The odyssey, a nova epopeia de Christopher nolan lançada em julho, está a US$ 40 milhões de ultrapassar Jurassic World (2015) e se tornar o filme mais lucrativo da história de 114 anos da universal Pictures. Com US$ 1,631 bilhão acumulados globalmente até o fechamento do fim de semana do Dia do Trabalho nos EUA, o longa já bateu recordes expressivos da carreira de Nolan e do cinema R-rated, e agora mira o topo histórico do estúdio.
Qual é o tamanho do feito que The Odyssey está prestes a conquistar?
O feito é histórico por dois motivos. Primeiro, porque coloca o filme de Nolan acima de qualquer outro título da Universal — estúdio fundado em 1912 — em números absolutos de bilheteria global. Segundo, porque consolida uma sequência de recordes que começou em julho, quando o filme estreou com foco em projeção imax 70mm, formato raro usado em salas selecionadas no mundo todo. A estratégia de priorizar a experiência premium fez o público pagar mais caro para ver a visão do diretor na tela grande, e o resultado aparece no caixa.
Quais recordes The Odyssey já quebrou até agora?
Antes de mirar o topo histórico da Universal, The Odyssey já passou por cima de marcas importantes do cinema contemporâneo. Entre os recordes confirmados estão:
- Maior bilheteria da carreira de Christopher Nolan, ultrapassando The Dark Knight (2008), que era o antigo detentor do posto do diretor.
- Filme classificado como R-rated (restrito) mais lucrativo da história, tirando de Deadpool & Wolverine (2024) o topo da categoria, em resposta bem-humorada de Ryan Reynolds.
- Filme com maior arrecadação em telas IMAX de todos os tempos, graças à aposta agressiva em salas IMAX 70mm, formato de cinema em película de altíssima resolução que oferece imagem e som superiores.
Esses números mostram que o público topou sair de casa e procurar salas específicas — algo raro na era do streaming — só para ver a versão idealizada por Nolan.
Quanto falta para The Odyssey virar o maior filme da Universal?
Falta pouco em termos percentuais, mas uma montanha em dinheiro real. O atual líder do ranking histórico da Universal é Jurassic World, de 2015, com US$ 1,671 bilhão globais. A diferença entre The Odyssey e Jurassic World é de US$ 40 milhões, um número que pode parecer pequeno quando se fala de filmes bilionários, mas que ainda exige algumas semanas de exibição forte. A boa notícia para a produção é que o longa continua faturando milhões por dia e a Universal confirmou novas sessões IMAX para o resto de setembro, o que ajuda a esticar a jornada nas salas.
E no ranking dos maiores da Universal, quem está atrás?
Para dimensionar o tamanho de The Odyssey, vale olhar quem já ficou para trás. Depois de Jurassic World, o top 5 histórico da Universal em bilheteria global está assim:
| Posição | Filme | Ano | Bilheteria global |
|---|---|---|---|
| 1º | Jurassic World | 2015 | US$ 1,671 bilhão |
| 2º | The Odyssey | 2026 | US$ 1,631 bilhão |
| 3º | Furious 7 | 2015 | US$ 1,516 bilhão |
| 4º | The Super Mario Bros. Movie | 2023 | US$ 1,3631 bilhão |
| 5º | Jurassic World: Fallen Kingdom | 2018 | US$ 1,308 bilhão |
Repare que quatro dos cinco maiores vieram dos últimos dez anos, o que mostra uma mudança de comportamento do público: filmes que estreiam em um número massivo de telas e geram buzz cultural tendem a dominar as paradas, independentemente do estúdio.
The Odyssey pode bater Jurassic World também nos EUA?
A corrida interna nos Estados Unidos é bem mais apertada e provavelmente ficará pelo caminho. The Odyssey já soma mais de US$ 588 milhões na bilheteria doméstica, mas Jurassic World fez US$ 653 milhões em 2015 nos EUA. A distância interna é maior do que a global, então o mais provável é que o longa de Nolan conquiste o recorde global da Universal sem necessariamente tomar o posto doméstico de Chris Pratt e seus dinossauros. Se conseguir dobrar a aposta e levar os dois recordes, porém, a marca fica muito mais simbólica.
Existe um asterisco nesses recordes por inflação?
Existe, e ele pesa contra. Quando se ajusta a bilheteria pela inflação, os campeões históricos da Universal são outros e bem anteriores:
- Jaws (1975), de Steven Spielberg: US$ 490 milhões na época, equivalente a mais de US$ 3 bilhões hoje.
- E.T. the Extra-Terrestrial (1982), também de Spielberg: US$ 797 milhões na estreia, ajustados para cerca de US$ 2,743 bilhões.
- Jurassic Park (1993): US$ 978 milhões à época, ajustados para mais de US$ 2,2 bilhões, sem contar relançamentos.
Em outras palavras, The Odyssey pode entrar para a história como o maior filme da Universal em valores nominais, mas, em moeda corrigida, ainda fica atrás de clássicos Spielberg. É o tipo de nuance que divide conversas de bar entre cinéfilos: o recorde é real, mas vem com uma nota de rodapé inevitável.
Por que esse recorde importa para Nolan e para o cinema?
Porque ele confirma uma tese que Nolan defende há anos: o público ainda paga para ver cinema em sala grande, desde que a experiência seja única. Apostar em filme analógico 70mm, em tela gigante e em som imersivo parecia um luxo nostálgico, mas a resposta de público mostrou que existe um mercado faminto por espetáculo presencial. Se The Odyssey cruzar a linha de Jurassic World nas próximas semanas, o estúdio ganha argumentos comerciais para continuar investindo em lançamentos voltados ao evento cinematográfico — formato de estreia que aposta em sessões especiais, sessões com fãs e telas premium para gerar burburinho.
O que falta saber
Restam três perguntas em aberto que vão definir a magnitude final desse recorde. Primeiro: The Odyssey cruza os US$ 1,671 bilhão antes do fim de setembro? Com novas sessões IMAX confirmadas, a chance é real. Segundo: o longa consegue também destronar Jurassic World nos EUA? A diferença interna é grande, então a tarefa é bem mais dura. Terceiro: a Universal vai oficializar o recorde como novo marco do estúdio ou prefere relativizar com o asterisco da inflação? Para acompanhar os próximos números, vale ficar de olho nas atualizações semanais de bilheteria e em possíveis anúncios de relançamento ou versões estendidas do filme em IMAX.


