TL;DR: The OA, série de ficção científica da netflix lançada em 2016, trouxe Zendaya ao seu primeiro papel dramático antes de Duna, mas foi cancelada após duas temporadas, deixando a história incompleta.
O que aconteceu?
Em 2016, a dupla criativa Brit Marling e Zal Batmanglij lançou The OA na Netflix. A série, cujo título significa "The Original Angel", mergulha em temas religiosos e metafísicos, apresentando uma trama que mistura mistério, dimensões paralelas e rituais sobrenaturais. A protagonista, Prairie Johnson (interpretada por Marling), retorna depois de desaparecer por sete anos, agora capaz de ver apesar de ter sido cega toda a vida. Ela se autodenomina "OA" e recusa revelar onde esteve durante o desaparecimento.
A primeira temporada segue Prairie enquanto recruta quatro adolescentes e um professor para ajudá‑la a abrir um portal que libertará outros cativos de outra dimensão. A narrativa se complica com visões, premonições e, eventualmente, a revelação de que os personagens são anjos capazes de abrir portais através de uma dança sincronizada.
A segunda temporada, lançada em 2019, aprofunda o passado de Prairie e introduz novos personagens, incluindo o investigador privado Karim (Kingsley Ben‑Adir) e Fola Uzaki, interpretada por Zendaya. Fola é uma solucionadora de enigmas que auxilia Karim em um caso envolvendo um jogo de quebra‑cabeça online. Zendaya aparece em três episódios, oferecendo uma das primeiras performances adultas da atriz, fora do universo Disney.
Como chegamos aqui?
Antes de The OA, Zendaya era conhecida principalmente por papéis em produções da Disney, como a série Shake It Up e o filme Super Buddies. Seu salto para o cinema adulto começou em 2017, quando interpretou MJ em Spider‑Man: Homecoming e, simultaneamente, estreou como Rue em Euphoria da HBO. No mesmo ano, participou de The Greatest Showman e emprestou sua voz a animações como Duck Duck Goose e Smallfoot.
O papel de Fola em The OA representou um ponto de virada: Zendaya deixou para trás o tom leve de comédias e musicais e mergulhou em um universo narrativo denso, repleto de simbolismo e suspense. Embora sua participação tenha sido curta, a performance recebeu elogios por demonstrar a versatilidade da atriz, que mais tarde consolidaria em projetos como Dune: Part Three e Spider‑Man: Brand New Day.
Apesar da recepção cult e da base de fãs apaixonada, a Netflix cancelou a série após a segunda temporada. O motivo oficial nunca foi detalhado, mas a decisão refletiu a política de corte de séries com audiência moderada, mesmo quando a crítica elogiosa apontava para um potencial de expansão da história. Até hoje, não há confirmação de uma terceira parte, embora fãs continuem a peticionar por um desfecho.
O que vem depois?
Com o cancelamento, a narrativa de The OA permanece em aberto. A ausência de uma terceira temporada deixa várias questões sem resposta, como o destino final dos anjos cativos e o verdadeiro propósito da dança ritualística. Para quem deseja aprofundar a compreensão da série, recomenda‑se revisitar os episódios com atenção aos detalhes simbólicos — cada visão e premonição costuma ganhar sentido apenas ao final da temporada.
Além disso, a presença de Zendaya em The OA pode inspirar novos espectadores a descobrir a série, especialmente aqueles que acompanham a trajetória da atriz. A série também serve como um estudo de caso sobre como plataformas de streaming equilibram risco criativo e métricas de audiência.
- Reassistir a série com foco nas pistas deixadas ao longo das duas temporadas.
- Acompanhar discussões em fóruns de fãs, que frequentemente teoriza sobre possíveis direções para uma hipotética terceira parte.
- Explorar outras obras de Brit Marling e Zal Batmanglij, como Sound of My Voice, para entender o estilo narrativo recorrente.
Para ficar no radar
Embora The OA não tenha sido renovada, seu legado persiste. A série continua a ser citada como exemplo de storytelling ousado e de como atores emergentes podem usar projetos independentes para expandir seu repertório. Para os fãs de Zendaya, revisitar a série oferece uma perspectiva única sobre sua evolução artística antes de projetos de grande escala como Dune. Se a Netflix decidir retomar a série, a expectativa será ainda maior, considerando o crescimento da base de fãs nos últimos anos.


