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Tides of Annihilation: o que a fusão de Arthur e anime pode mudar nos games?

· · 4 min de leitura
Jovem em traje de cavaleiro anime faz agachamento com espada de luz, ao lado de barra de proteína e garrafa d'água
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Você sabia que o novo título Tides of Annihilation combina a lenda do Rei Arthur com a estética de animes como jojo’s Bizarre Adventure e fate?

O trailer apresentado na Gamescom 2026 revelou um Londres sombrio, onde a protagonista Gwendolyn invoca espectros dos Cavaleiros da Távola para enfrentar uma invasão de outro mundo. Mas será que essa mistura inusitada entrega uma experiência à altura dos clássicos que a inspiram?

Shadow of the Colossus: gigantes vs. espectros

Enquanto Shadow of the Colossus coloca o jogador contra criaturas colossais em um mundo desolado, Tides of Annihilation oferece confrontos mais íntimos, focados nos espectros dos cavaleiros. Ambos priorizam a sensação de vulnerabilidade, porém:

  • Escala: Colossos são enormes; espectros são menores, porém mais variados em habilidades.
  • Narrativa: Shadow conta uma história quase mística; Tides tem um enredo linear com foco em salvar a irmã e encontrar o graal.
  • Influência estética: Shadow é minimalista; Tides traz cores e designs inspirados em anime.

God of War: mitologia e ação brutal

O reboot da série God of War moderniza mitos nórdicos com combate visceral e narrativa profunda. Tides of Annihilation tenta algo parecido ao usar a mitologia arturiana, mas:

  1. O uso de Stands de JoJo para representar cavaleiros cria um visual mais estilizado que o realismo de kratos.
  2. O foco está em estratégias de invocação, não apenas em combos brutais.
  3. O tom é mais dark‑fantasy, lembrando berserk, enquanto God of War equilibra drama familiar.

final fantasy: RPG e invocação de criaturas

As séries Final Fantasy são famosas por summons que ajudam o herói. Em Tides of Annihilation, os cavaleiros são invocados da mesma forma, porém:

AspectoFinal FantasyTides of Annihilation
Tipo de invocaçãoMagia/ritualManifestação ao estilo "Stand"
VariedadeDeuses, criaturas míticasCavaleiros com papéis de tanque, suporte, dano
ControleComandos estratégicosComandos em tempo real, combinando estilos de luta

Essa mecânica promete uma experiência mais ágil que o tradicional turn‑based de Final Fantasy.

devil may cry: ritmo e estilo de combate

Se Devil May Cry é sinônimo de ação estilizada e combos extensos, Tides of Annihilation tenta trazer esse ritmo ao combinar ataques de Gwendolyn com os movimentos dos espectros. As diferenças mais marcantes são:

  • O combate de DMC é focado em velocidade; Tides mistura velocidade com táticas de posicionamento dos cavaleiros.
  • O visual de Tides tem influência de anime, enquanto DMC tem um estilo gótico‑modernista.
  • O enredo de Tides é mais centrado em mitologia britânica que em caçadores de demônios.

Like a Dragon & persona: experiência JRPG dos desenvolvedores

Os criadores de Tides of Annihilation já trabalharam em franquias como Like a Dragon e Persona. Essa bagagem traz duas vantagens perceptíveis:

  1. Domínio de narrativas densas e personagens marcantes, que pode enriquecer a história de Gwendolyn.
  2. Conhecimento de sistemas de combate híbridos, que pode ajudar a equilibrar a mecânica dos espectros.

Entretanto, a transição de um RPG focado em turn‑based ou ação‑RPG para um action‑adventure linear ainda é um risco.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Depois de analisar as influências e comparar com os títulos de referência, fica claro que Tides of Annihilation não será um jogo para todos. Aqui está o veredito por tipo de jogador:

  • Fanático por mitologia arturiana: vai adorar a pesquisa de lendas e a presença do Graal, mesmo que a jogabilidade seja mais anime.
  • Entusiasta de anime e estilo visual: a estética inspirada em JoJo e Berserk será um ponto alto.
  • Jogador que busca combate refinado: pode encontrar o sistema de espectros inovador, mas ainda precisará ver como ele se sustenta em longas sessões.
  • Adeptos de RPGs profundos: a narrativa linear pode parecer rasa comparada a Persona ou Final Fantasy.
  • Fans de ação rápida: o ritmo inspirado em Devil May Cry pode ser suficiente, desde que a execução seja fluida.

Em suma, o jogo tem potencial para ser um ponto de convergência entre fãs de lenda e cultura pop japonesa, mas seu sucesso dependerá da polidez da mecânica de invocação.

Onde isso pode dar

Se Tides of Annihilation acertar na combinação de narrativa e combate, ele pode abrir caminho para uma nova sub‑categoria de jogos: action‑adventure com invocação estilizada. Isso incentivaria outros estúdios a explorar mitologias ocidentais sob a lente dos animes, criando títulos que dialogam com públicos globais.

Por outro lado, se a execução falhar, o projeto pode ser lembrado como mais um experimento ambicioso que não entregou o prometido, reforçando a ideia de que misturar referências culturais exige mais do que estética — requer coerência de gameplay.

Resta aguardar a data de lançamento e ver se a Eclipse Glow Games consegue transformar essa colagem de influências em uma experiência coesa.

Perguntas frequentes

Qual é a principal mecânica de combate de Tides of Annihilation?
O jogo permite que a protagonista Gwendolyn invoque espectros dos Cavaleiros da Távola, que lutam ao seu lado como "Stands" ao estilo de JoJo.
Tides of Annihilation será lançado em quais plataformas?
O título será disponibilizado para PC (Steam e Epic Games Store), PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
O jogo tem alguma ligação com a série Fate?
A influência é temática: ambos utilizam a lenda arturiana e a ideia de invocar heróis lendários, mas não há crossover oficial.
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