TL;DR: O reboot The Predator (2018) foi um desastre de crítica e bilheteria, enquanto Prey (2022) revitalizou a série com aprovação quase unânime.
FATO
Em 2018, a 20th Century Studios lançou The Predator, dirigido por Shane Black e estrelado por um elenco que incluía Sterling K. Brown e Olivia Munn. O filme tentou mesclar ação sangrenta com uma trama sobre soldados com PTSD enfrentando caçadores alienígenas, mas acabou recebendo apenas 34% no Rotten Tomatoes, a menor nota da franquia. A bilheteria ficou em torno de US$ 160 milhões contra um orçamento de US$ 88 milhões, número insuficiente para garantir sequências.
Quatro anos depois, a série recebeu um novo sopro de vida com Prey, lançado diretamente no Hulu. Ambientado no século XVIII, o filme acompanha a guerreira comanche Naru (Amber Midthunder) que enfrenta um Predator em sua terra natal. A produção obteve 94% no Rotten Tomatoes e foi elogiada por sua abordagem inovadora e respeito ao material original.
Em 2025, a franquia expandiu-se para a animação com Predator: Killer of Killers (também no Hulu) e Predator: Badlands, que trouxe a perspectiva do próprio Yautja, conquistando críticos e público.
Contexto: por que isso importa
Os estúdios de Hollywood têm uma longa tradição de reviver franquias antigas, especialmente nas categorias de ficção científica e ação. O sucesso de Star Wars, Star Trek e Blade Runner 2049 mostrou que o público ainda tem apetite por universos estabelecidos, desde que a proposta seja renovadora e bem executada.
Para os fãs brasileiros, a série Predator sempre teve um culto: o filme original de 1987 é considerado clássico dos anos 80, e sua estética – caçador alienígena invisível, floresta densa e suspense – ainda influencia jogos, quadrinhos e cosplay nas convenções nacionais. Um reboot que não entregasse a mesma tensão poderia comprometer não só a receita, mas também a credibilidade de futuros projetos ligados ao universo.
Além disso, a mudança de plataforma – de lançamentos cinematográficos a streaming – reflete a nova dinâmica de consumo no Brasil. Serviços como Hulu ainda não estão disponíveis por aqui, mas o sucesso de Prey gerou demanda por versões legendadas em plataformas locais, mostrando o potencial de monetização via licenciamento internacional.
Reação dos fãs/mercado
O público reagiu de forma dividida:
- Crítica especializada: The Predator foi apontado como raso, com personagens pouco desenvolvidos e humor forçado que não combinava com o tom sombrio da franquia.
- Fandom brasileiro: nas redes sociais, hashtags como #PredatorFail ganharam tração, enquanto grupos de cosplay lamentaram a falta de oportunidades para trajes icônicos.
- Streaming: Prey teve forte desempenho em métricas de visualização no Hulu, o que motivou discussões sobre a viabilidade de lançamentos diretos em plataformas digitais no mercado brasileiro.
- Mercado de colecionáveis: após o sucesso de Prey, lojas de brinquedos e sites de e‑commerce viram um aumento de 30% nas buscas por action figures da versão comanche da heroína.
Os críticos também destacaram a escolha de Dan Trachtenberg como diretor de Prey. Conhecido por 10 Cloverfield Lane, Trachtenberg trouxe um estilo mais intimista e focado no suspense, contrastando com a abordagem mais explosiva de Shane Black.
O que esperar
Com a revitalização da franquia, alguns rumos se tornam plausíveis:
- Novas sequências animadas: o sucesso de Predator: Killer of Killers pode abrir caminho para uma série animada que explore diferentes períodos históricos, algo que agrada ao público que busca diversidade de narrativas.
- Expansão para o streaming brasileiro: plataformas como Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay podem negociar direitos de distribuição, trazendo legendas e dublagens que aumentariam a base de fãs local.
- Crossovers com outras franquias: a já existente conexão com Alien poderia ser aprofundada, especialmente após o interesse renovado em universos compartilhados.
- Produtos de merchandising: action figures, réplicas de armas e roupas de caçador alienígena têm grande potencial no mercado de colecionáveis brasileiro, que tem crescido 20% ao ano.
Entretanto, a expectativa ainda depende da capacidade dos estúdios de equilibrar inovação com respeito ao legado. Enquanto The Predator mostrou o perigo de apostar apenas em violência e elenco conhecido, Prey provou que uma história bem contada, com protagonistas fortes e ambientação única, pode reconquistar até os fãs mais críticos.
Para ficar no radar
Os próximos passos da franquia ainda não foram oficialmente anunciados, mas indicam que:
- Novas produções poderão seguir a linha de Prey, explorando períodos históricos menos abordados, como a era viking ou a colonização asiática.
- Projetos de animação podem receber lançamentos simultâneos em plataformas de streaming globais, facilitando o acesso ao público brasileiro.
- Eventos como a CCXP 2026 provavelmente trarão anúncios de produtos oficiais, reforçando a presença da marca no cenário geek nacional.
Em resumo, a franquia Predator passou de um revés em 2018 a um renascimento sólido em 2022, e o futuro parece promissor se os criadores mantiverem o foco em narrativas criativas e na qualidade da produção.


