Você sabia que o Vice‑Presidente da Nintendo, Bill Trinen, acabou de declarar ocarina of time como o ponto de partida ideal para quem nunca jogou um título da franquia The Legend of Zelda?
Essa afirmação chega no mesmo momento em que a Nintendo prepara o remake para o próximo console switch 2, reforçando a ideia de que o clássico de 1998 ainda tem tudo a ver com o público de hoje. Mas será que Ocarina realmente supera outras portas de entrada como breath of the wild ou link's awakening? Vamos analisar os prós e contras de cada opção e descobrir qual delas se encaixa melhor no seu perfil.
Ocarina of Time: a fundação da saga
Lançado em 1998 para o nintendo 64, Ocarina of Time revolucionou o gênero de ação‑avventura ao introduzir um mundo 3D aberto, puzzles complexos e uma narrativa que ainda hoje define a identidade de Zelda. Bill Trinen destaca três motivos principais para considerá‑lo o "ponto de entrada perfeito":
- História fundamental: apresenta personagens icônicos como Link, Zelda e Ganondorf, além de estabelecer a lógica dos diferentes tempos que se repetem em jogos posteriores.
- Mecânicas de jogabilidade: o sistema de alvos Z‑target e o uso da Ocarina criam um aprendizado natural que se repete em quase todos os títulos da franquia.
- Impacto cultural: é frequentemente citado em listas de "melhores jogos de todos os tempos", o que facilita a compreensão de referências em outras obras nerds.
Entretanto, o jogo tem suas limitações para o jogador moderno: gráficos datados, controles que podem parecer engessados em um joystick atual e falta de acessibilidade para quem tem deficiência visual.
Breath of the Wild: a porta de entrada contemporânea
Em 2017, Breath of the Wild redefiniu Zelda ao oferecer um mundo aberto sem limites, com física realista e liberdade total de exploração. Para quem prefere um visual moderno e mecânicas mais fluidas, ele pode ser mais atrativo que Ocarina.
| Prós | Contras |
|---|---|
| Gráficos de alta definição e mundo vibrante. | Enredo mais difuso, menos foco nos personagens centrais. |
| Liberdade total de abordagem (combate, puzzles, exploração). | Curva de aprendizagem elevada para quem nunca jogou Zelda. |
Embora seja uma experiência imersiva, a falta de um tutorial estruturado pode deixar novatos perdidos, algo que Ocarina resolve com sua narrativa guiada.
Link's Awakening (Remake 2019): a escolha "portátil"
O remake de Link's Awakening para o Switch traz um visual colorido estilo "toy art" e mecânicas simplificadas, tornando-o acessível para iniciantes. Sua curta duração (cerca de 10 horas) permite uma experiência completa sem grande compromisso de tempo.
Porém, o enredo é mais autônomo e menos conectado ao "cânone" da saga, o que pode limitar a compreensão de referências posteriores.
O que a comunidade pensa?
Fora das declarações oficiais, fãs da franquia costumam dividir opiniões em foruns como Reddit e GameFAQs. Alguns argumentam que Ocarina é "clássico demais" e que novos jogadores deveriam começar por algo mais atual. Outros defendem que a "essência" de Zelda só pode ser sentida ao atravessar Hyrule pela primeira vez em 1998.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Com base nos pontos acima, segue um resumo prático:
- Novato total que valoriza narrativa clássica: Ocarina of Time – oferece a história fundacional e mecânicas que se repetem.
- Jogador que prefere gráficos modernos e liberdade total: Breath of the Wild – visual impressionante e mundo aberto, porém exige mais exploração autônoma.
- Quem tem pouco tempo ou busca experiência curta e fácil: Link's Awakening – remake leve, visual cativante e curva de aprendizado suave.
- Entusiasta de coleções e história da franquia: experimente todos, começando por Ocarina e avançando gradualmente.
Onde isso pode dar
A escolha do ponto de entrada influencia não só a percepção de Zelda, mas também a disposição do jogador em investir em futuros lançamentos. Se Ocarina de fato for a porta de entrada mais eficaz, a Nintendo tem um argumento sólido para promover remakes e versões remasterizadas, como o esperado para o Switch 2. Por outro lado, se a comunidade migrar para títulos mais recentes, a empresa pode redirecionar seu foco de marketing para Breath of the Wild e suas sequências.
Em última análise, a decisão depende do que você valoriza: tradição, inovação ou praticidade. Independentemente da escolha, a série Zelda tem algo a oferecer para todo tipo de nerd.


