Hainbach, o compositor alemão que faz música com equipamentos de laboratório, acabou de lançar o álbum Gentle Hum e ainda encontrou tempo para falar sobre Breath of the Wild (o clássico de The Legend of Zelda) e sobre canivetes suíços.
Qual o equipamento de laboratório que vira instrumento?
O artista descreve seu setup como um Dark Souls da síntese: cada peça tem que ser “mortificada” antes de produzir som. Abaixo, a gente compara três categorias de hardware que ele costuma usar.
| Tipo | Origem | Características sonoras | Praticidade |
|---|---|---|---|
| equipamento de teste telefônico | Antenas de linhas antigas | Ruídos de alta frequência, clicks metálicos | Difícil de encontrar, mas barato se reciclado |
| gerador de radiação de laboratório | Instalações de pesquisa nuclear desativadas | Oscilações graves, timbres “radioativos” | Risco de segurança, requer conhecimento técnico |
| canivete suíço | Ferramenta multiuso comercial | Estalos de lâmina, som de tesoura, timbre metálico curto | Portátil, legal para efeitos percussivos rápidos |
Como Breath of the Wild entra na mistura?
Durante a entrevista, Hainbach contou que o mundo aberto de Breath of the Wild inspirou a estrutura do álbum: a sensação de exploração, a ambientação natural e até o “silêncio” dos campos de Hyrule. Ele até usou um joy‑con como controlador de volume, porque “o som do botão de pausa tem aquele *ping* que eu adoro”.
- Exploração sonora: assim como o jogo, Hainbach mapeia territórios desconhecidos dentro de cada peça.
- Ambientação: sons de vento e água foram gravados com microfones de laboratório, simulando o clima de Hyrule.
- Looping: a mecânica de “reiniciar” do jogo inspirou loops infinitos de drones analógicos.
Canivete suíço: o objeto mais subestimado da produção?
Quando perguntado sobre a utilidade de um canivete suíço, Hainbach riu e disse que ele serve como “caixa de ritmos improvisada”. Cada lâmina, alicate e chave de fenda tem um timbre próprio, e ele os grava em alta taxa de amostragem para depois manipular no DAW. O resultado? Batidas que lembram “cliques de RPG” e “socos de fantasia”.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte a vibe “hard‑mode” de produção, o equipamento de teste telefônico e o gerador de radiação são a pedida. Já quem prefere praticidade e quer experimentar sons metálicos sem risco, o canivete suíço é a escolha mais segura. E se a sua inspiração vem de games, usar um Joy‑Con ou até um controle retro pode dar aquele toque nostálgico que faz o público gamer reconhecer a referência imediatamente.
Onde isso pode dar
O próximo passo de Hainbach pode ser integrar ainda mais objetos cotidianos ao seu arsenal sonoro. Imagine um switch completo, com seus alto-falantes internos, ou ainda um drone de entrega que “canta” enquanto voa. A comunidade já está pedindo mais colaborações com desenvolvedores indie, então fique de olho nos próximos lançamentos.
O veredito
Para quem curte experimentar sons fora do convencional, Gentle Hum é um convite para abrir a caixa de ferramentas e brincar de alquimista musical. Se ainda não conhece Hainbach, dê o play e prepare o laboratório (ou o canivete) – a experiência sonora pode ser tão épica quanto derrotar um chefe de Dark Souls.


