Com o preview de the duskbloods ainda em fase de teste, a expectativa por um novo Soulslike da FromSoftware aumenta. Caso o título seja adiado, 2026 já entregou cinco alternativas robustas que capturam a essência da fórmula.
Comparativo rápido
| Jogo | Perspectiva | Principal inovação | Co‑op | Preço (BRL) |
|---|---|---|---|---|
| valor mortis | Primeira‑pessoa | Combate baseado em parry e poderes sobrenaturais | Não | — |
| lords of the fallen 2 | Terceira‑pessoa | Mundo duplo (Luz/Umbral) | Sim | — |
| mortal shell 2 | Terceira‑pessoa | Recurso "Resolve" substitui stamina | Não | — |
| no rest for the wicked | Top‑down (ARPG) | Co‑op até 4 jogadores + crafting profundo | Sim | — |
| beast of reincarnation | Terceira‑pessoa + turn‑based companion | Integração de mecânicas de Pokémon | Não | — |
Valor Mortis
Valor Mortis chegou em outubro de 2026 com uma proposta ousada: levar o estilo Soulslike para a perspectiva em primeira pessoa. A ideia de encarar inimigos gigantes sem a visão periférica tradicional aumenta a tensão, exigindo leitura de áudio e reflexos rápidos. O sistema de parry, esquiva e finalizações lembra elden ring, mas a adição de poderes sobrenaturais — que funcionam como magias de controle de campo — traz uma camada estratégica inédita.
O cenário se inspira na França napoleônica, misturando arquitetura barroca com elementos de horror gótico. Embora a curva de aprendizado seja íngreme, o design de níveis recompensador e os segredos ambientais mantêm o jogador engajado por longas sessões.
Lords of the Fallen 2
Para quem busca a experiência mais próxima de dark souls, Lords of the Fallen 2 entrega. O título mantém a fórmula de combate punitivo, mas introduz a lâmpada Umbral, que permite transitar entre o mundo da luz e seu reflexo sombrio. Cada versão do ambiente possui obstáculos e recompensas exclusivas, o que dobra a exploração e cria oportunidades de speedrun.
O modo cooperativo online permite que dois jogadores compartilhem a jornada, resolvendo puzzles ambientais que exigem sincronização de habilidades. A estética sombria, combinada com um design de chefes memoráveis, faz deste título um forte candidato para quem está aguardando The Duskbloods.
Mortal Shell 2
Mortal Shell 2 evolui o conceito original ao eliminar a barra de stamina tradicional e substituí‑la por um recurso chamado Resolve. Essa mudança libera o ritmo de combate, permitindo combos mais fluidos e habilidades especiais que variam de acordo com o "Shell" escolhido. Cada Shell altera atributos como resistência e velocidade, incentivando experimentação de builds.
O mundo interligado, inspirado em arquitetura medieval gótica, oferece áreas extensas para exploração. Embora a personalização de builds não alcance a profundidade de um Elden Ring, ainda supera a maioria dos títulos indie do gênero.
No Rest for the Wicked
Este título se destaca por trazer o Soulslike para a perspectiva top‑down típica de Diablo, mas mantendo a exigência de timing e leitura de padrões de ataque. O modo cooperativo para até quatro jogadores transforma a experiência em uma jornada épica, onde cada personagem possui um conjunto único de habilidades.
Além do combate, o jogo investe pesado em crafting, construção de bases e até gerenciamento de NPCs comerciantes. A exploração de biomas variados e eventos aleatórios garante que cada partida seja diferente, algo raro em jogos do gênero.
Beast of Reincarnation
Desenvolvido pela Game Freak, conhecida pela série Pokémon, Beast of Reincarnation mistura a dureza dos Soulslikes com mecânicas de turn‑based. A protagonista Emma pode invocar seu companheiro Koo para executar técnicas especiais em turnos, enquanto o combate principal continua em tempo real.
O cenário pós‑apocalíptico no Japão oferece uma estética única, e a árvore de habilidades permite criar builds híbridos que combinam ataque direto e estratégias de suporte. A combinação de estilos pode ser confusa inicialmente, mas recompensa jogadores que gostam de experimentar.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você é purista e quer o que há de mais próximo de Dark Souls, Lords of the Fallen 2 é a escolha mais segura, graças ao seu mundo duplo e ao combate clássico.
Para quem deseja inovar na fórmula, Valor Mortis oferece a novidade da perspectiva em primeira pessoa e poderes sobrenaturais que dão nova dinâmica ao parry.
Jogadores que preferem ritmo veloz e combos fluidos devem apostar em Mortal Shell 2, que elimina a limitação de stamina.
Se a ideia é curtir o gênero com amigos, No Rest for the Wicked entrega cooperação até quatro jogadores, crafting profundo e construção de bases.
Por fim, quem curte misturar estilos e aprecia uma narrativa pós‑apocalíptica pode encontrar em Beast of Reincarnation a experiência mais original, graças à integração de turn‑based.
Para ficar no radar
Mesmo que The Duskbloods ainda esteja em fase de playtest, a comunidade brasileira já tem opções sólidas para saciar a fome por desafios punitivos. Cada um dos cinco títulos analisados traz algo único — seja a perspectiva em primeira pessoa, mundos paralelos, combate sem stamina, cooperação robusta ou mecânicas híbridas. Vale a pena acompanhar as atualizações de preço nas lojas digitais brasileiras, pois promoções de fim de ano costumam trazer boas oportunidades.
Além disso, ficar de olho nas comunidades de modding pode revelar conteúdos adicionais, especialmente em Mortal Shell 2 e Lords of the Fallen 2, que já têm modders ativos no Brasil. Se o atraso de The Duskbloods se confirmar, esses cinco jogos são a trilha sonora perfeita para quem busca o verdadeiro espírito Soulslike em 2026.
Perguntas frequentes
- Qual desses jogos tem suporte a cooperação online? No Rest for the Wicked permite até quatro jogadores; Lords of the Fallen 2 oferece cooperação para dois.
- Existe alguma opção de jogo gratuito entre os citados? Até o momento, nenhum dos cinco títulos possui versão free‑to‑play; todos são lançamentos pagos.
- Qual é o mais indicado para quem nunca jogou um Soulslike? Mortal Shell 2 costuma ser recomendado por sua curva de aprendizado mais suave graças ao sistema Resolve.


