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Walpurgisnacht: Rising: Por que o filme divide os fãs de Madoka?

· · 4 min de leitura
Jovem senta no sofá, segurando um controle, com barra de cereal e garrafa de água ao lado, enquanto assiste ao anime
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TL;DR: Walpurgisnacht: Rising impressiona pela animação e fecha os arcos de Homura e Sayaka, mas deixa um final em aberto que divide a comunidade.

O que acontece em Walpurgisnacht: Rising?

O filme retoma a história após o desfecho da série e de Rebellion. Madoka vive uma vida normal, enquanto Homura se tornou quase uma entidade divina, tentando aliviar o fardo das outras garotas mágicas. A trama se complica quando três novas garotas mágicas aparecem na escola, criadas sem a intervenção de Homura, forçando-a a encarar as consequências de suas escolhas anteriores.

Como a personagem Homura evolui nesse capítulo?

Homura sempre foi retratada como a obsessiva protetora que faria de tudo por Madoka. Em Walpurgisnacht: Rising, ela enfrenta a própria arrogância, percebendo que seu controle sobre o tempo e a realidade tem limites. O confronto com as três novas garotas a obriga a aceitar que o amor obsessivo não é amor verdadeiro e a reconsiderar se deve sacrificar Madoka novamente ou abandonar o ciclo de intervenções.

Qual o papel de Sayaka nessa história?

Sayaka, que já passou de garota mágica a bruxa e, depois, a parte da Lei dos Ciclos, é o único membro do elenco original que ainda percebe algo errado no mundo alterado. Ela questiona sua própria existência e o estado do universo, trazendo à tona a dúvida: será que a paz criada por Homura realmente vale a pena se for baseada em manipulações temporais?

Quem é a verdadeira vilã da trama?

Apesar do título remeter à bruxa Walpurgisnacht, a antagonista de fato é Selma Terez, uma garota mágica que abraça completamente o conceito de usar garotas como fonte de energia para o bem maior. Sua filosofia frio‑calculista — “milhares de mortes para salvar a galáxia” — a coloca em oposição direta ao ideal original das garotas mágicas, tornando-a um contraponto moral intrigante.

O que se destaca na animação e na trilha sonora?

Visualmente, o filme é o ápice da série. A mistura de animação tradicional detalhada, CGI bem dosado, colagens estilo scrapbook e rotoscopia psicodélica cria um universo inesperado e cativante. A direção de arte, assinada por Shūichi Kusamori e Ken Naitō, entrega cenários surreais que mantêm a atenção mesmo nos momentos de diálogo monótono.

A trilha, composta por Yuki Kajiura, equilibra temas sombrios e momentos de esperança, enquanto a nova música tema interpretada por ClariS amarra o filme ao resto da franquia.

Quais são os pontos altos e baixos do filme?

  • Arcos concluídos: Homura e Sayaka recebem desfechos satisfatórios que dão sentido aos seus sacrifícios.
  • Vilã inovadora: Selma traz uma perspectiva moral única, contrastando com a abordagem tradicional das bruxas.
  • Qualidade visual: A animação atinge o nível mais alto da série, com sequências de luta que são puro espetáculo.
  • Final ambíguo: A conclusão deixa perguntas abertas sobre o futuro de Madoka e o papel de Homura.
  • Comparação com obras anteriores: Não alcança a intensidade dramática de Rebellion nem o mistério surre­al de Walpurgisnacht original.

Para quem vale a pena assistir?

Se você é fã da série Puella Magi Madoka Magica e acompanha a evolução dos personagens, o filme é praticamente obrigatório. Recomendamos assistir à série completa e ao filme Rebellion antes, pois o impacto das revelações depende do conhecimento prévio. Para quem não conhece a franquia, o filme pode ser confuso e a falta de contexto diminui o impacto emocional.

O que falta saber

Embora Walpurgisnacht: Rising finalize alguns arcos, a história deixa espaço para novas interpretações. A presença de três garotas mágicas não criadas por Homura sugere que o universo pode estar se reconfigurando, possivelmente abrindo caminho para futuras expansões em spin‑offs como Magica Record. Além disso, a relação entre Selma e a entidade de Walpurgisnacht ainda não foi totalmente explorada, o que pode render material para sequências ou conteúdo extra.

Em resumo, o filme entrega uma experiência visual de alto nível e conclui arcs importantes, mas deixa um final que gera discussão. Se você ama debates sobre moralidade nas histórias de garotas mágicas, vai achar esse filme um prato cheio.

Perguntas frequentes

Walpurgisnacht: Rising é necessário assistir antes de Magica Record?
Não é obrigatório, mas conhecer o filme ajuda a entender melhor as mudanças no cânone e as motivações de Selma.
Qual a diferença entre Walpurgisnacht e Selma Terez?
Walpurgisnacht é a bruxa lendária tradicional, enquanto Selma é a nova antagonista que abraça completamente a ideia de usar garotas mágicas como energia.
O filme tem cenas de luta melhores que as da série?
Sim, a animação de combate atinge o ponto mais alto da franquia, combinando CGI e técnicas experimentais.
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