As seis tentativas da Disney de rebootear The Rocketeer
A Disney tenta transformar The Rocketeer em franquia há 35 anos, mas o relógio está correndo contra o estúdio. O Rocketeer Trust protocolou pedido para retomar os direitos do personagem em 12 de junho de 2028, o que deixa a empresa com uma janela estreita para tirar um novo filme do papel. Desde o original de 1991, dirigido por Joe Johnston com Billy Campbell como Cliff Secord, seis projetos foram anunciados e abandonados — incluindo remake direto, continuação com nova protagonista, filme para Disney+ e proposta de ação em tempo real. O longa original arrecadou cerca de US$ 46 milhões no mercado doméstico contra orçamento reportado de US$ 40 milhões, frustrando os planos de trilogia que já tinham Campbell e Jennifer Connelly contratados para sequências.
- Trilogia original (1991) — O filme de Joe Johnston estreou com expectativas de rivalizar com Batman, mas a bilheteria morna enterrou as sequências planejadas. O cenário do Bulldog Cafe, recriado para a produção, chegou a integrar o Backstage Studio Tour no Disney-MGM Studios na Flórida até 1996, com restos do set ainda guardados nos bastidores em 2002.
- Primeira tentativa de remake (2012) — O recém-empossado chairman Alan Horn colocou um reboot em desenvolvimento para surfar na onda de heróis de época lutando contra nazistas, impulsionada pelo sucesso de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), também dirigido por Johnston. Nenhum diretor ou elenco foi anunciado e o projeto não avançou além da fase inicial.
- The Rocketeers (2016) — A proposta ambientada seis anos após o original trazia uma jovem piloto negra herdando o jetpack após o desaparecimento de Cliff Secord combatendo nazistas, agora enfrentando cientista corrupto na Guerra Fria. Max Winkler e Matt Spicer roteirizariam, com produção de Brigham Taylor (Mogli: O Menino Lobo) e dos atletas Blake Griffin (NBA) e Ryan Kalil (NFL) via Mortal Media. O projeto daria à Disney uma franquia de heroína de época anos antes de Capitã Marvel, mas não entrou em produção.
- The Return of the Rocketeer (2021) — Anunciado para Disney+, teria David Oyelowo e a esposa Jessica como produtores, com David cotado para interpretar ex-piloto de Tuskegee que adquire o jetpack. J.D. Dillard (Devoção) saiu em 2022; Eugene Ashe (Sylvie's Love) foi contratado em 2023 para novo roteiro. Oyelowo demonstrou entusiasmo em dezembro de 2023, mas em 2025 já se mostrava menos otimista. Mais uma vez, talento reunido e câmeras não rodaram.
- Pitch de J.D. Dillard e Mattson Tomlin (2025) — O diretor de Devoção e o co-roteirista de The Batman II propuseram thriller de ação em tempo real de 100 minutos, no estilo Mad Max: Estrada da Fúria: uma vez colocado o jetpack, ação non-stop contra nazistas. A ideia exploraria o perigo físico real de ser o Rocketeer, não apenas a aventura nostálgica. A Disney rejeitou a proposta.
- Última chance: parques temáticos (2026–2028) — Com os direitos expirando em junho de 2028, a Disney mantém o personagem vivo em produtos licenciados, quadrinhos da IDW Publishing (sob licença do trust) e na série animada de 2019 do Disney Junior focada na bisneta de Cliff, Kit. A aposta mais viável pode ser converter a atração Soarin' Around the World em Soarin' with the Rocketeer no Grizzly Peak Airfield da Disney California Adventure, área que já celebra a era de ouro da aviação californiana — seguindo o modelo da transformação de Splash Mountain em Tiana's Bayou Adventure.
Datas e o que vem depois
O prazo de 12 de junho de 2028 é o marco definitivo. Se a Disney não fechar novo acordo com o Rocketeer Trust, os direitos revertem integralmente. Existe brecha contratual de "obras derivadas" que permitiria ao estúdio manter direitos de distribuição sobre filmes finalizados antes do deadline, mas nenhum projeto está em produção ativa no momento. A estratégia de parque temático surge como caminho mais realista: a infraestrutura do Soarin' já existe no local tematicamente perfeito, a Disney demonstrou disposição para reinventar atrações clássicas recentemente e o investimento seria fracção do custo de um blockbuster live-action. Enquanto isso, a série do Disney Junior e os quadrinhos da IDW mantêm a propriedade intelectual ativa perante o trust — movimento essencial para qualquer negociação futura.


