Backrooms: o fenômeno viral chega aos cinemas sem cenas extras
O longa-metragem Backrooms, produzido pela prestigiada distribuidora A24, não apresenta nenhuma cena durante ou após os créditos finais. Se você está planejando ir ao cinema para conferir a adaptação da famosa creepypasta, pode se retirar da sala assim que a tela escurecer sem o risco de perder ganchos para sequências ou conteúdos adicionais.
Contexto: por que o filme importa?
O conceito de Backrooms surgiu originalmente como um meme de internet e uma série de vídeos virais no YouTube, criados por Kane Parsons. A premissa gira em torno de espaços liminares — locais que parecem familiares, mas que evocam uma sensação de desconforto e isolamento — onde pessoas são transportadas para uma dimensão labiríntica e infinita de salas amarelas com carpetes úmidos. A transição dessa estética de "horror de internet" para uma produção de grande orçamento da A24 é um marco para a cultura digital.
A produção é notável por vários motivos:
- Direção jovem: Kane Parsons, o criador original da série, tornou-se o cineasta mais jovem a dirigir um longa para a A24.
- Elenco de peso: O filme conta com nomes reconhecidos como Chiwetel Ejiofor (conhecido por Doutor Estranho), Renate Reinsve e Mark Duplass.
- Produção estelar: O projeto conta com o suporte de veteranos do gênero, como James Wan, o mestre por trás de franquias como Jogos Mortais e Sobrenatural, e Shawn Levy.
Reação dos fãs e do mercado
A decisão de não incluir cenas pós-créditos reflete uma escolha narrativa consciente da equipe criativa. Em um mercado cinematográfico saturado pela influência do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), onde o público foi condicionado a esperar por teasers de próximos filmes, a ausência de ganchos em Backrooms sugere que a A24 optou por uma experiência contida e autossuficiente. Para os fãs do terror, isso é visto como um sinal de que o filme prioriza a atmosfera e a conclusão da história em vez de focar excessivamente em um planejamento de franquia de longo prazo.
O que esperar da experiência
A trama, escrita por Will Soodik, parte de uma premissa simples: uma porta estranha aparece no subsolo de uma loja de móveis, levando os personagens a um pesadelo arquitetônico. O filme se insere na tendência de liminal horror (horror liminar), que explora o medo do vazio e de ambientes que desafiam a lógica espacial. A estética visual promete ser o ponto alto, traduzindo a sensação de "desespero claustrofóbico" dos vídeos originais para uma escala cinematográfica imersiva.
Abaixo, detalhamos o que você precisa saber antes de ir ao cinema:
| Característica | Detalhes |
|---|---|
| Cena pós-créditos | Não |
| Gênero | Terror / Espaços Liminares |
| Distribuição | A24 |
O que falta saber
Embora a ausência de cenas extras confirme que a história se encerra antes dos créditos, o sucesso de bilheteria será o fator determinante para a existência de uma continuação. O mercado de horror é um dos mais lucrativos para o formato de franquias, e a A24 tem um histórico de transformar conceitos inusitados em sucessos cult. Por ora, o foco do estúdio é a recepção do público à visão de Parsons, que provou que o conteúdo nativo da web tem força suficiente para ocupar as telonas com qualidade técnica e narrativa.
Se você é um entusiasta do gênero, o filme serve como um excelente estudo de caso sobre como a internet está moldando o futuro do cinema de gênero. Fique atento às críticas especializadas após a estreia para entender se o tom do filme agrada tanto aos fãs de longa data da web-série quanto ao público geral que desconhece a origem do fenômeno.


