TL;DR: O MCU tem um baú de relíquias ainda não exploradas que podem virar a trama de um próximo filme. Entre um dispositivo que apaga universos e um cristal que contém uma galáxia inteira, o futuro da Marvel está em jogo.
1) ultimate nullifier
Apresentado em Fantastic Four #50 (1966) por Stan Lee e Jack Kirby, o Ultimate Nullifier é um pequeno aparelho que responde ao pensamento do usuário. Se usado em potência máxima, pode aniquilar um sistema solar inteiro em um piscar de olhos. No quadrinho, Reed Richards recebeu o alerta do Watcher para nunca ativá‑lo em plena força, mas acabou usando‑o para redefinir o universo contra Abraxas. No MCU, seria a carta‑coringa perfeita para um reboot de timeline ou para resolver um nó narrativo impossível.
2) heart of the universe
Esse artefato, que apareceu em Marvel Universe: The End (2003), entrega poder absoluto ao portador, conectando‑o ao próprio tecido da realidade. Thanos chegou a comparar seu poder ao da Manopla do Infinito, mas o Heart of the Universe supera até o cubo cósmico. Quando Thanos tentou salvar um universo moribundo, acabou acelerando sua destruição, usando o objeto para absorver Eternidade, Infinito e o Tribunal Vivo. Uma trama que explore esse poder poderia abrir caminho para um vilão ainda mais perigoso que o Titã Louco.
3) The serpent crown
O Serpent Crown nasce como o “Helmet of Power” em Tales to Astonish #101 (1968) e evolui para a coroa de sete cabeças que canaliza o deus exilado Set. Entre suas habilidades estão controle mental, teletransporte, transformação de matéria e até imortalidade. O grande problema? O próprio Set corrompe quem o usa. Nos quadrinhos, a corporação Roxxon chegou a empunhá‑la, quase transformando a Terra em uma horda de serpentes. No cinema, seria um ótimo vilão corporativo para a fase pós‑Infinity.
4) The book of the vishanti
Contraponto ao Darkhold, o Livro dos Vishanti foi criado por Agamotto, Oshtur e Hoggoth e apareceu pela primeira vez em Strange Tales #116 (1964). Ele contém feitiços de proteção e pode neutralizar magias sombrias, como demonstrado quando o Doutor Estranho usou o livro para refletir o ataque de Kaluu. Embora tenha sido aparentemente destruído em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, nada na Marvel fica realmente perdido para sempre.
5) m'kraan crystal
Introduzido em X‑Men #107 (1977) durante a “Phoenix Saga”, o M'Kraan Crystal é um monólito do tamanho de uma montanha que abriga uma galáxia inteira de nêutrons. Ele funciona como um nexus de todas as realidades; se sua frequência for alterada, a existência pode desaparecer num instante. Nos quadrinhos, o imperador Shi'ar D'Ken tentou usá‑lo para reescrever a realidade, mas acabou quase apagando tudo, sendo necessário o sacrifício da Fênix para restaurar o equilíbrio.
6) astral regulator
Concebido pelo One‑Above‑All em Thanos: The Infinity Conflict (2018), o Astral Regulator mantém os universos paralelos separados. Cada cosmos tem o seu regulador, guardado em um local tão mortal que qualquer ser que se aproxime morre instantaneamente. O artefato pode absorver entidades cósmicas e tornar seu portador invulnerável até aos deuses. Thanos chegou a usá‑lo para devorar Galactus, Kronos e até as próprias Pedras do Infinito, tornando‑se praticamente uma divindade.
7) The casket of ancient winters
Esse baú asgardiano, que contém o Fimbulwinter de Ymir, foi criado por Walt Simonson em Thor #346 (1984). Se aberto, desencadeia uma tempestade de gelo capaz de mergulhar o planeta numa nova era glacial. O objeto já apareceu brevemente em Thor (2011), onde Loki o utilizou, mas desapareceu com a destruição de Asgard em Thor: Ragnarok. Uma trama que recupere o baú poderia transformar a Terra em um cenário pós‑apocalíptico de gelo.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Com tantas opções, fica difícil escolher qual relíquia seria a mais "cabeça‑de‑cabeça" para o próximo filme. Vamos dividir a decisão por tipo de fã:
- Fãs de reboots e viagens no tempo: Ultimate Nullifier. Ele resolve paradoxos de forma limpa e ainda dá margem para cenas épicas de sacrifício.
- Adeptos de vilões cósmicos: Heart of the Universe ou Astral Regulator. Ambos superam o poder das Joias do Infinito e podem criar um antagonista ainda mais assustador que Thanos.
- Amantes de horror místico: Book of the Vishanti e Darkhold (já visto) formam um duo perfeito para um duelo de magia entre Doutor Estranho e uma nova ameaça sobrenatural.
- Entusiastas de histórias de realidade alternativa: M'Kraan Crystal abre portas para multiversos colidindo, perfeito para a fase do MCU que já abraçou o conceito de realidades paralelas.
- Quem curte um clima de sobrevivência pós‑apocalipse: Casket of Ancient Winters pode transformar a Terra em um deserto gelado, lembrando O Mundo Sombrio de Stephen King (mas com mais Thor).
- Fans de conspirações corporativas: Serpent Crown traz a Roxxon de volta como vilã, misturando ciência, misticismo e corrupção.
Independentemente da escolha, cada um desses artefatos tem potencial para gerar um arco narrativo de temporada inteira, seja como motor de trama, seja como objeto de desejo de um vilão. O que importa mesmo é como os roteiristas vão equilibrar o poder desses itens com a necessidade de manter os heróis vulneráveis – afinal, se tudo pode ser apagado com um clique, a história perde a tensão.
Para ficar no radar
Os próximos filmes do MCU ainda não confirmaram nenhum desses objetos, mas vale ficar de olho nas pistas: easter eggs em cenas de fundo, diálogos enigmáticos de personagens como Doctor Strange ou referências a eventos cósmicos nos créditos pós‑filme. Quando a Marvel decidir puxar a carta‑coringa, provavelmente será em um momento de grande transição – talvez na fase 6, quando o multiverso já está consolidado.


