TL;DR: The Power Fantasy #17 foi lançado em 09/12/2026, recebeu nota 5/5 e está sendo comparado ao clássico Watchmen por sua ambição narrativa e estética.
Por que The Power Fantasy #17 está sendo comparado a Watchmen?
- Escala épica da trama. O número 17 marca a transição de um arco de 16 edições para um novo ponto de partida, assim como Watchmen redefiniu o escopo dos quadrinhos nos anos 80. Gillen introduz uma ameaça global que força os protagonistas a confrontar escolhas morais extremas.
- Dualidade de esperança e desespero. O roteiro equilibra momentos de otimismo – representados pela presença angelical de Valentina – com cenas de brutalidade que lembram a atmosfera sombria de Watchmen. Essa tensão cria um clima de inevitável catástrofe.
- Referências diretas a obras icônicas. O confronto entre Etienne e Valentina evoca a rivalidade Xavier/Magneto de Uncanny X-Men, enquanto a revelação de um personagem morto remete ao clímax de Powers of X. Essas alusões reforçam o peso histórico da narrativa.
- Arte que define o tom. Caspar Wijngaard utiliza linhas simples e paleta de cores restrita para transmitir a decadência do mundo pós‑Superpowers. O contraste visual entre o brilho dos anos 60 e a sombra da destruição remete ao estilo de Watchmen.
- Ambição de se tornar um marco da era moderna. Gillen declara que quer que The Power Fantasy seja o “Watchmen da nossa geração”. O número 17 já demonstra a confiança necessária para buscar esse status, apresentando decisões que podem mudar o futuro da série.
Análise da arte de Caspar Wijngaard
Wijngaard entrega painéis que combinam clareza narrativa e impacto visual. A escolha de cores pastel para cenas de lembrança contrasta com tons escuros nas sequências de ação, reforçando a sensação de um mundo que já foi vibrante e agora está em ruínas. A página dupla que resume os 16 primeiros números funciona como um pôster colecionável, mostrando a evolução dos personagens em um único quadro.
Impacto da narrativa de Kieron Gillen
Gillen mantém o ritmo acelerado desde o início do número 17, introduzindo a morte de um personagem central sem aviso prévio. Essa decisão cria um choque emocional que ecoa o efeito de “O Grande Desaparecimento” de Watchmen. Além disso, a escrita demonstra maturidade ao explorar temas de pragmatismo versus idealismo através da relação Etienne‑Valentina.
Como o arco de Valentina evolui
Valentina, antes descrita como uma presença angelical, assume uma postura mais prática ao abraçar o pragmatismo de Etienne. Essa mudança de postura simboliza a perda da inocência que permeava os primeiros números e abre espaço para conflitos internos mais profundos. A decisão de sacrificar um aliado próximo evidencia a disposição da autora em subverter expectativas.
O que falta saber
Embora o número 17 ofereça respostas, ele também levanta novas questões: Qual será o próximo grande antagonista? Como a comunidade de super‑poderes reagirá ao novo paradigma? A data de lançamento dos próximos números ainda não foi confirmada, mas a expectativa é de que a editora Image Comics mantenha um ritmo mensal.
Em resumo, The Power Fantasy #17 entrega uma experiência completa: roteiro sólido, arte impecável e uma ambição que justifica as comparações com Watchmen. Se a série mantiver esse nível, pode redefinir o padrão de excelência nos quadrinhos contemporâneos.


