Matt Groening, criador de Os Simpsons, afirmou em evento recente que "o jogo original está voltando de alguma forma" — frase bastou para incendiar fóruns e redes sociais. Minutos depois, o showrunner Matt Selman entrou na brincadeira e o cortou com um "não diga isso". Nenhum estúdio confirmou remake, remaster ou port nativo para xbox series x|s, playstation 5 ou PC.
Por que esse jogo de 2003 ainda mexe com a gente?
Lançado para playstation 2, xbox original e gamecube, the simpsons: hit & run misturou mundo aberto, humor da série e dirigibilidade estilo GTA antes de GTA San Andreas popularizar o gênero no console da Sony. A Radical Entertainment acertou na dose: missões variadas, colecionáveis recompensadores e diálogos dublados pelo elenco original. No Brasil, o jogo ganhou status de clássico de locadora — quem alugou o CD no fim de semana sabe a sensação de derrapar o carro rosa da família pela Evergreen Terrace pixelada.
O que Groening disse exatamente e por que Selman freou
Durante painel no fim de semana, Groening soltou: "Acho que o jogo original está voltando de alguma forma". Selman, showrunner atual da série, respondeu na hora: "Não diga isso, Matt". A troca foi captada por veículos como Nintendo Life e PureXbox. Não houve anúncio de data, plataforma, estúdio responsável ou modelo de negócio. O tom de piada de Selman sugere que, se houver algo, ainda está em fase muito inicial ou depende de alinhamento de direitos entre Disney, Fox (agora Disney) e eventuais detentores do código-fonte da Radical, extinta desde 2013.
5 pontos que separam hype de realidade
- Direitos embolados: A Radical Entertainment fechou as portas; o código-fonte pode estar em poder da Activision (dona da Radical na época) ou da Disney. Qualquer relançamento exige negociação multiparte.
- Motor antigo: O jogo roda em engine proprietária da Radical. Portar para arquitetura x86 moderna não é "copiar e colar" — exige reescrita de sistemas de física, IA de trânsito e streaming de mapa.
- Trilha e vozes: Músicas licenciadas (como a versão de "The Simpsons Theme" no menu) e falas do elenco original têm contratos de uso limitados. Renovar tudo encarece o projeto.
- Expectativa vs. orçamento: Fãs pedem remake no nível de Mafia: Definitive Edition, mas a Disney costuma aprovar remasters de baixo custo (upscale de texturas, troféus, 60 fps) para testar mercado.
- Concorrência interna: A Disney tem Disney Dreamlight Valley e parcerias com a Gameloft. Um Hit & Run moderno disputaria atenção e verba de marketing com títulos mobile free-to-play que já usam a IP.
O que a comunidade brasileira está pedindo
Nos grupos de WhatsApp e subreddits nacionais, a lista de desejos converge em três eixos: (1) legendas e menus em português do Brasil — o original só tinha inglês/espanhol; (2) correção do bug que travava a missão final do nível 7 em certos saves; (3) modo foto e filtros CRT opcionais para quem quer nostalgia pura. Ninguém citou multiplayer ou battle pass, o que mostra que o público quer preservação, não reinvenção.
Precedentes: como a Disney tratou outros clássicos
Olhe para star wars: battlefront ii (2005) — ganhou versão com conquistas no Steam e Xbox, mas sem retoque gráfico profundo. Epic Mickey nunca voltou. Pure (também da Radical) sumiu. O padrão da casa do rato é relançar via emulação ou port "como está" quando há demanda comprovada, e investir em remake só quando a IP está em alta na mídia (filme, série, parque). Os Simpsons estão no ar, mas sem evento cruzado óbvio para 2025/2026.
O que falta saber
- Se a declaração de Groening foi "vazamento controlado" para medir reação ou apenas piada de painel.
- Qual estúdio tocaria o projeto — a Avalanche (hogwarts legacy) tem expertise em mundo aberto licenciado, mas está ocupada; a TT Games (LEGO) domina IP familiar, mas foco é outro.
- Se virá como parte do Game Pass / PS Plus Extra no day one, o que mudaria a equação de risco para a Disney.
- Se haverá versão nativa para Switch 2, considerando o público Nintendo forte no Brasil.
A aposta da redação
Se sair algo em 2025, será remaster "leve": 4K/60 fps, troféus, legendas PT-BR e talvez um documentário curto nos extras. Remake completo exigiria 2-3 anos e orçamento de AA — improvável sem sinal verde de Bob Iger. Enquanto isso, a versão de PC com mods (widescreen fix, texture packs, carros do GTA) segue sendo a melhor forma de jogar hoje. Guarde o hype, mas não pré-encomende nada.


