Os mutantes da marvel comics (editora norte-americana de quadrinhos) estão prestes a enfrentar uma de suas crises mais intrigantes e nostálgicas. A editora anunciou oficialmente DNX, o próximo grande evento que promete sacudir as fundações do universo mutante. A história surge diretamente das páginas de x-men (Vol. 7), onde o grupo de heróis tem enfrentado a 3K, uma organização composta por vilões de peso como Cassandra Nova (a gêmea mística de Charles Xavier), Astra, Joseph (o clone do magneto) e Wire. No entanto, a grande revelação que deixou os fãs em choque foi a identidade do líder misterioso do grupo, conhecido como Chairman: trata-se do fera (Hank McCoy) original.
O Fera, um dos membros fundadores dos X-Men, trilhou um caminho sombrio durante a Era de Krakoa, tornando-se um pragmático perigoso e, eventualmente, um vilão completo. Em DNX, ele e a 3K planejam liberar um vírus devastador obtido de uma linha do tempo futura. Para impedir essa catástrofe, os X-Men precisarão unir forças com o quarteto fantástico (equipe liderada por Reed Richards), em uma batalha que pode definir o destino da evolução na Terra.
Quem é a organização 3K e qual o plano do Fera em DNX?
A 3K não é apenas um grupo de vilões aleatórios; é uma coalizão que utiliza mutantes criados artificialmente através de um vírus especial. O Fera, agora ostentando uma pelagem branca em vez de seu tradicional azul, parece ter alcançado um novo patamar de intelecto maligno. Embora a saga Age of Revelation não tenha sido o sucesso esperado, ela serviu para confirmar que este Hank McCoy é de fato o original, que muitos acreditavam estar morto após os eventos recentes em Krakoa.
O plano central de DNX envolve a disseminação de um patógeno que o Fera trouxe do futuro. A presença do Quarteto Fantástico sugere que a ameaça não é apenas biológica, mas possivelmente cósmica ou temporal. A mudança visual do Fera — de azul para branco — é o ponto de partida para uma teoria que conecta este evento a uma das fases mais aclamadas dos mutantes: a era de Grant Morrison (renomado roteirista de HQ).
A conexão com a fase New X-Men de Grant Morrison
Para entender o que pode estar acontecendo com Hank McCoy, precisamos olhar 22 anos para o passado. No início dos anos 2000, Grant Morrison revolucionou os mutantes em New X-Men. Foi nessa fase que vimos o Fera assumir uma aparência mais felina e, em um futuro distópico mostrado no arco final "E de Extinção" (Here Comes Tomorrow), ele também apareceu com pelos brancos. Naquela história, o Fera não era ele mesmo; ele estava sob o controle de John Sublime.
Sublime não é um mutante nem um humano, mas sim uma forma de vida bacteriana senciente que evoluiu na Terra há bilhões de anos. Ele odeia tanto humanos quanto mutantes e busca a extinção de ambos para que as bactérias reinem supremas. No futuro de Morrison, Sublime infectou o Fera através da droga Kick, transformando o herói no "Fera do Apocalipse".
Evidências da influência de John Sublime em DNX:
- A Mudança de Cor: A pelagem branca é um marcador visual histórico do Fera sob controle de Sublime.
- O Uso de Vírus: O plano atual de Hank McCoy envolve engenharia viral, a especialidade de John Sublime.
- O Retorno de Vilões de Morrison: Cassandra Nova, uma criação central de Morrison, é peça-chave na organização 3K.
- Curadoria Editorial: Tom Brevoort, atual editor dos X-Men, declarou publicamente ser um grande fã da fase New X-Men e tem resgatado diversos elementos desse período.
John Sublime pode ser a chave para a redenção do Fera?
Muitos leitores ficaram descontentes com a transformação do Fera em um criminoso de guerra nos últimos anos. Hank sempre foi o coração intelectual e moral da equipe, e vê-lo ordenar assassinatos e experimentos antiéticos foi um golpe duro para a base de fãs. Se DNX revelar que o Fera está sendo manipulado ou possuído por John Sublime, a Marvel teria a justificativa perfeita para "limpar a ficha" do personagem.
Sublime é um vilão insidioso porque ele não controla apenas o corpo, mas influencia os desejos e a agressividade do hospedeiro. Se o Fera de pelos brancos for uma marionete da bactéria senciente, suas ações terríveis na era de Krakoa poderiam ser retroativamente explicadas como uma infecção prolongada. Isso permitiria que o Hank McCoy clássico retornasse ao lado dos heróis, deixando para trás esse capítulo sombrio de sua história.
O que o retorno do Quarteto Fantástico significa para a história?
A inclusão do Quarteto Fantástico em um evento focado nos X-Men geralmente indica que a escala do problema ultrapassa a questão mutante. Reed Richards é um dos poucos intelectos que pode rivalizar com o Fera e, possivelmente, identificar a presença de uma infecção bacteriana como a de Sublime. Além disso, a dinâmica entre as duas equipes sempre traz um frescor para as HQs, unindo a ficção científica exploratória do Quarteto com o drama político dos X-Men.
Ainda não foi confirmado se outros heróis da Marvel farão participações especiais, mas o título DNX sugere uma brincadeira com o termo DNA, reforçando que a batalha será travada no nível genético e biológico. Com o vírus vindo do futuro, as possibilidades de reviravoltas temporais são imensas, podendo inclusive envolver versões alternativas de personagens queridos.
"A pelagem branca do Fera não é apenas uma escolha estética; é um aviso para quem conhece a história dos X-Men.", comentam especialistas em fóruns de quadrinhos.
Por que isso importa
O evento DNX é crucial para o futuro imediato da Marvel Comics por diversos motivos:
- Redenção de Personagem: Pode restaurar o Fera como um herói após anos de vilania controversa.
- Legado de Morrison: Reafirma a importância da fase New X-Men como o pilar moderno da franquia mutante.
- Unificação do Universo Marvel: Ao trazer o Quarteto Fantástico, a Marvel sinaliza que os X-Men voltaram a ser o centro das atenções de todo o seu universo editorial.
- Aposta em Ficção Científica: Afasta-se um pouco da fantasia mística para focar em ameaças biológicas e temporais, um retorno às raízes dos mutantes.


