WhatsApp Instagram YouTube
Culpa do Lag CULPA DO LAG
Cinema e Series

Onslaught: o que esse thriller sangrento tem a ver com John Carpenter?

· · 4 min de leitura
Homem musculoso levanta halteres ao lado de pôster neon de Onslaught, com shake de proteína e óculos retro
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: Onslaught chega como um homônimo sangrento de John Carpenter, trazendo super‑soldados, tiroteios exagerados e um visual synth‑wave que lembra os clássicos dos anos 80.

FATO

Dirigido por Adam Wingard, o filme Onslaught estreou nos cinemas em 4 de setembro de 2026. A trama gira em torno de um trio de super‑soldados geneticamente modificados que escapam de uma instalação secreta no deserto e invadem um trailer park, onde a ex‑sniper do exército Celeste (interpretada por Adria Arjona) luta para proteger sua filha. O roteiro, escrito por Simon Barrett, mistura tiroteios frenéticos, correntes e facas, tudo isso com uma trilha sonora eletrônica que lembra os sintetizadores de Assault on Precinct 13, de John Carpenter.

Além de Arjona, o elenco conta com Dan Stevens em modo “freak” e a presença inesperada de Reginald VelJohnson, conhecido como o sargento Powell de Die Hard, que aparece bem nos seus setenta anos. O filme foi distribuído pela A24 e recebeu nota 9 de 10 da crítica especializada.

Contexto: por que importa

Wingard tem um histórico de alternar entre low‑budget horror (You’re Next, The Guest) e blockbusters de monstros (Godzilla vs. Kong). Onslaught representa um ponto de convergência: ele traz a eficiência de produção de um filme independente, mas com a ambição visual de um grande estúdio.

A escolha de homenagear John Carpenter não é aleatória. O mestre dos anos 80 era famoso por fazer muito com poucos recursos, usando iluminação de baixo orçamento, trilhas synth e narrativas de sobrevivência. Ao replicar esse estilo, Wingard não só presta tributo, como demonstra que a estética retro ainda tem espaço em produções modernas, principalmente quando combinada com efeitos práticos e violência coreografada.

Além disso, o filme dialoga com o início da carreira de James Cameron, especialmente The Terminator. A dinâmica “mulher contra máquina implacável” ecoa a luta de Sarah Connor contra o T‑800, trazendo um ar de familiaridade que agrada fãs de ação e sci‑fi dos anos 80.

Reação dos fas/mercado

O público nas redes sociais reagiu como se fosse a estreia de um clássico cult. No Twitter, hashtags como #OnslaughtCarpenter e #WingardRocks explodiram, com usuários comparando cenas de tiroteio a sequências de Assault on Precinct 13. No Reddit, o subreddit r/movies registrou mais de 10 mil comentários nas primeiras 24 horas, divididos entre elogios à violência estilizada e críticas à falta de profundidade nos personagens.

  • Positivos: direção de ação, referências nostálgicas, performances de Arjona e Stevens.
  • Negativos: roteiro considerado simples demais, algumas cenas de gore que ultrapassam o limite do “cool”.

Do ponto de vista comercial, a A24 ainda não divulgou números de bilheteria, mas as primeiras projeções apontam para um desempenho sólido em salas de cinema independentes e em plataformas de streaming que valorizam conteúdos de nicho. Analistas apontam que o filme pode se tornar um “cult favorite” nos próximos anos, similar ao que aconteceu com John Wick nos primeiros lançamentos.

O que esperar

Se você curte ação sem filtro, espera referências claras a ícones dos anos 80 e não se importa com sangue escorrendo pelos cantos da tela, Onslaught tem tudo para ser seu próximo vício de fim de semana. O filme entrega:

  1. Sequências de tiro coreografadas que lembram os melhores momentos de Assault on Precinct 13;
  2. Um visual synth‑wave que faz o espectador sentir que está assistindo a um VHS dos anos 80;
  3. Um elenco que combina caras novas (Arjona) com veteranos do cinema de ação (VelJohnson).

Além disso, a produção demonstra que o “budget limitado” pode ser um aliado criativo, permitindo que Wingard explore ideias mais ousadas sem a pressão de agradar a um público massivo. Para quem acompanha a filmografia do diretor, Onslaught sinaliza um retorno ao que ele faz de melhor: ação crua, humor negro e uma boa dose de nostalgia.

Para ficar no radar

Embora Onslaught já esteja nos cinemas, ainda há muito a ser observado nos próximos meses. A A24 deve lançar o filme em plataformas de streaming a partir de 2027, o que pode impulsionar ainda mais a comunidade de fãs de homagens dos anos 80. Também é provável que o sucesso do filme inspire outras produções a revisitar o estilo de John Carpenter, especialmente em projetos de baixo orçamento que buscam “fazer mais com menos”.

Fique de olho nas entrevistas de Adam Wingard nos festivais de cinema; ele costuma revelar detalhes sobre processos de produção que podem influenciar a próxima onda de filmes de ação retro. E, claro, mantenha a atenção nas redes sociais – memes de Onslaught já estão surgindo, e quem sabe o próximo viral não será um “scene that never existed” editado com a cara de um personagem de anime? Até lá, prepare a pipoca, ajuste o volume e aproveite o caos sintético que só um filme como esse pode oferecer.

Perguntas frequentes

Onslaught é inspirado em qual filme de John Carpenter?
O diretor Adam Wingard cita explicitamente <em>Assault on Precinct 13</em> como a principal referência para as cenas de ação e o clima de tensão.
Quem interpreta a protagonista Celeste em Onslaught?
A personagem Celeste é interpretada por <strong>Adria Arjona</strong>, conhecida por trabalhos em <em>Andor</em> e <em>Hit Man</em>.
Quando Onslaught será lançado em streaming?
A data oficial ainda não foi anunciada, mas a A24 costuma colocar seus lançamentos em plataformas de streaming cerca de um ano após a estreia nos cinemas.
Culpa do Lag
Curtiu? Recebe as próximas no WhatsApp.

Games, animes, filmes e tech — as notas quentes direto no nosso canal, sem depender de algoritmo.

Seguir no canal

Veja tambem

Compartilhar WhatsApp