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DOOM 2016 faz 10 anos: O renascimento do rei dos shooters no Xbox

· · 4 min de leitura
Atleta em treino intenso com corda naval em estúdio escuro sob luzes LED vermelhas, focando em força e alto desempenho
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O impacto de doom 2016 uma década depois

Lançado originalmente em 13 de maio de 2016, DOOM (2016), o aclamado jogo de tiro em primeira pessoa (FPS), completa uma década de existência consolidado como um dos pilares modernos do gênero. Desenvolvido pela id Software (estúdio pioneiro dos shooters) e publicado pela Bethesda (empresa responsável por franquias como fallout e skyrim), o título não foi apenas um lançamento comercial de sucesso, mas uma correção de curso vital para uma das marcas mais icônicas da cultura geek.

Antes de chegarmos à superfície árida de Marte neste reboot, a franquia passava por uma crise de identidade. DOOM 3, lançado anos antes, havia apostado em uma atmosfera de terror claustrofóbico e ritmo lento, o que dividiu a base de fãs. O projeto que viria a ser o "Doom 4" chegou a ser descartado por parecer demais com um jogo de guerra genérico. Quando DOOM (2016) finalmente surgiu, ele trouxe de volta a velocidade, a violência gráfica e a trilha sonora industrial pesada que definiram o DNA da série nos anos 90.

Por que DOOM 2016 foi um divisor de águas para a Bethesda?

O sucesso de DOOM (2016) reside na sua filosofia de design apelidada de "Push-Forward Combat" (Combate de Avanço Constante). Diferente dos shooters militares que dominavam o mercado na época, onde o jogador precisava se esconder atrás de coberturas para recuperar vida, DOOM forçava o jogador a ser agressivo. Para ganhar vida e munição, era necessário executar os inimigos de perto através das famosas Glory Kills.

Essa mecânica transformou o campo de batalha em uma dança macabra e rítmica. O jogo eliminou distrações narrativas excessivas — o protagonista, o Doom Slayer, literalmente empurra monitores de exposição para o lado para focar no que importa: destruir demônios. Essa pureza de gameplay, aliada à trilha sonora visceral composta por Mick Gordon, criou uma experiência sinestésica que poucos jogos conseguiram replicar desde então.

  • Glory Kills: Finalizações brutais que recompensam o jogador com recursos vitais.
  • Verticalidade: Mapas complexos que incentivam o movimento constante e o uso de pulos duplos.
  • Arsenal Icônico: O retorno triunfal da Super Shotgun e da BFG 9000.
  • Trilha Sonora Dinâmica: Música que se adapta à intensidade do combate em tempo real.

Como está a performance do jogo no xbox Series X hoje?

Embora DOOM (2016) nunca tenha recebido uma atualização nativa oficial para a geração atual (privilégio que ficou para sua sequência, doom eternal), ele ainda é uma vitrine técnica impressionante no xbox series x (console de última geração da Microsoft). Graças ao poder bruto do hardware e a um patch lançado anteriormente para o Xbox One X, o jogo roda de forma impecável em 4K e 60 quadros por segundo (FPS).

A estabilidade é o ponto alto aqui. Em momentos de estresse intenso, com dezenas de demônios e explosões na tela, o console não apresenta quedas de performance, mantendo a fluidez necessária para um jogo de reflexos rápidos. Para quem possui uma assinatura do Xbox Game Pass (serviço de assinatura de jogos da Microsoft), revisitar Marte dez anos depois é uma experiência obrigatória, especialmente pela fidelidade visual que o motor gráfico id Tech 6 ainda entrega.

O legado de Marte: De 2016 até The Dark Ages

Não é exagero dizer que, sem o sucesso deste reboot de 2016, não teríamos o cenário atual da franquia. A id Software utilizou o jogo como uma fundação sólida para expandir o universo do Slayer. Em 2020, DOOM Eternal elevou a complexidade das mecânicas, transformando o combate em um verdadeiro "xadrez de alta velocidade".

Recentemente, o anúncio de DOOM: The Dark Ages (próximo grande lançamento da série) mostrou que a Bethesda continua confiante na visão estabelecida há uma década. O novo título promete explorar as origens medievais do herói, mas mantendo a brutalidade que foi refinada em 2016. O impacto de DOOM (2016) é sentido não apenas na sua própria linhagem, mas em todo o subgênero dos "Boomer Shooters" modernos, que buscam resgatar a simplicidade e a diversão dos clássicos.

"DOOM (2016) não foi apenas um jogo, foi um manifesto de que o design de jogos old-school ainda tinha um lugar de destaque na era moderna."

Por que isso importa hoje?

A celebração de 10 anos de DOOM (2016) nos lembra de alguns pontos fundamentais para a indústria de games:

  • Identidade de Marca: O jogo provou que respeitar a essência de uma franquia é mais importante do que seguir tendências passageiras.
  • Otimização Técnica: A id Software reafirmou sua posição como líder em motores gráficos altamente eficientes.
  • Longevidade no Xbox: A retrocompatibilidade e melhorias de hardware mantêm jogos de uma década atrás tão relevantes quanto lançamentos recentes.
  • Caminho para o Futuro: O sucesso deste título garantiu que o Slayer continuasse sendo o rosto principal dos shooters da Bethesda por muitos anos.

Perguntas frequentes

DOOM 2016 tem upgrade para Xbox Series X?
Não existe uma versão nativa para Series X, mas o jogo roda via retrocompatibilidade com resolução 4K e 60 FPS estáveis, aproveitando o patch do Xbox One X.
Onde posso jogar DOOM 2016 atualmente?
O jogo está disponível no Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 4, PlayStation 5, PC e Nintendo Switch. Ele também faz parte do catálogo do Xbox Game Pass.
Qual a diferença entre DOOM 2016 e DOOM Eternal?
DOOM 2016 foca em um combate mais direto e sombrio em Marte, enquanto Eternal introduz mais mecânicas de gerenciamento de recursos e uma movimentação muito mais rápida e vertical.
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