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Borderlands (2024) – Eli Roth’s Star Wars‑style Space Adventure

· · 5 min de leitura
Imagem de Eli Roth — Borderlands (2024) – Eli Roth’s Star Wars‑style Space Adventure
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TL;DR: Eli Roth lançou Borderlands (2024) como um homônimo de Star Wars, misturando humor ácido, estética neon e referências ao surrealismo de David Lynch. O filme divide opiniões: alguns o veem como um refrescante retorno ao "Star Warsploitation" dos anos 80, enquanto outros o consideram uma adaptação frustrada do jogo.

Eli Roth transformou Borderlands num tributo a Star Wars

Ao assumir a direção da adaptação da franquia da gearbox Software, Roth não tentou ser fiel ao gameplay; ele decidiu abraçar o que há de mais louco nos filmes de ficção‑científica dos anos 70 e 80. O resultado é um espetáculo visualmente exagerado que parece ter saído direto de um catálogo de B‑movies, mas com o toque de horror‑cômico que o diretor traz de seus trabalhos como Cabin Fever e Hostel. A seguir, listamos os sete pontos que definem por que Borderlands se destaca — ou falha — como um filme ao estilo Star Wars.

  1. Estética neon e explosões exageradas – O visual do filme lembra os posters de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, com cores saturadas, luzes de néon e explosões que parecem ter sido desenhadas à mão. Cada sequência de batalha é um festival de efeitos práticos misturados a CGI barato, o que cria uma sensação de nostalgia deliberada. Essa escolha estética reforça a ideia de que Roth está mais interessado em evocar a atmosfera dos filmes de exploração espacial do passado do que em impressionar com realismo.
  2. Humor irreverente e autorreferencial – O roteiro não tem medo de quebrar a quarta parede; personagens como claptrap (dublado em inglês por Jack Black) fazem piadas que lembram os comentários sarcásticos de Guardians of the Galaxy. A presença de Kevin Hart como Roland traz um timing cômico que contrasta com a violência cartunesca ao redor, gerando momentos de alívio que, embora forçados, funcionam como válvula de escape para a ação desenfreada.
  3. Elenco e performances inesperadas – Cate Blanchett, interpretando a caçadora de recompensas lilith, traz uma gravidade digna de um drama épico, enquanto Ariana Greenblatt como tiny tina entrega energia juvenil que combina com o tom caótico do filme. O contraste entre a seriedade de Blanchett e a comicidade de Black cria uma dinâmica que lembra as duplas disparecidas de filmes de ação dos anos 80, como Road Warrior e Mad Max.
  4. Influências de Lynch e Badalamenti – Embora Lynch nunca tenha dirigido um Star Wars, sua sombra paira sobre Borderlands através de Jack Black, que admitiu ter canalizado o diretor ao gravar Claptrap. A trilha sonora, assinada em parte por Angelo Badalamenti, traz sons oníricos que lembram a tensão surreal de Twin Peaks. Essa mistura de horror psicodélico e ficção‑científica cria momentos que são simultaneamente desconcertantes e divertidos.
  5. Referências diretas ao "Star Warsploitation" dos anos 80 – O filme cita abertamente clássicos como Battle Beyond the Stars e The Ice Pirates, usando robôs desajeitados, piratas espaciais e naves reutilizadas como parte de sua linguagem visual. Essa homenagem não é sutil; é um convite para que o espectador reconheça as convenções do gênero e, ao mesmo tempo, as subverta com humor.
  6. Desvio do material original – Fãs do jogo esperavam ver a icônica arte dos Vault Hunters, mas Roth optou por simplificar a mitologia, descartando vários elementos de gameplay. Essa decisão gerou críticas de puristas que sentiram que a essência do título foi diluída. Por outro lado, a liberdade criativa permite que o filme explore ideias que o jogo nunca ousou abordar, como a origem de Claptrap.
  7. Distribuição e acessibilidade – Borderlands está disponível para streaming no Peacock e, gratuitamente com anúncios, no Fandango at Home. Essa estratégia de lançamento amplia o alcance do filme, permitindo que um público mais amplo experimente a proposta de Roth sem a barreira de um ingresso de cinema. Contudo, a presença em plataformas gratuitas também reforça a percepção de que o filme não recebeu a confiança de grandes estúdios para um lançamento tradicional.

Embora o filme não tenha sido a obra‑prima que alguns esperavam, ele cumpre seu objetivo de ser um passeio delirante pela galáxia, lembrando que o cinema de ficção‑científica pode ser tanto uma celebração quanto uma paródia.

O lado que ninguém está vendo

O que realmente diferencia Borderlands de outras tentativas de "Star Wars‑like" é a forma como ele abraça o caos criativo. Enquanto a maioria dos projetos de adaptação de jogos tenta agradar ao maior número de fãs possível, Roth aceita o risco de alienar puristas para entregar algo que, apesar de imperfeito, tem personalidade própria. Essa postura ousada reflete a influência de David Lynch, que, mesmo sem dirigir um Star Wars, mostrou que o inesperado pode ser mais memorável que o convencional.

Se o filme conquistar um culto de seguidores, será porque ele oferece algo que o universo de Star Wars nunca tentou: um espaço onde o grotesco convive com o cômico sem pedir desculpas. Para quem busca uma experiência que combine nostalgia dos B‑movies com a assinatura de um diretor de horror, Borderlands (2024) pode ser a escolha certa. Para os demais, talvez seja apenas mais um exemplo de como adaptar um videogame pode ser um tiro no escuro.

Perguntas frequentes

Borderlands (2024) está disponível em quais plataformas de streaming? ▾
O filme está disponível no Peacock e, de forma gratuita com anúncios, no Fandango at Home.
Qual a relação entre David Lynch e o filme Borderlands? ▾
Jack Black revelou que canalizou David Lynch ao dublar Claptrap, e Eli Roth citou a influência do surrealismo de Lynch em sua direção.
Borderlands (2024) é fiel ao jogo original? ▾
Não. O filme simplifica a mitologia do jogo e altera personagens, o que dividiu a opinião dos fãs da franquia.
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