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Valor Mortis: Como o Souls-like virou tiro em primeira pessoa

· · 4 min de leitura
Jogador suado segurando controle, ao lado de halteres e garrafa d'água, em ambiente de setup gamer
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Quais foram os maiores obstáculos ao misturar Souls-like e FPS em Valor Mortis?

TL;DR: Valor Mortis combina a dureza dos jogos Souls-like com a imersão do tiro em primeira pessoa, criando um híbrido que surpreendeu tanto fãs de combate corpo‑a‑corpo quanto de shooters.

Durante a apresentação no Summer Game Fest 2026, o diretor Radosław Ratusznik — responsável por Ghostrunner — revelou que a ideia de colocar a fórmula punitiva dos Souls-like dentro de um FPS não era apenas ousada, mas também cheia de armadilhas técnicas. A equipe da One More Level acabou encontrando um ponto de equilíbrio que agradou jogadores de ambos os estilos, e o resultado está pronto para ser lançado em 13 de outubro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S e PC.

  1. Definir o público‑alvo sem excluir ninguém

    Os desenvolvedores temiam que os fãs de Souls-like evitassem um jogo em primeira pessoa, enquanto os aficionados por shooters poderiam achar a curva de dificuldade cruel demais. Testes em eventos como a GamesCom mostraram que, surpreendentemente, ambos os grupos se adaptaram bem, graças a um design que privilegia a fluidez dos disparos sem sacrificar a exigência dos bloqueios e parries.

  2. Traduzir o "parry" para a visão em primeira pessoa

    Em jogos de terceira pessoa, o timing de bloqueio é visualmente claro. Em Valor Mortis a câmera está tão próxima que o jogador precisa sentir o momento exato de impacto. A solução foi criar indicadores sutis de áudio e vibração que ajudam a sincronizar o ataque sem tirar a imersão.

  3. Equilibrar armas de fogo e combate corpo‑a‑corpo

    Não basta colocar um rifle ao lado de uma espada; o ritmo de cada arma foi calibrado para que disparar não torne o parry obsoleto. O resultado é um sistema onde recarregar, mudar de arma e lançar feitiços de transmutação são escolhas táticas tão importantes quanto cravar uma lâmina no inimigo.

  4. Manter a sensação de velocidade sem perder a clareza visual

    Inspirado em Ghostrunner, o time buscou um campo de visão dinâmico que amplia quando o jogador se aproxima de chefões gigantes. Essa “zoom‑out” temporário permite enxergar padrões de ataque sem sacrificar a sensação de velocidade que define um bom FPS.

  5. Construir um cenário histórico‑fantástico coerente

    Ao escolher a era napoleônica, a One More Level evitou o óbvio cenário vitoriano. O conceito de "Nephtoglobin" — um enzima mutante que transforma soldados em monstros — oferece uma justificativa narrativa para a mistura de tecnologia futurista e armamento da época, tudo isso com o ator Vincent Cassel dublando Napoleão.

  6. Preservar a identidade de Ghostrunner sem copiar

    Ratusznik insistiu que o DNA de Ghostrunner fosse mantido nas mecânicas de movimento rápido, mas que o novo título deveria ter sua própria cara. Assim, foram adicionados feitiços de transmutação, dual‑wielding e um sistema de upgrades inspirado em RPGs, criando um estilo próprio.

  7. Garantir que o aprendizado seja intuitivo

    Em um Souls-like tradicional, o jogador costuma morrer centenas de vezes antes de entender as nuances. Em Valor Mortis a equipe inseriu pequenos “assistentes invisíveis" — como a rotação automática da câmera durante um ataque — que ajudam o jogador a sentir que acertou, sem transformar o jogo em um click‑farm.

Esses sete desafios formam a espinha dorsal do que faz Valor Mortis tão especial: um híbrido que respeita as raízes dos dois gêneros e ainda traz novidades próprias. Se você curte a adrenalina de um bom tiro em primeira pessoa, mas sente falta da sensação de conquista que só um Souls-like oferece, prepare o mouse e a espada.

O que ainda falta saber antes do lançamento?

Até o momento, a One More Level ainda não confirmou detalhes sobre o número de classes jogáveis, a extensão da campanha ou possíveis DLCs. O que sabemos é que o jogo terá suporte total ao ray‑tracing nas plataformas de última geração e que a trilha sonora contará com composições orquestradas que mesclam marchas napoleônicas com batidas eletrônicas.

Fique de olho nas próximas transmissões da Summer Game Fest 2026 e nos canais oficiais da One More Level para atualizações de data, modos multiplayer e eventos de pré‑venda.

A escolha da redação

Com base nas informações disponíveis, acreditamos que Valor Mortis tem tudo para se tornar um marco no design de híbridos de gênero. A mistura ousada de mecânicas, o cenário inusitado e o histórico da desenvolvedora garantem que o título não será apenas mais um shooter ou mais um Souls‑like, mas sim uma experiência própria que pode redefinir como pensamos em fusões de gameplay.

Prepare o teclado, afie a lâmina e, principalmente, esteja pronto para morrer — muitas vezes. Afinal, como diz o próprio Ratusznik, “o caminho mais difícil costuma ser o mais gratificante”.

Perguntas frequentes

Valor Mortis será lançado em quais plataformas?
O jogo chegará ao PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC em 13 de outubro de 2026.
É preciso ser fã de Souls-like para curtir Valor Mortis?
Não. A One More Level projetou o título para agradar tanto jogadores de shooters quanto de Souls‑like, equilibrando ação rápida e dificuldade estratégica.
Qual é a ambientação de Valor Mortis?
O jogo se passa numa versão alternativa das Guerras Napoleônicas, onde uma enzima mutante chamada “Nephtoglobin” transforma soldados em criaturas grotescas.
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