Depois de 27 anos de capítulos, Takeshi Konomi — criador de The Prince of Tennis — confirmou que a história chegará ao seu grand finale ainda este verão. A notícia foi divulgada em post no X, onde o mangaká mostrou um esboço da capa do último volume, sinalizando que o volume 38 fechará a saga que começou em 1999.
Qual a diferença entre The Prince of Tennis (1999) e The New Prince of Tennis (2009)?
| Aspecto | The Prince of Tennis (1999‑2008) | The New Prince of Tennis (2009‑presente) |
|---|---|---|
| Publicação | Weekly Shonen Jump | Jump Square |
| Formato | mangá semanal, 30 volumes | Mangá mensal, até o volume 38 |
| Enredo principal | Rumo ao torneio nacional de colegial | Campeonato mundial e preparação para o circuito profissional |
| Personagens introduzidos | Equipe Seigaku, Rivais da primeira fase | Novas gerações, treinadores internacionais, Ryoma adulto |
| Adaptações | Anime (2001‑2005), jogos PSP, DS | Anime reboot (2022‑), novos OVAs, mobile game |
O que o final promete para os fãs?
O último volume traz Ryoma Echizen — protagonista desde a infância — finalmente enfrentando o ápice da carreira profissional. A trama promete:
- Desfecho emocional: um confronto direto entre Ryoma e seu maior rival, que ainda não foi revelado nos últimos capítulos.
- Referências ao passado: flashbacks que conectam a série original ao novo arco, permitindo que veteranos e novatos sintam a mesma tensão.
- Possível spin‑off: rumores de um mangá focado em um dos personagens secundários, como Tezuka ou Atobe, surgem a cada novo capítulo.
Entretanto, há dúvidas. A decisão de encerrar a série agora pode deixar algumas tramas em aberto, como a evolução da equipe de Seigaku após a aposentadoria de Ryoma.
Prós e contras de um final tão tardio
Prós
1. Legado consolidado: 27 anos de história criam uma base de fãs apaixonada, garantindo que o final seja um evento cultural.
2. Qualidade de arte: Konomi demonstra evolução nos desenhos, especialmente nas sequências de partidas, que agora parecem coreografias de alto nível.
3. Sincronismo com o anime: o reboot recente já prepara o público para o encerramento, facilitando a transição entre mangá e animação.
Contras
1. Risco de saturação: manter a série viva por quase três décadas pode gerar “fatiga” nos leitores, que esperam um final rápido e impactante.
2. Expectativas altas: ao longo dos anos, teorias de fãs criaram um mito em torno do último adversário; se a entrega não corresponder, a decepção será ainda maior.
3. Possível perda de público internacional: a série nunca decolou nos EUA; um final tardio pode não atrair novos leitores fora do Japão.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para o veterano nostálgico, o final é um rito de passagem. A oportunidade de rever personagens como Ryoma, Atobe e Tezuka em um duelo épico compensa a espera. Recomendação: acompanhe o mangá e o anime simultaneamente para absorver cada detalhe.
Para o novato curioso, o volume 38 pode ser intimidante. Ainda assim, a narrativa atual está mais acessível, com menos dependência de flashbacks extensos. Dica: comece pelo reboot de 2022, que reintroduz o universo de forma mais moderna.
Para o colecionador, o último volume será um item de valor. A capa especial já vazou como um sketch de Konomi, indicando arte exclusiva. Estratégia: garanta a edição limitada assim que for lançada; o mercado secundário pode inflacionar rapidamente.
Onde isso pode dar
O encerramento de The Prince of Tennis pode abrir espaço para novos projetos dentro da Shueisha. Historicamente, quando uma franquia de longa data termina, a editora costuma investir em spin‑offs ou em novos talentos. Existe a possibilidade de ver um prequel focado nos primeiros anos de Ryoma, ou até mesmo uma série totalmente nova que herde o espírito competitivo do esporte.
Além disso, o hype gerado pelo final pode impulsionar o relançamento de jogos retro, como o clássico PSP “Prince of Tennis: Sweat & Tears”, que ainda tem comunidade ativa. Se a Shueisha apostar em um remake para consoles modernos, isso poderia revitalizar a franquia para uma geração que ainda não conheceu o mangá original.
O que falta saber
Até o momento, detalhes como a data exata de lançamento, preço e número de páginas permanecem ainda não confirmado. A Shueisha costuma anunciar o cronograma oficial nas primeiras semanas de julho, então fique de olho nas redes sociais do mangaká e nos comunicados da editora.
Enquanto isso, a comunidade de fãs já está organizando eventos de leitura coletiva e debates ao vivo. Se você ainda não faz parte desses grupos, vale a pena se juntar – o último capítulo será um marco que será lembrado por anos.
Vale a pena?
Sim, principalmente para quem acompanha a série desde o início. O final promete fechar arcos narrativos que estavam abertos há quase três décadas, oferecendo um desfecho emocionalmente satisfatório. Mesmo que alguns pontos fiquem em aberto, a experiência de viver o último capítulo ao lado de milhares de fãs ao redor do mundo compensa qualquer lacuna.
Para quem ainda não leu, o momento ideal é começar pelo reboot de 2022, que traz a história ao ritmo atual sem perder a essência da obra original. E para os colecionadores, garantir a edição limitada do volume 38 será um investimento cultural que provavelmente se valorizará com o tempo.


