Presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que determina que todas as agências federais dos Estados Unidos deixem de usar o termo "inteligência artificial" e passem a se referir a essa tecnologia como "Super Intelligence".
O que aconteceu
A nova diretriz, publicada no site oficial da Casa Branca, altera a nomenclatura usada em sites de políticas públicas, documentos oficiais e comunicados de imprensa. A mudança não altera o conteúdo técnico das políticas, mas impõe um novo vocabulário institucional. A ordem executiva, disponível no portal da Presidência, estabelece que a expressão "Super Intelligence" deve ser adotada em todo o material produzido pelos órgãos do Poder Executivo.
Com a medida, o governo federal deixa de reconhecer oficialmente a existência da expressão "inteligência artificial" (IA) nos seus textos. A iniciativa foi apresentada como parte de um esforço para refletir uma visão mais ambiciosa sobre o futuro das tecnologias de aprendizado de máquina e sistemas autônomos.
Como chegamos aqui
Nos últimos anos, a comunidade tecnológica tem debatido intensamente sobre a forma como a inteligência artificial deve ser descrita nos âmbitos público e privado. Termos como "IA geral" ou "IA avançada" surgiram em discussões acadêmicas e em documentos de políticas públicas, tentando diferenciar sistemas estreitos de tarefas específicas de possíveis futuros sistemas com capacidades cognitivas comparáveis às humanas.
Administrções anteriores adotaram terminologias variadas, mas mantiveram a expressão "inteligência artificial" como padrão. O governo dos EUA, por meio de agências como a Comissão Federal de Comércio (FTC) e o Departamento de Energia (DOE), publicou guias e relatórios que utilizavam o termo tradicional.
A mudança promovida por Trump marca uma ruptura com essa prática. Embora a ordem não detalhe novos regulamentos ou restrições, ela sinaliza um posicionamento estratégico que pode influenciar como outras nações e corporações descrevem suas próprias pesquisas.
- Contexto político: A decisão foi tomada durante um período de intensas discussões sobre regulação de tecnologias emergentes.
- Objetivo declarado: Reforçar a ideia de que a tecnologia está avançando para um estágio de "super inteligência".
- Impacto imediato: Atualização de terminologia em sites governamentais, manuais de política e comunicados de imprensa.
O que vem depois
Embora a ordem executiva não especifique mudanças legislativas, a nova terminologia pode abrir caminho para futuras iniciativas regulatórias. Especialistas apontam que a adoção de "Super Intelligence" pode servir como base para:
- Elaboração de normas de segurança mais rigorosas para sistemas avançados.
- Criação de programas de financiamento que priorizem pesquisas voltadas a atingir níveis de desempenho superiores aos atuais.
- Revisão de acordos internacionais sobre uso responsável de tecnologias de aprendizado profundo.
Além disso, a comunidade acadêmica e a indústria podem precisar adaptar suas comunicações para alinhar-se ao novo padrão governamental, especialmente em processos de licitação ou colaboração com agências federais.
É provável que, nos próximos meses, surgam orientações detalhadas de cada departamento sobre como aplicar a mudança de terminologia em relatórios técnicos, formulários de submissão e documentos de políticas internas. Organizações que já trabalham com projetos de IA avançada deverão monitorar essas diretrizes para garantir conformidade.
Para ficar no radar
Esta decisão reforça a importância de acompanhar as evoluções de linguagem e política em torno das tecnologias emergentes. Enquanto a mudança de nomenclatura pode parecer apenas semântica, ela reflete uma visão estratégica que pode influenciar regulamentações, investimentos e a percepção pública sobre o futuro da inteligência artificial.
Fique atento aos comunicados das agências federais, pois eles trarão detalhes sobre a implementação prática da ordem. Também é recomendável observar como outras nações respondem a essa nova postura dos EUA, já que a terminologia oficial costuma ser adotada em fóruns multilaterais.


