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MAO: Episódio 8 mistura história real e mistérios milenares

· · 4 min de leitura
Pessoa praticando meditação zen ao lado de um incenso aceso e um livro antigo de história sobre uma mesa de madeira
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O que aconteceu

Se você estava esperando que o oitavo episódio de MAO — o anime escrito pela lendária Rumiko Takahashi (a mesma mente por trás de InuYasha) — fosse apenas mais um filler de lutinha, você se enganou. O capítulo mais recente decidiu brincar com a história real, trazendo o fatídico Grande Terremoto de Kanto para o centro das atenções. E aqui vai o primeiro choque: sim, a icônica torre de Asakusa sobreviveu ao tremor inicial, mas ficou tão detonada que precisou ser demolida logo depois. É um detalhe técnico, mas que mostra o nível de comprometimento da produção em situar a história no Japão da era Taisho.

Além do desastre natural, o episódio jogou uma bomba narrativa no nosso colo: descobrimos a existência de outros discípulos do mestre de MAO, da época em que ele ainda era humano. E, como toda boa trama de mistério, eles não parecem estar na mesma página que o nosso protagonista. O Byoki — a entidade que é o grande antagonista da série — já tinha dado pistas de que a história que conhecemos sobre o passado de MAO pode estar faltando alguns capítulos importantes. Agora, com esses novos personagens (incluindo aquele cara bizarro das cabeças flamejantes do circo) aparecendo, a pulga atrás da orelha só aumentou.

Como chegamos aqui

A grande questão que fica no ar, e que tem dividido a opinião dos fãs, é o conceito de "mil anos". Na ficção, a gente adora jogar números grandes para dar um ar de importância, mas MAO está tentando lidar com o peso real desse tempo todo. Pensa comigo: mil anos é tempo pra caramba. Não é só "muito tempo", é uma eternidade. A Inglaterra, por exemplo, nem era o que conhecemos hoje há um milênio. E aí a série nos coloca diante de personagens que, teoricamente, caminham pela Terra há séculos, mas que nunca se cruzaram ou, pelo menos, nunca trocaram uma ideia sobre o paradeiro uns dos outros.

A estrutura da narrativa está seguindo um caminho que lembra muito o conflito clássico entre Naraku e Kikyo em InuYasha, mas com uma escala de tempo muito mais agressiva. O problema é que a suspensão de descrença começa a ser testada quando a série sugere que essas pessoas, vivendo no mesmo país, nunca ouviram falar sobre o outro durante dez séculos. É aquele momento de "Press X to Doubt" (pressione X para duvidar), sabe? A série ganha pontos por finalmente usar o cenário histórico de forma ativa — algo que Takahashi não explorava tanto em suas obras passadas —, mas acaba criando um labirinto lógico que ela mesma vai ter que resolver mais pra frente.

  • Uso do cenário: O Grande Terremoto de Kanto foi integrado organicamente à trama.
  • Expansão de Lore: A revelação de outros discípulos abre portas para flashbacks cruciais.
  • O conflito: A divergência de versões sobre o passado de MAO é o ponto alto do drama atual.

O que vem depois

Apesar desses tropeços na cronologia e na conveniência do roteiro, o episódio consegue manter o espectador preso. A habilidade da autora em manter o público na dúvida sobre quem está falando a verdade é o que sustenta o interesse. A gente ainda não sabe se esses novos personagens são aliados, vilões ou apenas peças de um jogo muito maior que o Byoki está orquestrando.

O que falta saber para a série engrenar de vez é como MAO vai reagir ao encontrar esses fantasmas do seu passado. A dinâmica entre ele e os outros discípulos promete ser o motor dos próximos episódios. Se a série conseguir justificar esse hiato de mil anos e entregar um confronto de ideologias bem escrito, podemos ter um dos melhores arcos da temporada. Por enquanto, ficamos no aguardo de mais respostas e, claro, de ver como essa bagunça temporal vai ser explicada sem deixar mais furos do que o próprio terremoto deixou na infraestrutura de Tóquio.

Perguntas frequentes

Onde posso assistir ao anime MAO?
Atualmente, MAO está disponível para streaming na plataforma Hulu. Verifique a disponibilidade na sua região, pois os direitos de transmissão podem variar.
O anime MAO é baseado em qual obra?
MAO é um anime baseado no mangá de mesmo nome, escrito e ilustrado por Rumiko Takahashi, a mesma autora de sucessos como InuYasha e Ranma 1/2.
O Grande Terremoto de Kanto mencionado no episódio 8 aconteceu de verdade?
Sim, o Grande Terremoto de Kanto foi um evento real que devastou a região de Tóquio em 1923, sendo um marco histórico importante no Japão da era Taisho.
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