TL;DR: Walpurgisnacht: Rising impressiona pela animação e fecha os arcos de Homura e Sayaka, mas deixa um final em aberto que divide a comunidade.
O que acontece em Walpurgisnacht: Rising?
O filme retoma a história após o desfecho da série e de Rebellion. Madoka vive uma vida normal, enquanto Homura se tornou quase uma entidade divina, tentando aliviar o fardo das outras garotas mágicas. A trama se complica quando três novas garotas mágicas aparecem na escola, criadas sem a intervenção de Homura, forçando-a a encarar as consequências de suas escolhas anteriores.
Como a personagem Homura evolui nesse capítulo?
Homura sempre foi retratada como a obsessiva protetora que faria de tudo por Madoka. Em Walpurgisnacht: Rising, ela enfrenta a própria arrogância, percebendo que seu controle sobre o tempo e a realidade tem limites. O confronto com as três novas garotas a obriga a aceitar que o amor obsessivo não é amor verdadeiro e a reconsiderar se deve sacrificar Madoka novamente ou abandonar o ciclo de intervenções.
Qual o papel de Sayaka nessa história?
Sayaka, que já passou de garota mágica a bruxa e, depois, a parte da Lei dos Ciclos, é o único membro do elenco original que ainda percebe algo errado no mundo alterado. Ela questiona sua própria existência e o estado do universo, trazendo à tona a dúvida: será que a paz criada por Homura realmente vale a pena se for baseada em manipulações temporais?
Quem é a verdadeira vilã da trama?
Apesar do título remeter à bruxa Walpurgisnacht, a antagonista de fato é Selma Terez, uma garota mágica que abraça completamente o conceito de usar garotas como fonte de energia para o bem maior. Sua filosofia frio‑calculista — “milhares de mortes para salvar a galáxia” — a coloca em oposição direta ao ideal original das garotas mágicas, tornando-a um contraponto moral intrigante.
O que se destaca na animação e na trilha sonora?
Visualmente, o filme é o ápice da série. A mistura de animação tradicional detalhada, CGI bem dosado, colagens estilo scrapbook e rotoscopia psicodélica cria um universo inesperado e cativante. A direção de arte, assinada por Shūichi Kusamori e Ken Naitō, entrega cenários surreais que mantêm a atenção mesmo nos momentos de diálogo monótono.
A trilha, composta por Yuki Kajiura, equilibra temas sombrios e momentos de esperança, enquanto a nova música tema interpretada por ClariS amarra o filme ao resto da franquia.
Quais são os pontos altos e baixos do filme?
- Arcos concluídos: Homura e Sayaka recebem desfechos satisfatórios que dão sentido aos seus sacrifícios.
- Vilã inovadora: Selma traz uma perspectiva moral única, contrastando com a abordagem tradicional das bruxas.
- Qualidade visual: A animação atinge o nível mais alto da série, com sequências de luta que são puro espetáculo.
- Final ambíguo: A conclusão deixa perguntas abertas sobre o futuro de Madoka e o papel de Homura.
- Comparação com obras anteriores: Não alcança a intensidade dramática de Rebellion nem o mistério surreal de Walpurgisnacht original.
Para quem vale a pena assistir?
Se você é fã da série Puella Magi Madoka Magica e acompanha a evolução dos personagens, o filme é praticamente obrigatório. Recomendamos assistir à série completa e ao filme Rebellion antes, pois o impacto das revelações depende do conhecimento prévio. Para quem não conhece a franquia, o filme pode ser confuso e a falta de contexto diminui o impacto emocional.
O que falta saber
Embora Walpurgisnacht: Rising finalize alguns arcos, a história deixa espaço para novas interpretações. A presença de três garotas mágicas não criadas por Homura sugere que o universo pode estar se reconfigurando, possivelmente abrindo caminho para futuras expansões em spin‑offs como Magica Record. Além disso, a relação entre Selma e a entidade de Walpurgisnacht ainda não foi totalmente explorada, o que pode render material para sequências ou conteúdo extra.
Em resumo, o filme entrega uma experiência visual de alto nível e conclui arcs importantes, mas deixa um final que gera discussão. Se você ama debates sobre moralidade nas histórias de garotas mágicas, vai achar esse filme um prato cheio.


