O que acontece no sétimo episódio de Wistoria: Wand and Sword?
O sétimo episódio da segunda temporada de Wistoria: Wand and Sword — anime de fantasia que acompanha Will Serfort, um jovem sem talento mágico tentando escalar a torre dos magos — foca na superação de novos obstáculos. Após sobreviver aos monstros do julgamento anterior, Will é colocado sob constante vigilância. O protagonista precisa enfrentar criaturas de lodo que só podem ser derrotadas com magia direta, algo que ele não possui. A solução encontrada envolve o uso de sua espada, que absorve a energia mágica cedida por seus colegas, criando uma dinâmica de batalha interessante para o arco atual.
Além das cenas de ação, o episódio traz um desenvolvimento de personagem curioso: Julius assume a liderança no treinamento de Will. Embora sua motivação seja puramente egoísta — visando ganhar pontos com Elfaria, a poderosa maga e amiga de infância de Will —, essa aliança forçada ajuda o protagonista a começar a entender e dominar o poder Wis, o segredo que tanto fascina os membros da Magia Vander, a elite mágica daquele mundo.
Por que a progressão de Will parece tão lenta?
A narrativa de Wistoria tem adotado uma abordagem de "um passo à frente e dois para trás". Para o espectador, isso pode ser frustrante, pois já se passou mais de uma temporada inteira vendo Will lutar para provar seu valor para um sistema que, desde o primeiro dia, está estruturado para excluí-lo. O anime utiliza essa repetição como uma crítica social aos bloqueios acadêmicos e profissionais da vida real, mas, em formato de série semanal, o sentimento de estagnação é inevitável.
Os principais pontos que geram essa sensação de lentidão incluem:
- Ciclo de provação: Will é constantemente testado pelas mesmas figuras de autoridade, mesmo após demonstrar competência repetidas vezes.
- Isolamento de Elfaria: A personagem, que deveria ser o pilar de apoio de Will e sua porta de entrada para o topo, permanece à margem da ação, limitando-se a observar o sofrimento do rapaz sem intervir diretamente.
- Hostilidade do mundo: A série insiste em colocar todos os elementos da sociedade e das leis da natureza contra o protagonista, o que, em certos momentos, parece forçado para manter o drama em alta.
O que falta saber sobre o futuro de Will?
A grande questão que paira sobre o restante da segunda temporada é se o apoio de seus novos amigos será suficiente para romper as barreiras impostas pela Magia Vander. Will está desenvolvendo uma rede de suporte, mas a série precisa equilibrar melhor esse crescimento pessoal com avanços narrativos mais concretos. Até o momento, o anime tem focado muito na resiliência do protagonista, mas o público espera ver o momento em que essa resiliência se transformará em uma mudança real na hierarquia do mundo mágico.
A jornada de Will não é apenas sobre força bruta, mas sobre como alguém sem o dom inato pode navegar em um sistema rígido e preconceituoso.
Apesar das críticas ao ritmo, o episódio 7 entrega uma execução técnica sólida. A animação das lutas continua sendo um dos pontos fortes, garantindo que, mesmo quando a história parece girar em torno do mesmo eixo, o espetáculo visual compense a espera. Para quem acompanha a obra na Crunchyroll, fica a expectativa de que os próximos episódios finalmente coloquem Will em um patamar onde ele possa confrontar os verdadeiros responsáveis por sua exclusão, saindo da posição de eterno aprendiz para a de um desafiante real.
Para ficar no radar
O que nos resta agora é aguardar os próximos passos da produção. A série ainda tem muito terreno para cobrir, e o arco da torre está apenas começando a mostrar suas verdadeiras cores. Os pontos que merecem atenção nas próximas semanas são:
- A evolução de Julius: Será que ele terá uma mudança real de caráter ou continuará apenas como um aliado por conveniência?
- A intervenção de Elfaria: A personagem precisa sair da inércia para que a trama avance significativamente em direção ao objetivo final de Will.
- O domínio do poder Wis: O treinamento atual deve ser o divisor de águas para que Will consiga enfrentar ameaças de nível superior sem depender apenas da energia alheia.


