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Hopetown recruta ex-dev de Disco Elysium e intensifica disputa por legado

· · 4 min de leitura
Pessoa concentrada em um computador com café e cadernos, evocando a atmosfera de criação de um RPG narrativo complexo
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A disputa pelo legado de Disco Elysium ganha novo capítulo

O cenário dos RPGs narrativos vive uma tensão constante. No dia 21 de maio de 2026, enquanto a ZA/UM — estúdio original por trás do aclamado Disco Elysium (RPG de investigação focado em diálogos e psicologia) — lançava seu novo projeto, Zero Parades, o estúdio Longdue aproveitou o momento para movimentar o mercado. A empresa anunciou a contratação de Olga Moskvina, escritora que trabalhou no título original da ZA/UM, reforçando sua equipe para o desenvolvimento de Hopetown, seu próprio RPG de inspiração política e investigativa.

A estratégia de marketing da Longdue não é sutil. Ao soltar um novo trailer de Hopetown justamente no dia em que o sucessor oficial da ZA/UM chega ao público, o estúdio deixa claro que pretende disputar a atenção dos fãs órfãos da obra-prima de 2019. A contratação de Moskvina, que anteriormente esteve ligada ao coletivo Summer Eternal, é mais um movimento para validar as credenciais do projeto perante uma comunidade cética com a enxurrada de "sucessores espirituais" que surgiram nos últimos anos.

Contexto: por que importa

Para quem não acompanhou os bastidores, a saga de Disco Elysium é marcada por disputas judiciais, demissões em massa e a fragmentação da equipe original da ZA/UM. O jogo, conhecido por seu sistema de diálogos complexos e exploração da psique humana, tornou-se um marco na indústria. Desde a turbulência no estúdio, diversos ex-desenvolvedores se espalharam por novos projetos, criando uma espécie de "corrida do ouro" para capturar a estética e a profundidade narrativa que definiram o jogo original.

Hopetown se propõe a ser um RPG focado no jornalismo investigativo. A trama se passa em New Greenwich, uma cidade mineradora devastada por um evento catastrófico que inutilizou toda a tecnologia global. O jogador assume o papel de Zola, uma jornalista tentando desvendar mistérios sobre o desaparecimento de trabalhadores e a escassez de um recurso chamado Quicksilver. Entre os pilares do jogo, destacam-se:

  • Mecânicas de investigação: O uso de fotos e entrevistas para montar artigos.
  • Abordagens narrativas: Escolhas de estilo de escrita (colunista, gonzo ou correspondente).
  • Ambientação distópica: Um mundo tentando se reconectar após um colapso eletromagnético.

Reação dos fãs e do mercado

A recepção tem sido cautelosa. O público entusiasta de RPGs isométricos de texto está dividido entre o otimismo por novas experiências e o receio de que esses jogos sejam apenas "cópias de casca", replicando a estética visual sem atingir a profundidade filosófica de Disco Elysium. A contratação de nomes como Olga Moskvina e Stark Holborn (escritor de Shadows of Doubt) pela Longdue é uma tentativa clara de mitigar essa desconfiança.

"Sua proficiência como escritora e editora provavelmente nos levará a um nível de polimento condizente com nosso público", afirmou Martin Luiga, atual líder narrativo de Hopetown.

Apesar do esforço em atrair talentos, o mercado observa com lupa. A comparação constante com o título da ZA/UM pode ser uma faca de dois gumes: ajuda a atrair visibilidade imediata, mas coloca o jogo sob uma régua de exigência extremamente alta. A grande questão é se Hopetown conseguirá oferecer uma identidade própria ou se ficará preso na sombra do jogo que o inspirou.

O que esperar

O trailer mais recente foca bastante no tom do jogo, mas ainda deixa lacunas sobre a jogabilidade real. O destaque vai para os menus de redação, onde o jogador organiza suas notas e esboça artigos, sugerindo que o combate será substituído pelo poder da informação e da palavra.

Por enquanto, o projeto ainda não possui uma data de lançamento definida. A Longdue continua em fase de desenvolvimento e busca consolidar sua base de apoiadores através do financiamento coletivo e da visibilidade nas plataformas de distribuição digital. Para os jogadores, resta aguardar se a profundidade dos sistemas de escrita será suficiente para transformar Hopetown em um título indispensável ou se ele será apenas mais uma nota de rodapé na história dos sucessores espirituais de Disco Elysium.

O que falta saber

Apesar da empolgação com as novas contratações, o projeto ainda enfrenta desafios significativos para provar seu valor:

  • Data de lançamento: O cronograma de desenvolvimento permanece incerto e sem previsões concretas.
  • Profundidade do sistema de escolhas: Ainda não está claro o quanto as decisões do jogador impactarão o mundo do jogo além da estrutura dos artigos.
  • Identidade visual e mecânica: Será necessário ver mais gameplay para entender se o jogo possui um diferencial mecânico além da semelhança estética com os títulos da ZA/UM.

Perguntas frequentes

O que é o jogo Hopetown?
Hopetown é um RPG narrativo focado em jornalismo investigativo, onde o jogador assume o papel de uma repórter tentando desvendar segredos em uma cidade mineradora pós-apocalíptica.
Hopetown tem relação com Disco Elysium?
Não oficialmente. O jogo é considerado um sucessor espiritual, desenvolvido por um estúdio que tem contratado diversos ex-funcionários da ZA/UM, produtora original de Disco Elysium.
Hopetown já tem data de lançamento?
Não, o jogo ainda não possui uma data de lançamento confirmada, mas já pode ser adicionado à lista de desejos na Steam.
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