in Providence's Shadow traz um visual sombrio inspirado em animes e um sistema de batalha que lembra pedra‑papel‑tesoura, mas a história é genérica e o combate se torna cansativo rapidamente.
O que é Qliphah in Providence's Shadow?
Qliphah in Providence's Shadow é um RPG de ação desenvolvido pela Arc System Works, disponível nas plataformas Nintendo Switch, PlayStation 5, Steam e Epic Games. O jogo se passa em um Tóquio pós‑apocalíptico onde a protagonista Rena Hizuki integra a Unidade de Investigação de Anomalias, buscando entender um fenômeno sobrenatural e a misteriosa droga chamada “Tiny True”. No meio da investigação, ela cruza o caminho de Soma Hoshigami, um jovem infectado pelo “Stigma”, que passa a ser seu parceiro de combate.
Como funciona o sistema de combate?
O ponto de venda do título é o combate, que se baseia em três ataques coloridos – azul, amarelo e vermelho – e funciona como uma versão digital de pedra‑papel‑tesoura, porém com um temporizador e algumas habilidades extras ao estilo “lagarto‑Spock”. Cada ataque pode ser aprimorado e, ao pressionar o stick esquerdo, o personagem pode esquivar. Além disso, há comandos de guarda, cura e até a possibilidade de “programar” sequências de ataque antecipadamente, embora isso não traga grande vantagem prática.
Quando o jogador acerta o contra‑ataque correto, o inimigo entra em um estado “Downed”, permitindo dano real. O sistema também permite controlar simultaneamente Rena e Soma: um personagem usa os botões frontais do controle, enquanto o outro responde ao d‑pad. Essa dualidade pode ser confusa no início, mas depois de um tempo não altera drasticamente a experiência.
Quais são os pontos fortes do jogo?
- Estética marcante: O visual combina o estilo sombrio dos jogos de PS Vita com arte inspirada em Shin Megami Tensei, trazendo ambientes escuros e personagens bem desenhados.
- Momentos de estilo: Em dificuldades mais baixas, as lutas podem parecer cinematográficas, com animações de ataques poderosos que lembram um action‑game de ritmo.
- Variedade de plataformas: Disponível em Switch, PS5, PC (Steam e Epic), facilitando o acesso a diferentes públicos.
- Trilha sonora competente: As músicas acompanham bem o clima de desolação, reforçando a imersão.
Quais são as principais falhas?
- Repetição de combate: O sistema pedra‑papel‑tesoura se torna monótono; a falta de combos ou mecânicas adicionais faz as batalhas se arrastarem.
- História rasa: O enredo segue um roteiro padrão de investigação pós‑apocalíptica, sem grandes reviravoltas ou profundidade de personagens.
- Ausência de exploração: O mapa é estático, sem mundo aberto ou segredos para descobrir, o que reduz a sensação de descoberta.
- Dificuldade desbalanceada: No modo Hard, os inimigos têm HP exagerado, tornando o combate frustrante sem oferecer recompensas significativas.
- Opções limitadas de personalização: Poucas configurações de áudio ou vídeo e ausência de ajustes de voz.
Vale a pena jogar Qliphah in Providence's Shadow?
Se você curte jogos que misturam estética de anime com mecânicas simples e está disposto a tolerar uma narrativa superficial, Qliphah pode ser um passatempo agradável, principalmente nas primeiras horas. Contudo, quem busca profundidade estratégica ou uma história envolvente provavelmente vai se decepcionar. Em termos de nota, o título recebe um C geral, com B em gráficos e som, mas C em gameplay – o que resume bem a experiência: bonito, mas pouco substancial.
O que falta saber
Até o momento, não há anúncios de patches ou DLCs que prometam expandir a história ou refinar o combate. A comunidade tem comentado que seria interessante ver um modo de velocidade ou mais opções de personalização, mas nada foi confirmado pelos desenvolvedores. Caso a Arc System Works decida melhorar o jogo, os pontos críticos a serem abordados seriam a profundidade da narrativa e a diversificação das mecânicas de batalha.
Em suma, Qliphah in Providence's Shadow é um título que pode agradar fãs de estética anime e de jogos rápidos, mas que deixa a desejar para quem busca uma experiência mais robusta. Se você tem curiosidade, vale a pena dar uma chance – mas prepare-se para pular cenas de história se quiser acelerar o ritmo.


