Você sabia que o novo título Tides of Annihilation combina a lenda do Rei Arthur com a estética de animes como jojo’s Bizarre Adventure e fate?
O trailer apresentado na Gamescom 2026 revelou um Londres sombrio, onde a protagonista Gwendolyn invoca espectros dos Cavaleiros da Távola para enfrentar uma invasão de outro mundo. Mas será que essa mistura inusitada entrega uma experiência à altura dos clássicos que a inspiram?
Shadow of the Colossus: gigantes vs. espectros
Enquanto Shadow of the Colossus coloca o jogador contra criaturas colossais em um mundo desolado, Tides of Annihilation oferece confrontos mais íntimos, focados nos espectros dos cavaleiros. Ambos priorizam a sensação de vulnerabilidade, porém:
- Escala: Colossos são enormes; espectros são menores, porém mais variados em habilidades.
- Narrativa: Shadow conta uma história quase mística; Tides tem um enredo linear com foco em salvar a irmã e encontrar o graal.
- Influência estética: Shadow é minimalista; Tides traz cores e designs inspirados em anime.
God of War: mitologia e ação brutal
O reboot da série God of War moderniza mitos nórdicos com combate visceral e narrativa profunda. Tides of Annihilation tenta algo parecido ao usar a mitologia arturiana, mas:
- O uso de Stands de JoJo para representar cavaleiros cria um visual mais estilizado que o realismo de kratos.
- O foco está em estratégias de invocação, não apenas em combos brutais.
- O tom é mais dark‑fantasy, lembrando berserk, enquanto God of War equilibra drama familiar.
final fantasy: RPG e invocação de criaturas
As séries Final Fantasy são famosas por summons que ajudam o herói. Em Tides of Annihilation, os cavaleiros são invocados da mesma forma, porém:
| Aspecto | Final Fantasy | Tides of Annihilation |
|---|---|---|
| Tipo de invocação | Magia/ritual | Manifestação ao estilo "Stand" |
| Variedade | Deuses, criaturas míticas | Cavaleiros com papéis de tanque, suporte, dano |
| Controle | Comandos estratégicos | Comandos em tempo real, combinando estilos de luta |
Essa mecânica promete uma experiência mais ágil que o tradicional turn‑based de Final Fantasy.
devil may cry: ritmo e estilo de combate
Se Devil May Cry é sinônimo de ação estilizada e combos extensos, Tides of Annihilation tenta trazer esse ritmo ao combinar ataques de Gwendolyn com os movimentos dos espectros. As diferenças mais marcantes são:
- O combate de DMC é focado em velocidade; Tides mistura velocidade com táticas de posicionamento dos cavaleiros.
- O visual de Tides tem influência de anime, enquanto DMC tem um estilo gótico‑modernista.
- O enredo de Tides é mais centrado em mitologia britânica que em caçadores de demônios.
Like a Dragon & persona: experiência JRPG dos desenvolvedores
Os criadores de Tides of Annihilation já trabalharam em franquias como Like a Dragon e Persona. Essa bagagem traz duas vantagens perceptíveis:
- Domínio de narrativas densas e personagens marcantes, que pode enriquecer a história de Gwendolyn.
- Conhecimento de sistemas de combate híbridos, que pode ajudar a equilibrar a mecânica dos espectros.
Entretanto, a transição de um RPG focado em turn‑based ou ação‑RPG para um action‑adventure linear ainda é um risco.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Depois de analisar as influências e comparar com os títulos de referência, fica claro que Tides of Annihilation não será um jogo para todos. Aqui está o veredito por tipo de jogador:
- Fanático por mitologia arturiana: vai adorar a pesquisa de lendas e a presença do Graal, mesmo que a jogabilidade seja mais anime.
- Entusiasta de anime e estilo visual: a estética inspirada em JoJo e Berserk será um ponto alto.
- Jogador que busca combate refinado: pode encontrar o sistema de espectros inovador, mas ainda precisará ver como ele se sustenta em longas sessões.
- Adeptos de RPGs profundos: a narrativa linear pode parecer rasa comparada a Persona ou Final Fantasy.
- Fans de ação rápida: o ritmo inspirado em Devil May Cry pode ser suficiente, desde que a execução seja fluida.
Em suma, o jogo tem potencial para ser um ponto de convergência entre fãs de lenda e cultura pop japonesa, mas seu sucesso dependerá da polidez da mecânica de invocação.
Onde isso pode dar
Se Tides of Annihilation acertar na combinação de narrativa e combate, ele pode abrir caminho para uma nova sub‑categoria de jogos: action‑adventure com invocação estilizada. Isso incentivaria outros estúdios a explorar mitologias ocidentais sob a lente dos animes, criando títulos que dialogam com públicos globais.
Por outro lado, se a execução falhar, o projeto pode ser lembrado como mais um experimento ambicioso que não entregou o prometido, reforçando a ideia de que misturar referências culturais exige mais do que estética — requer coerência de gameplay.
Resta aguardar a data de lançamento e ver se a Eclipse Glow Games consegue transformar essa colagem de influências em uma experiência coesa.


