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Cultura Geek

The Secrets of Isis: como a primeira heroína na TV dos anos 70 ainda influencia a cultura geek

· · 4 min de leitura
Mulher em traje colorido dos anos 70, levantando halteres vermelhos enquanto segura um livro de quadrinhos aberto
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TL;DR: Em 1975 a série "The Secrets of Isis" estreou como a primeira produção televisiva ao vivo a colocar uma mulher como heroína principal, antecedendo a "Bionic Woman" e a "Wonder Woman" na TV.

O que aconteceu?

A Filmation, estúdio conhecido por animações como "He‑Man" e "Aquaman", decidiu, em 1974, experimentar o formato live‑action. O resultado foi "The Secrets of Isis", lançada em 1975, com a professora de ciências Andrea Thomas (interpretada por Joanna Cameron) transformando‑se na deusa egípcia Isis ao pronunciar um amuleto mágico. Cada episódio seguia a fórmula clássica da época: a heroína resolvia um problema, concluía com uma lição moral e encerrava com um segmento educativo obrigatório por lei.

Embora o conceito fosse simples, as habilidades de Isis eram praticamente ilimitadas – controle do clima, passagem por paredes, manipulação do tempo e até comunicação telepática com seu corvo Tut. Essa liberdade criativa permitiu que os roteiristas adaptassem a trama a qualquer necessidade, mas também gerou algumas incoerências narrativas típicas de produções da década de 70.

Como chegamos aqui?

O contexto da década de 70 era de experimentação com super‑heroínas. Enquanto a DC Comics ainda não havia levado a Mulher‑Maravilha à TV, a Filmation já havia testado "Shazam!" em formato live‑action e, pouco depois, trouxe "The Bionic Woman" ao ar. "The Secrets of Isis" foi, portanto, pioneira ao colocar uma mulher no centro da ação, ainda que sua origem fosse inspirada em personagens já existentes nos quadrinhos.

Os episódios também incluíam crossovers com "Shazam!", permitindo que Isis aparecesse em três capítulos da série e vice‑versa. Essa troca de personagens acabou levando a DC a inserir a versão de Isis nos quadrinhos, embora com nome diferente (Adrianna Tomaz). A série, porém, teve curta duração – 22 episódios em duas temporadas – mas deixou um legado que se perpetuou em animações posteriores, como "Freedom Force" (1978) e "Hero High" (1981).

Do ponto de vista colecionável, a mego Corporation lançou uma boneca de ação da Isis em 1975. O brinquedo, feito em escala de oito polegadas e vestindo roupas de tecido real, tornou‑se item de culto entre colecionadores. Até hoje, exemplares em bom estado são negociados por cifras de três dígitos, sinalizando a importância cultural da série para quem viveu a infância nos anos 70.

O que vem depois?

Para o público brasileiro, o impacto de "The Secrets of Isis" ainda pode ser percebido em duas frentes principais:

  • Representatividade: A série abriu caminho para que produtoras nacionais considerassem protagonistas femininas em projetos de super‑heróis, influenciando, ainda que indiretamente, produções como "Mundo de Trapalhões" e os recentes desenhos da Cartoon Network.
  • Mercado de colecionáveis: A nostalgia dos fãs de 50‑60 anos alimenta eventos como a CCXP, onde expositores apresentam réplicas de bonecos da Isis, gerando novas oportunidades de licenciamento.

Embora ainda não haja planos oficiais de reboot, a tendência de reviver propriedades vintage – como já ocorreu com "She‑Ra" e "He‑Man" – sugere que a Isis poderia aparecer em algum formato streaming nos próximos anos. Caso isso aconteça, será crucial analisar como a narrativa será adaptada para um público contemporâneo, que exige mais profundidade psicológica e diversidade cultural.

Para ficar no radar

Fãs que desejam aprofundar a história da série podem buscar episódios disponíveis em arquivos de TV aberta ou em plataformas de streaming que estejam licenciando conteúdo retro. Além disso, colecionadores devem ficar atentos a leilões de itens da Mego, pois peças raras costumam surgir em eventos de nicho. Por fim, acompanhar anúncios de estúdios que trabalham com reboots de propriedades dos anos 70 pode ser a chave para descobrir se a Isis retornará ao universo audiovisual.

Perguntas frequentes

Qual foi a primeira série de super‑heroína ao vivo na TV?
A série "The Secrets of Isis", lançada em 1975 pela Filmation, foi a primeira a colocar uma mulher como protagonista em formato live‑action.
Quantos episódios teve "The Secrets of Isis"?
A produção contou com 22 episódios distribuídos em duas temporadas.
Existe alguma conexão entre Isis e a DC Comics?
Sim, após os crossovers com "Shazam!", a DC incorporou a personagem aos quadrinhos sob o nome Adrianna Tomaz, embora com diferenças significativas em relação à série original.
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