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Cinema e Series

MGM transformou Oz em sonho: a decisão que mudou a história do livro

· · 4 min de leitura
Mulher correndo na esteira, vestindo roupa esportiva, segurando um copo de suco verde detox
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TL;DR: A MGM, temendo que o público não acreditasse num mundo totalmente fantástico, decidiu que tudo em The Wizard of Oz seria apenas o sonho de Dorothy, mudando drasticamente a narrativa original de Frank L. Baum.

Por que a MGM fez Oz um sonho?

Quando a produção começou, o estúdio ainda não tinha certeza de que um filme com atores reais poderia competir com a animação de Snow White and the Seven Dwarfs da Disney, que já havia conquistado o público em 1937. O medo era claro: "Será que as famílias vão acreditar num mundo mágico habitado por leões falantes e bruxas malvadas?" A resposta da MGM foi criar um "colchão de segurança" narrativo – transformar toda a aventura em um devaneio de Dorothy.

Na obra original, The Wonderful Wizard of Oz (1900), o país de Oz é tão real quanto o Kansas. A própria Glinda, a Bruxa Boa, indica que Dorothy pode usar os sapatos mágicos (na edição original, são prateados) para voltar para casa, mas ela simplesmente acorda em sua fazenda, sem nenhum discurso de encerramento. A escolha de transformar tudo em sonho foi, portanto, um artifício de marketing, não uma fidelidade ao texto.

Contexto: por que importa?

Essa mudança não é só um detalhe de roteiro; ela redefiniu como a cultura popular entende a história. Ao pintar Oz como um sonho, o filme criou um contraste entre o “mundano” Kansas e o “fantástico” Oz que ainda hoje alimenta memes, teorias de fãs e discussões acadêmicas. Além disso, a estrutura de sonho abriu espaço para o famoso final em que Dorothy acorda cercada pelos personagens que representam versões de pessoas de sua vida real – um recurso que não existia nos livros.

O efeito colateral foi ainda maior: a ideia de que mundos fantásticos podem ser meros devaneios ficou tão enraizada que influenciou outras obras da época, como Frankenstein (1931), que também começou com um aviso ao público sobre a estranheza da história.

Reação dos fãs/mercado

Na década de 1930, a estratégia funcionou. O filme arrecadou mais de 30 milhões de dólares (valor ajustado para a época) e se tornou um clássico instantâneo. Hoje, a reação é mais dividida. Alguns puristas da literatura de Baum reclamam que o filme “roubou” a realidade de Oz, enquanto outros celebram a genialidade da escolha, que permitiu que gerações assistissem a um final reconfortante.

  • Fãs nostálgicos: adoram a frase icônica "There's no place like home" e o conforto de saber que tudo foi um sonho.
  • Leitores do livro: criticam a perda da continuidade das aventuras de Dorothy nos demais volumes de Baum.
  • Estudiosos de cinema: apontam a decisão como um marco de como os estúdios lidavam com a incerteza de aceitação do público.

Além disso, a própria Oz Museum em Wamego, Kansas, destaca essa diferença em suas exposições, mostrando comparativos lado a lado entre o filme e o livro.

O que esperar da narrativa de Oz daqui para frente?

Com o centenário do filme se aproximando, novos projetos – desde reboots até séries de streaming – já começam a questionar se manterão o “sonho” como ponto central. Algumas teorias sugerem que futuros adaptadores podem optar por alinhar-se mais ao cânon dos livros, trazendo de volta a ideia de Oz como um mundo real que Dorothy pode visitar repetidamente.

Os roteiristas também podem explorar:

  1. Uma versão “multiverso” onde o sonho e a realidade coexistem.
  2. Personagens secundários dos livros que nunca apareceram no filme, como o Leão Covarde original (sem a versão falante).
  3. Um enfoque maior nas “silver shoes” ao invés das icônicas “ruby slippers”.

Enquanto isso, o público continua dividido, mas a curiosidade nunca foi tão alta. A Netflix, a Disney+ e até a HBO Max já sondam o interesse em projetos que revisitem Oz com uma lente contemporânea.

Para ficar no radar

Se você acompanha as notícias de cinema clássico, vale ficar de olho nos anúncios de:

  • Possíveis reboots da MGM que prometem “resgatar” a visão original de Baum.
  • documentários sobre a história da produção de The Wizard of Oz, incluindo entrevistas inéditas com historiadores de cinema.
  • Eventos de comemoração do centenário, como exposições no oz museum e retrospectivas em canais de streaming.

Em resumo, a decisão da MGM de transformar Oz em um sonho foi um golpe de mestre para garantir o sucesso imediato, mas também um ponto de partida para debates que ainda ecoam nas salas de cinema e nas timelines das redes sociais.

Perguntas frequentes

Por que o filme The Wizard of Oz fez Oz ser um sonho?
A MGM temia que o público não acreditasse em um mundo totalmente fantástico, então usou o recurso do sonho para tornar a história mais aceitável.
O final do filme é fiel ao livro de Frank L. Baum?
Não. No livro Oz é real e Dorothy volta para casa sem o discurso de encerramento; o filme adiciona o despertar de Dorothy como se tudo fosse um sonho.
Existem planos de refazer The Wizard of Oz mantendo o cânon dos livros?
Ainda não há confirmação oficial, mas estúdios como a Disney+ e a Netflix têm sondado projetos que poderiam alinhar o filme ao universo literário de Baum.
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