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Hopetown: RPG de investigação escala veteranos de Disco Elysium

· · 4 min de leitura
Pessoa sentada diante de um computador com café, cercada por notas de investigação, mapas e referências de RPG
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Hopetown revela gameplay e reforça equipe com talentos de Disco Elysium

A desenvolvedora Longdue divulgou o primeiro teaser de gameplay de Hopetown, um RPG (Role-Playing Game) com foco em elementos de psicogeografia e investigação. O anúncio foi acompanhado pela confirmação de que Olga Moskvina, roteirista e editora fundamental no aclamado Disco Elysium — RPG de mundo aberto conhecido por seu texto denso e escolhas morais —, integra agora a equipe de produção. Além dela, Stark Holborn, roteirista principal do jogo de investigação Shadows of Doubt, também se junta ao time.

O projeto, que busca explorar a responsabilidade narrativa e a construção da verdade em um cenário distópico, apresenta um sistema onde o jogador assume o papel de um jornalista em uma ilha isolada. A proposta é que as escolhas de publicação e a forma como o jogador interpreta os fatos alterem diretamente o ambiente e as relações entre facções.

Contexto: por que importa

A narrativa de Hopetown se passa na cidade mineradora de New Greenwich, décadas após um evento catastrófico conhecido como "The Flare", que inutilizou a infraestrutura eletrônica global. O cenário é controlado pela De Luna Corporation, que extrai o "Quicksilver", substância essencial para a reconstrução tecnológica. O conflito central surge quando mineradores começam a desaparecer e o fluxo do recurso é interrompido, forçando o jogador a questionar a narrativa oficial da corporação.

A importância do título reside na sua tentativa de gamificar o processo jornalístico. Diferente de RPGs tradicionais baseados em combate, o gameplay foca em:

  • fotografia: Inspeção de imagens para extrair significados e conexões ocultas.
  • Entrevistas: Diálogos que utilizam instinto investigativo ou sensacionalismo.
  • Observações: Registro de contradições em cenários e personagens.
  • Publicação: O sistema central onde o jogador decide qual evidência apresentar, qual ângulo adotar e em qual estilo escrever, o que dita a recepção pública.

Reação dos fãs e mercado

A recepção inicial tem sido marcada pelo interesse na formação da equipe. Martin Luiga, cofundador da ZA/UM e escritor de Disco Elysium, atua como líder narrativo em Hopetown. A inclusão de Moskvina, responsável por personagens icônicos como Ruby e Roy em Disco Elysium, gerou expectativa sobre a qualidade do texto e a profundidade das vozes internas do personagem.

O sistema de "vozes de habilidade" do jogo, totalizando 21 disciplinas distintas, é visto como uma evolução direta das mecânicas de pensamento interno que definiram o sucesso do RPG da ZA/UM. Os jogadores poderão escolher entre três classes jornalísticas: Correspondente (investigativo), Columnist (crítica cultural) e Gonzo (sensacionalista), cada uma com prioridades e habilidades específicas que moldam a visão de mundo do protagonista.

O que esperar

O jogo utiliza o conceito de "psicogeografia", onde o mapa mental do jogador — construído através das histórias publicadas — altera o estado do ambiente jogável. Isso significa que a reputação do jogador e a forma como ele manipula a informação podem fechar ou abrir caminhos políticos e sociais dentro da ilha de Entre.

Em termos técnicos, o jogo oferece sete personas distintas, como "Nobody", "Abacus" e "Fashionista", que interagem com o sistema de 21 habilidades. A Longdue abriu uma campanha no Kickstarter para a edição "Newsflash", que permite aos apoiadores terem seus nomes incluídos em jornais dentro do jogo, além de acesso antecipado aos desenvolvedores.

Para ficar no radar

Até o momento, a data oficial de lançamento segue não confirmada. O estúdio mantém o foco no polimento narrativo e na integração das mecânicas de investigação com o sistema de facções. A campanha de financiamento coletivo permanece aberta até 29 de maio, servindo como termômetro para o interesse do público e viabilização de recursos adicionais.

O que falta saber é como a complexidade do sistema de publicação irá balancear a liberdade criativa do jogador com as limitações impostas pela trama central. Se a Longdue conseguir replicar a reatividade de Disco Elysium em um contexto de investigação jornalística, Hopetown tem potencial para se tornar uma das referências em RPGs narrativos nos próximos anos.

Perguntas frequentes

Qual a premissa de Hopetown?
Hopetown é um RPG onde você assume o papel de um jornalista em uma ilha pós-apocalíptica, investigando uma corporação poderosa após o desaparecimento de mineradores.
Quais são as classes de jornalista em Hopetown?
O jogo oferece três classes: o Correspondente, focado em investigação técnica; o Columnist, voltado para crítica cultural; e o Gonzo, que utiliza o sensacionalismo para atrair atenção.
Quem está desenvolvendo Hopetown?
O jogo é desenvolvido pela Longdue, contando com veteranos de Disco Elysium, como o cofundador Martin Luiga e a roteirista Olga Moskvina, além de Stark Holborn.
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