Valor Mortis chega ao PS5 com preço de $40 e inclusão no Game Pass, trazendo um Soulslike em primeira pessoa que mistura espadas, armas de fogo e magias. A proposta é ousada, mas a experiência ainda peca em alguns momentos de performance e na profundidade da narrativa.
Valor Mortis: o que funciona?
O grande trunfo de Valor Mortis é a câmera em primeira pessoa, que coloca o jogador no meio da ação e faz cada golpe de espada parecer mais visceral. O combate permite combinar três tipos de lâminas com pistolas, espingardas ou feitiços, incentivando trocas rápidas de estilo. Os níveis equilibram linearidade e exploração, e o cenário alternativo da Europa do século XIX, contaminada por uma doença grotesca, dá um visual único.
Dark Souls: o clássico que ainda dita regras
Em Dark Souls, a perspectiva é tradicionalmente em terceira pessoa, focando em movimentos precisos e na leitura de padrões de inimigos. A fórmula estabeleceu o padrão de dificuldade implacável, mas também de design de mundo interconectado. Não há armas de fogo, e a magia é mais limitada, o que faz o combate menos variado que o de Valor Mortis.
Elden Ring: a evolução aberta do Soulslike
Elden Ring expandiu o gênero ao abrir o mapa para exploração livre, mantendo a dificuldade característica. Ainda em terceira pessoa, oferece dezenas de armas, magias e habilidades, mas a inclusão de um mundo aberto pode diluir a tensão de encontros isolados que são a cara dos Soulslikes mais tradicionais.
Mortal Shell: a proposta mais enxuta
Mortal Shell aposta na mecânica de “shells” – corpos que o jogador pode trocar – e mantém a câmera em terceira pessoa. O combate é focado em timing de bloqueios e contra-ataques, com menos variedade de armas que Valor Mortis. A experiência é mais polida tecnicamente, mas carece da ousadia visual do título napoleônico.
Comparativo rápido
| Jogo | Prós | Contras |
|---|---|---|
| Valor Mortis | Combate híbrido (espada + arma + magia); visual único; primeira pessoa imersiva | Bug de stutter; falhas na história; alguns inimigos com IA inconsistente |
| Dark Souls | Desafio icônico; design de mundo interligado; mecânicas refinadas | Perspectiva limitada; falta de variedade de armas |
| Elden Ring | Mundo aberto; enorme variedade de builds; visual impressionante | Curva de aprendizado extensa; pode perder a tensão dos encontros |
| Mortal Shell | Combate focado em timing; experiência técnica estável | Menos opções de armas; perspectiva tradicional |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para quem busca inovação, Valor Mortis é a escolha certa. A câmera em primeira pessoa e a mistura de armas dão uma sensação fresca ao gênero. Se a prioridade for estabilidade e polimento, Mortal Shell entrega uma experiência sem tropeços.
Se o seu objetivo é exploração, Elden Ring supera todos com seu mapa aberto e número de builds. Já quem prefere a dificuldade clássica e a sensação de descoberta em cada corredor, Dark Souls ainda é referência.
- Valor Mortis: ideal para quem quer experimentar um Soulslike diferente, aceita alguns bugs.
- Dark Souls: para veteranos que apreciam o desafio puro.
- Elden Ring: para aventureiros que gostam de mundo aberto e liberdade de escolha.
- Mortal Shell: para quem prioriza jogabilidade refinada e pouca dor de cabeça.
Qual escolher
Se o seu objetivo é simplesmente jogar algo novo e curtir a sensação de estar no meio da batalha, Valor Mortis entrega exatamente isso, mesmo que precise de patches para eliminar os stutters. Para quem tem paciência e quer um título livre de falhas técnicas, Mortal Shell é o caminho mais seguro. Já os fãs de mundos vastos e liberdade total devem ir direto para Elden Ring, enquanto os puristas do gênero ainda encontrarão em Dark Souls a experiência mais fiel ao que definiu o Soulslike.


