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Walmart lança linha de tablets Android com preços a partir de US$ 97

· · 4 min de leitura
Pessoa utilizando um tablet Onn enquanto acompanha um treino funcional com halteres e garrafa de água ao lado
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O que aconteceu

O Walmart, a maior rede de varejo do mundo, decidiu ignorar a crise do mercado de tablets e renovou sua linha própria, a Onn. A nova leva de dispositivos chegou ao mercado com uma proposta agressiva: seis modelos diferentes que, somados, custam menos do que um único ipad Pro — o tablet premium da Apple. A informação, reportada inicialmente pelo portal 9to5Google, destaca que todos os aparelhos já saem de fábrica com o Android 16, a versão mais recente do sistema operacional do Google.

A estratégia é clara e não tenta competir com o segmento de produtividade de alto nível. O modelo mais barato começa em US$ 97, e quase toda a linha se mantém abaixo da barreira dos US$ 200. É uma movimentação que coloca o Walmart em uma posição de domínio absoluto no nicho de dispositivos de entrada, onde o custo-benefício é a única métrica que realmente importa para o consumidor final.

Como chegamos aqui

Historicamente, o mercado de tablets Android sempre viveu uma dicotomia: ou você comprava algo muito caro que tentava copiar a experiência de um computador, ou se submetia a tablets genéricos chineses que paravam de receber atualizações após seis meses. O Walmart percebeu que havia um vácuo imenso entre esses dois extremos.

A marca Onn não nasceu para ser uma referência em design ou performance bruta. Ela foi desenhada para ser o tablet de consumo de mídia, leitura e uso básico para crianças ou idosos. Ao longo dos últimos anos, a empresa refinou sua cadeia de suprimentos para entregar um hardware que, embora modesto, é funcional o suficiente para rodar o ecossistema Google sem engasgos constantes. A escolha pelo Android 16 logo no lançamento é um ponto fora da curva, mostrando que o Walmart quer garantir, pelo menos no papel, que esses dispositivos não se tornem obsoletos em um piscar de olhos.

"O mercado de tablets de entrada estava carente de opções confiáveis. O Walmart não está vendendo inovação, está vendendo acesso."

Os desafios desse segmento são conhecidos por qualquer entusiasta de tecnologia:

  • Hardware limitado: Processadores de entrada que sofrem com multitarefa pesada.
  • Qualidade de tela: Painéis LCD que raramente alcançam resoluções impressionantes.
  • Ciclo de vida: O suporte de software costuma ser o calcanhar de Aquiles em aparelhos baratos.

O que vem depois

A grande questão que fica no ar é a sustentabilidade a longo prazo desses aparelhos. Rodar o Android 16 é um excelente cartão de visitas, mas a experiência do usuário vai depender de como o hardware vai lidar com as atualizações de segurança e os novos recursos do sistema nos próximos dois anos. Se o Walmart conseguir manter uma cadência de patches, teremos um cenário onde o tablet de 100 dólares se torna a escolha óbvia para o público geral.

Por outro lado, existe o risco do chamado "lixo eletrônico programado". Dispositivos muito baratos tendem a ser descartados assim que a bateria perde a eficiência ou o sistema começa a travar, o que levanta debates sobre o impacto ambiental dessa estratégia de volume. Ainda não temos confirmação de especificações técnicas detalhadas para todos os modelos, mas o mercado já está de olho em como a performance desses chips vai se comportar sob estresse.

O lado que ninguém tá vendo

A aposta do Walmart é, na verdade, uma jogada de mestre para prender o consumidor dentro do ecossistema de serviços da empresa. Ao oferecer um dispositivo barato, eles garantem que o usuário consuma conteúdo, faça compras no app do Walmart e utilize serviços em nuvem, tudo isso em uma tela maior do que a de um smartphone comum.

Para o entusiasta de tecnologia que busca performance para jogos ou edição, esses tablets são, obviamente, descartáveis. Mas para a grande massa, eles são a porta de entrada para a conectividade digital. O sucesso dessa linha não será medido por benchmarks de processamento, mas pela quantidade de unidades que serão vendidas nos corredores das lojas físicas e no e-commerce durante as próximas datas sazonais.

Se você busca um dispositivo para consumir streaming, ler HQs digitais ou navegar de forma básica, a linha Onn parece ser a aposta mais segura do momento. Se você espera substituir seu notebook, talvez seja melhor economizar para algo mais robusto.

Perguntas frequentes

Os tablets da linha Onn do Walmart valem a pena?
Depende do seu uso. Se você busca um dispositivo básico para leitura, vídeos e navegação, eles oferecem um custo-benefício imbatível. Para jogos pesados ou trabalho profissional, eles não são recomendados.
Qual a versão do Android nos novos tablets do Walmart?
Os novos modelos da linha Onn chegam de fábrica equipados com o Android 16, garantindo acesso às funcionalidades mais recentes do sistema operacional do Google.
Qual o preço inicial dos novos tablets Android do Walmart?
A nova linha de tablets começou a ser comercializada com preços a partir de US$ 97, com a maioria dos modelos mantendo-se abaixo da faixa dos US$ 200.
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