Matt Damon, Ben Affleck, Brad Pitt e Tom Cruise foram abordados para o papel de Rick O’Connell em The Mummy, mas recusaram; Brendan Fraser acabou no papel.
O que aconteceu
Quando o diretor Stephen Sommers recebeu a missão de revitalizar o clássico monstro da Universal Pictures, o estúdio buscava um protagonista com presença global, carisma e capacidade de ação. O objetivo era criar um franchise ao estilo Indiana Jones, exigindo um herói que fosse ao mesmo tempo competente com armas e capaz de lidar com o tom de horror‑aventura.
O produtor James Jacks iniciou a busca pelos maiores nomes de Hollywood da época. O primeiro nome mencionado foi Matt Damon — ainda em ascensão após Good Will Hunting e Saving Private Ryan. Damon recusou para focar em dramas autorais, como The Talented Mr. Ripley (1999). Em seguida, Ben Affleck, recém‑visto em Armageddon, também declinou devido a agenda cheia e projetos como Dogma e Forces of Nature.
O terceiro candidato foi Brad Pitt, que já ostentava papéis em Legends of the Fall, Se7en e 12 Monkeys. Conflitos de agenda o impediram, levando-o ao icônico papel de Tyler Durden em Fight Club (1999). Por fim, Tom Cruise foi o “dream casting” inicial. O ator, ainda em alta após Mission: Impossible (1996) e Jerry Maguire, recusou para se dedicar a Eyes Wide Shut (1999) e Magnolia, antes de voltar ao universo de ação com Mission: Impossible 2.
Com todas as opções descartadas, Sommers acabou escolhendo Brendan Fraser — então conhecido por George of the Jungle — por sua combinação de timing cômico e habilidades atléticas. Fraser incorporou o arquétipo de Errol Flynn, entregando a energia leve e heroica que definiu o sucesso de The Mummy (1999).
Como chegamos aqui
O processo de seleção revelou como a escolha de um ator pode mudar a tonalidade de um filme. Cada um dos quatro nomes teria trazido um estilo distinto:
- Matt Damon: abordagem cerebral e silenciosa, possivelmente transformando o filme em um thriller de sobrevivência mais contido.
- Ben Affleck: sarcasmo seco e presença física, o que poderia ter resultado num Rick O’Connell mais cínico e rápido‑falante.
- Brad Pitt: swagger de rock‑star e intensidade sombria, potencialmente escurecendo o tom leve da aventura.
- Tom Cruise: foco em sequências de ação de alta octanagem, o que poderia ter deslocado o filme para um espetáculo de stunts.
Ao escolher Fraser, a produção garantiu um equilíbrio entre horror, com criaturas práticas e efeitos de maquiagem, e uma comédia de aventura familiar. O filme acabou se tornando um sucesso de bilheteria, consolidando a fórmula de “aventura com humor” que influenciou títulos posteriores.
Quase duas décadas depois, a mesma franquia recebeu um reboot em 2017, desta vez com Tom Cruise no papel de Sgt. Nick Morton. O objetivo era lançar o “Dark Universe” da Universal, conectando vários monstros clássicos. Contudo, o tom sério e o excesso de construção de universo contrastaram com a leveza original, resultando em críticas negativas e fracasso comercial.
A decisão de Cruise de não aceitar o papel em 1999 acabou permitindo que ele permanecesse como a principal força de ação da década, enquanto Brendan Fraser retornou ao papel de Rick O’Connell em um novo sequencial anunciado recentemente.
O que vem depois
Com a confirmação de Brendan Fraser retornando como Rick O’Connell, a expectativa é que a sequência siga a linha original: humor, ação prática e uma pitada de horror. O sucesso dependerá de manter o equilíbrio que o filme de 1999 estabeleceu, evitando os erros do reboot de 2017.
Além disso, a revelação de quem quase encarnou o herói reforça a importância das decisões de casting na indústria. Caso o reboot tivesse contado com um dos quatro nomes inicialmente considerados, a trajetória da franquia — e possivelmente de todo o “Dark Universe” — poderia ser radicalmente diferente.
Para os fãs, a notícia abre espaço para discussões sobre como cada ator teria influenciado a narrativa, o estilo de luta e até mesmo a escolha de sequências de ação. Enquanto isso, a produção deve focar em roteiros que aproveitem a química de Fraser com a equipe de efeitos práticos, garantindo que o legado de The Mummy continue firme.
Datas e o que falta saber
Até o momento, a data oficial de lançamento da nova sequência ainda não foi anunciada. O que se sabe é que a Universal pretende capitalizar o retorno de Fraser, alinhando o projeto com o calendário de lançamentos de verão, tradicional para aventuras de alto orçamento.
Os detalhes de produção — como direção, elenco de apoio e parceiros de efeitos especiais — ainda são confidenciais. No entanto, a estratégia de marketing já indica que a campanha destacará a volta de Fraser, reforçando a nostalgia do público que cresceu com o filme de 1999.
Fique atento às próximas divulgações da Universal Pictures e aos anúncios de trailers oficiais, que devem revelar como a franquia está se reposicionando após o revés do reboot de 2017.


