TL;DR: X-Men ’97 Temporada 2 traz quatro reviravoltas canônicas – o retorno de eson, a revelação do white hot room, a presença de kang e a introdução da mutante que manipula o tempo, rachel summers – que ampliam significativamente o Multiverso da Marvel.
O que aconteceu?
A segunda temporada de X-Men ’97 não se passa no universo tradicional da Terra‑616, mas isso não diminui sua relevância para a Saga do Multiverso. O arco usa viagem no tempo para explorar tanto a origem antiga quanto o futuro distante de apocalypse, enquanto introduz personagens e conceitos que já apareceram em outros cantos do MCU.
1. Mutantes podem viajar no tempo
Um dos destaques da temporada foi a aparição de Rachel Summers – Mother Askani, filha de Ciclope e Jean Grey de uma linha temporal alternativa. Nos quadrinhos, Rachel possui a habilidade de manipular o fluxo temporal e transportar seres físicos através do tempo. Essa capacidade ainda não havia sido mostrada no MCU, que só havia utilizado a teletransporte mental de Kitty Pryde em X-Men: Days of Future Past. Embora a série não indique que Rachel terá papel central nos filmes, sua presença estabelece um precedente importante: mutantes podem ser agentes ativos na manipulação temporal do Multiverso.
2. Kang the Conqueror volta ao jogo
Originalmente planejado como o vilão principal da Saga do Multiverso, Kang teve seu papel reduzido nos filmes devido a reações do público e à controvérsia envolvendo o ator Jonathan Majors. Contudo, X-Men ’97 trouxe uma versão alternativa de Kang que viaja ao Egito Antigo sob o nome de Rama‑Tut. Essa versão menciona outros nomes, inclusive “Victor”, aludindo ao personagem Victor Timely apresentado em Loki Temporada 2. Kang busca a tecnologia Celestial que gerou Apocalypse, mas foge ao perceber que não pode enfrentar o mutante recém‑nascido, sugerindo que ele pode integrar o futuro Conselho dos Kangs.
3. Eson the Searcher retorna
O Celestial Eson, conhecido como "the Searcher", reaparece como o arquiteto da criação de Apocalypse. Ele aparece empunhando o power stone, um dos seis infinity stones, reforçando a conexão entre os celestiais e os artefatos cósmicos já vistos em Guardians of the Galaxy. Nos quadrinhos, Eson faz parte dos "Gardeners", seres que acreditam que a evolução requer sofrimento. Sua frase "All creation must crash against the eternal shore" resume sua filosofia de que a destruição é parte do ciclo de crescimento.
4. O White Hot Room ganha forma
Durante um confronto, Apocalypse, Rogue e Nightcrawler são transportados para um vazio branco onde encontram Eson. Esse cenário corresponde ao "White Hot Room" dos quadrinhos, descrito como o coração da criação e a fonte da Phoenix Force. A presença de Eson nesse ambiente sugere que os Celestiais habitam o White Hot Room, surgindo apenas em momentos críticos da história do universo. Essa revelação abre espaço para explicar por que os Celestiais desapareceram após eventos antigos e como eles podem influenciar futuros confrontos, como em Avengers: Secret Wars.
Como chegamos aqui?
O MCU tem usado a viagem no tempo como ferramenta narrativa desde Captain America: The Winter Soldier, mas sua aplicação sempre foi inconsistente. X-Men ’97 tenta unificar essa mecânica ao introduzir mutantes capazes de manipular o tempo de forma física, algo que pode servir de ponte entre as linhas temporais dos filmes e das séries animadas.
Além disso, a decisão de trazer Kang e Eson de volta, mesmo que em versões alternativas, reflete a estratégia da Marvel de reutilizar personagens já estabelecidos para fortalecer a coesão do Multiverso. O uso do Power Stone por Eson também cria uma sinergia com a narrativa dos Guardiões, indicando que os Celestiais podem ser a chave para entender a origem dos Infinity Stones.
Para o público brasileiro, a maior relevância está na forma como esses elementos podem ser explorados em futuras produções locais, como possíveis crossovers em Marvel Studios’ Secret Wars ou em projetos de animação que ainda não foram anunciados.
O que vem depois?
As quatro reviravoltas introduzidas em X-Men ’97 abrem diversas linhas de exploração:
- Eson e o White Hot Room: Se os Celestiais habitam esse espaço, futuros filmes podem revelar mais sobre sua natureza e seu papel na criação dos Infinity Stones.
- Kang: A presença de uma variante de Kang que já conhece o Conselho dos Kangs sugere que ele pode aparecer em novos arcos, possivelmente como antagonista em Secret Wars ou em séries ainda não confirmadas.
- Rachel Summers: Mesmo que sua trajetória seja complexa, a introdução de uma mutante com poder de viajar no tempo pode ser crucial para resolver paradoxos temporais que surgirem nos próximos filmes.
- Apocalypse: A origem detalhada de Apocalypse, ligada a Eson, pode servir de base para futuros vilões ou para uma saga inteira dedicada aos mutantes.
Para os fãs brasileiros, isso significa que a narrativa dos X‑Men está cada vez mais integrada ao universo maior da Marvel, oferecendo oportunidades para histórias que misturam mutantes, Celestiais e a própria estrutura do Multiverso.
Para ficar no radar
Embora ainda não haja confirmação oficial de como esses elementos serão usados nos próximos lançamentos, a temporada 2 de X-Men ’97 já estabeleceu bases sólidas que podem influenciar tanto o cinema quanto as séries de TV. Fique atento às próximas divulgações da Marvel, especialmente em eventos como a CCXP e a Comic‑Con, onde teasers de novos projetos costumam aparecer.
Enquanto isso, maratonar a animação pode ser a melhor forma de entender as nuances desses novos personagens e preparar-se para as próximas grandes revelações do Multiverso.


