TL;DR: Tymon Smektala, que dirigiu a franquia dying light na Techland por mais de uma década, aceita o cargo de diretor executivo da Broken Mirror Games, selo de horror da Bloober Team. Ele vai orientar projetos como saw: genesis e onyx: the dark grip e buscar novas parcerias criativas.
O que aconteceu
Tymon Smektala anunciou, via LinkedIn, que está deixando a Techland após 13 anos de carreira para assumir a direção da Broken Mirror Games, a nova divisão de co‑desenvolvimento da Bloober Team focada em horror. Ele descreve a mudança como um "novo desafio" onde pretende "modelar a direção criativa e o portfólio" da imprint, além de colaborar com estúdios externos que tragam novas perspectivas ao gênero.
Na sua nova função, Smektala já está envolvido nos projetos em produção da Broken Mirror, nomeadamente Saw: Genesis – um título que expande o universo cinematográfico da franquia Saw – e Onyx: The Dark Grip, um jogo ainda sem muitos detalhes públicos. Ele também deixou claro que está aberto a propostas de desenvolvedores que queiram criar experiências assustadoras.
Como chegamos aqui
Para entender a importância desse movimento, é preciso recuar à trajetória de Smektala e ao histórico das duas empresas envolvidas.
- Techland: fundada em 2008, ganhou notoriedade com dead island (2011), um jogo de ação‑sobrevivência que popularizou o combate corpo‑a‑corpo contra hordas de zumbis. Em 2015, lançou Dying Light, que combinou parkour e combate em um mundo aberto, consolidando a Techland como referência em jogos de horror de sobrevivência. O último título da série, Dying Light: The Beast, saiu em 2025.
- Tymon Smektala: ingressou na Techland há mais de 13 anos, ocupando cargos de produtor e, nos últimos quatro anos, liderando a franquia Dying Light. Sua experiência inclui gestão de equipes multidisciplinares, definição de roadmaps de longo prazo e colaboração com parceiros externos.
- Bloober Team: estúdio polonês especializado em horror psicológico, responsável por blair witch, layers of fear e a remake de silent hill 2. Desde 2024, a empresa opera a imprint Broken Mirror Games, cujo objetivo é co‑desenvolver jogos de horror com talentos externos.
- Broken Mirror Games: já lançou star trek: infection e I Hate This Place, demonstrando capacidade de trabalhar em IPs licenciados e projetos originais.
O ponto de convergência entre Smektala e a Broken Mirror está na expertise em horror de sobrevivência. Enquanto a Bloober foca em atmosferas psicológicas, a Techland trouxe mecânicas de ação e mobilidade. A união desses conhecimentos pode gerar um novo subgênero que mescla tensão psicológica com gameplay dinâmico.
O que vem depois
Com Smektala à frente, a Broken Mirror Games deve acelerar seu pipeline de projetos. Os dois títulos já anunciados – Saw: Genesis e Onyx: The Dark Grip – indicam que a imprint pretende explorar franquias estabelecidas (como Saw) e criar IPs originais de alto risco.
Além disso, Smektala abriu um canal de comunicação direto com desenvolvedores independentes que queiram colaborar em projetos de horror. Essa estratégia pode atrair estúdios menores que possuam ideias inovadoras, mas que carecem de recursos de produção e publicação.
Do ponto de vista do mercado, a movimentação pode influenciar duas tendências:
- Co‑desenvolvimento: mais estúdios grandes podem criar rótulos específicos para trabalhar com parceiros externos, reduzindo custos de produção interna.
- Hibridação de estilos: a mistura de mecânicas de ação (herança da Techland) com narrativa psicológica (DNA da Bloober) pode gerar experiências que atraiam tanto fãs de shooters quanto de survival horror.
Os próximos meses deverão trazer anúncios oficiais de datas de lançamento, trailers e possivelmente mais parcerias anunciadas por Smektala nas redes sociais.
Para ficar no radar
Os desenvolvedores interessados em colaborar com a Broken Mirror Games podem entrar em contato diretamente pelo LinkedIn de Tymon Smektala, conforme indicado em sua postagem. Enquanto os títulos Saw: Genesis e Onyx: The Dark Grip ainda não têm data de lançamento confirmada, a expectativa é que sejam revelados ao público em eventos de grande porte, como a Gamescom ou a GDC.
Para a comunidade gamer, a mudança sinaliza que o futuro do horror nos videogames pode ganhar mais diversidade de estilos e abordagens, combinando ação frenética e atmosfera opressiva. Acompanhe os canais oficiais da Bloober Team e da Broken Mirror Games para não perder nenhuma atualização.


