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Also TM-B: entrega atrasada de e-bike futurista

· · 4 min de leitura
E‑bike TM‑B da Also, design futurista prateado, com logo da marca em destaque sobre fundo industrial
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A Also, spin‑off de micromobilidade da Rivian, anunciou que a entrega da TM‑B será postergada, deixando os primeiros compradores irritados. O comunicado oficial trouxe um pedido de desculpas e apontou gargalos na produção, mas não detalhou prazos novos. O atraso chega num momento em que o hype em torno da bicicleta elétrica mais inovadora do mercado ainda está em alta.

Quais são os principais fatores que provocaram o atraso da TM‑B?

  1. Complexidade do sistema pedal‑by‑wire – A TM‑B usa um controle eletrônico de torque que substitui o cabo mecânico tradicional. Essa tecnologia ainda é rara em bicicletas de produção em massa, exigindo testes extensivos e ajustes finos que atrasaram a linha de montagem.
  2. Integração do carregamento usb‑c – Embora o padrão USB‑C seja comum em smartphones, adaptar a corrente necessária para uma bateria de alta capacidade ainda gera desafios de segurança e certificação, o que acabou estendendo o ciclo de validação.
  3. Design modular do assento removível – A proposta de um poste de selim que pode ser trocado rapidamente traz vantagens de personalização, porém requer tolerâncias de fabricação muito apertadas. Pequenos desvios nas peças provocam retrabalhos frequentes.
  4. Escassez de componentes eletrônicos – A cadeia de suprimentos global ainda sente os efeitos da alta demanda por chips de potência. A Also depende de fornecedores que já atendem a fabricantes de veículos elétricos, o que reduz a disponibilidade de lotes exclusivos.
  5. Expectativas de entrega agressivas – No lançamento, a empresa prometeu iniciar as entregas em um prazo que, na retrospectiva, parecia otimista demais. Quando a produção encontrou os obstáculos acima, a empresa precisou rever o cronograma sem ter um plano de contingência sólido.

Como o atraso afeta a comunidade geek brasileira?

Para os entusiastas de tecnologia e mobilidade urbana no Brasil, a TM‑B representava mais que um produto; era um símbolo de que a inovação ocidental estava chegando ao nosso território. A expectativa era alta, principalmente entre quem acompanha as novidades da Rivian e dos veículos elétricos. O adiamento, portanto, alimenta um sentimento de decepção que pode reverberar nas discussões de fóruns, grupos de Telegram e nas redes sociais.

Além do aspecto emocional, há implicações práticas: quem já fez reserva pode enfrentar dificuldades para reorganizar o pagamento ou cancelar a compra sem prejuízos. O mercado de segunda mão ainda não tem um modelo de preço para a TM‑B, o que deixa os compradores em um limbo financeiro.

Comparativo rápido: TM‑B vs concorrentes atuais

CaracterísticaAlso TM‑BConcorrente AConcorrente B
Controle de pedalPedal‑by‑wire (software)Pedal mecânicoAssistência híbrida
CarregamentoUSB‑CConector proprietárioUSB‑C
AssentoPoste removívelFixadoPoste ajustável
DesignFuturista, sem paraleloClássico urbanoEsportivo

Mesmo com o atraso, a TM‑B ainda se destaca por oferecer uma experiência de condução que ainda não tem equivalente no mercado brasileiro. No entanto, os concorrentes já entregam produtos funcionais, o que pode desviar a atenção dos consumidores impacientes.

O que a Also pode fazer para recuperar a confiança?

  • Transparência contínua – Atualizações regulares sobre produção, mesmo que sejam pequenas, ajudam a reduzir a ansiedade dos compradores.
  • Benefícios compensatórios – Oferecer upgrades de software gratuitos ou acessórios exclusivos pode amenizar a frustração.
  • Parcerias locais – Criar pontos de serviço e demonstração no Brasil pode reforçar o compromisso da marca com o mercado latino‑americano.

Essas medidas, se bem executadas, podem transformar um revés em oportunidade de fidelização, especialmente em um público que valoriza inovação e suporte pós‑venda.

O que falta saber?

Até o momento, a Also não divulgou um novo cronograma de entregas, nem detalhes sobre possíveis ajustes de preço. A comunidade ainda aguarda respostas sobre a extensão da garantia e o suporte técnico para o sistema pedal‑by‑wire. Enquanto isso, o debate continua nos canais de fãs, que analisam se vale a pena manter a reserva ou buscar alternativas já disponíveis.

O veredito

O atraso da TM‑B é um lembrete de que inovação disruptiva costuma vir acompanhada de obstáculos logísticos. Para o público geek brasileiro, a expectativa ainda é alta, mas a paciência será testada. Se a Also cumprir as promessas de transparência e oferecer compensações reais, a e‑bike pode ainda se tornar um marco na história da micromobilidade. Caso contrário, o hype pode se dissipar e abrir espaço para concorrentes mais ágeis.

Perguntas frequentes

Quando a Also vai entregar a TM‑B no Brasil?
A empresa ainda não divulgou uma data oficial de entrega; o comunicado apenas reconheceu o atraso e prometeu atualizar os clientes assim que houver novidades.
Quais são as principais inovações da TM‑B?
A TM‑B traz um sistema pedal‑by‑wire controlado por software, carregamento via USB‑C e um poste de selim removível, características ainda raras em bicicletas elétricas de produção.
A TM‑B ainda vale a pena comprar apesar do atraso?
Depende do perfil do comprador. Quem prioriza tecnologia de ponta pode esperar o lançamento, enquanto quem precisa de mobilidade imediata pode considerar alternativas já disponíveis no mercado.
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