O trimui brick pro troca o formato ultracompacto do original por um chassi maior e dois analógicos, mas mantém o mesmo SoC Allwinner A133 Plus — o que significa desempenho idêntico para emulação de quinta e sexta geração.
O que aconteceu
A TrimUI lançou o Brick Pro, revisão do portátil de emulação em formato game boy que estreou em 2024. A principal mudança física é o aumento das dimensões, que permitiu a inclusão de dois sticks analógicos — ausentes no modelo base. A promessa implícita do sufixo "Pro" seria mais potência, mas a ficha técnica revela o mesmo processador Allwinner A133 Plus do antecessor.
Na prática, o hardware continua capaz de rodar bem sistemas 8 e 16 bits, além de playstation 1 e PSP. Já nintendo 64 e dreamcast seguem com desempenho limitado, já que a GPU não recebeu upgrade. O review original do Brick, publicado pelo Time Extension em 2024, já apontava que a falta de analógicos tornava a emulação desses consoles "ligeiramente (mas não totalmente) inútil"; o Pro resolve a entrada, mas não o gargalo de processamento.
Como chegamos aqui
O primeiro TrimUI Brick surpreendeu pelo custo-benefício: construção sólida, tela de boa qualidade e preço acessível. Seu formato minúsculo, porém, incomodava mãos maiores e impedia a inclusão de controles analógicos — padrão em portáteis rivais como os da Anbernic e da Retroid. A TrimUI optou por manter a plataforma Allwinner A133 Plus, provavelmente para conter custos e preservar a margem de preço que tornou o original atrativo.
Essa estratégia reflete um dilema comum no segmento de handhelds baratos: subir o SoC para algo como um rockchip rk3566 ou unisoc t618 elevaria o preço final e o consumo de bateria, tirando o produto da faixa de entrada. O resultado é um "Pro" que melhora ergonomia e versatilidade de controles, mas não a performance bruta.
O que vem depois
- Emulação de 8/16 bits, PS1 e PSP segue fluida, como no modelo anterior.
- Nintendo 64 e Dreamcast continuam com compatibilidade irregular — alguns títulos rodam, outros travam.
- Dual analógico melhora experiência em jogos de PS1 e PSP que exigem câmera livre.
- Bateria e dissipação podem se beneficiar do chassi maior, mas não há dados oficiais confirmados.
Para quem já tem o Brick original, o upgrade só faz sentido se a ergonomia e os analógicos forem prioridade. Quem busca emular N64 e Dreamcast com consistência precisa olhar para faixas de preço acima, com SoCs mais recentes.
Vale a pena?
O TrimUI Brick Pro acerta ao corrigir a maior falha do original — a ausência de sticks analógicos — e oferece pegada mais confortável. O preço competitivo deve se manter como maior trunfo. Porém, o sufixo "Pro" cria expectativa de salto de geração que não existe; o Allwinner A133 Plus já mostrava seus limites em 2024 e continua os mesmos agora. Se seu foco é retro até PSP, é opção sólida. Para quinta e sexta geração, o hardware continua aquém.


