TL;DR: The Marvels foi o maior flop de bilheteria da história do MCU, arrecadando apenas US$200 mi contra um orçamento superior a US$300 mi. Apesar do desastre financeiro, o filme plantou sementes essenciais para o próximo grande evento, avengers: Doomsday.
Por que The Marvels foi o maior flop do MCU?
O filme chegou às telas em 2023 como sequência direta de captain marvel (2019), que havia ultrapassado a marca de US$1 bilhão. No entanto, The Marvels mal superou US$200 mi, ficando muito aquém do investimento de mais de US$300 mi. Críticas apontaram um roteiro confuso e um excesso de personagens que diluiu o foco narrativo, enquanto a concorrência de outras franquias e a fadiga pós‑Endgame contribuíram para a queda de público.
Como The Marvels prepara o caminho para os jovens vingadores?
Embora a bilheteria tenha sido desastrosa, o filme cumpre um papel estratégico ao introduzir e conectar figuras que compõem o futuro dos Jovens Vingadores. Após a vitória conjunta de Carol Danvers, Kamala Khan e Monica Rambeau, a heroína adolescente Kamala decide recrutar novos aliados, como Kate Bishop, ecoando a icônica cena de recrutamento de nick fury a tony stark em iron man (2008). Essa referência serve como um ponto de partida para a formação de um time jovem que já foi insinuado desde 2021.
Os personagens que já apareceram nas séries e filmes recentes e que podem integrar esse grupo incluem:
- Eli Bradley (Patriota)
- Kid Loki
- Cassie Lang (Stature)
- Tommy e Billy Maximoff (Wiccan e Speed)
- America Chavez
- T'Challa (Pantera Negra), Love e Riri Williams (Ironheart) – ainda que ainda não confirmados oficialmente.
Essas aparições criam uma teia de conexões que o MCU pode explorar em séries ou no próprio Avengers: Doomsday, evitando que o universo se torne um emaranhado de personagens isolados.
Qual a importância da cena pós‑crédito com beast em The Marvels?
A cena pós‑crédito revela Monica Rambeau despertando em um universo alternativo, sendo atendida por Beast (Hank McCoy). Essa é a primeira aparição do mutante dentro do MCU, interpretado por Kelsey Grammer, que já interpretou o personagem nos filmes da Fox. O retorno de Grammer não só serve como ponte entre o antigo universo X‑Men e o novo MCU, mas também abre espaço para Avengers: Doomsday explorar o multiverso de forma mais profunda.
Embora ainda não esteja claro se Beast terá um papel relevante ou será apenas um easter egg, ignorar sua presença seria um erro de continuidade, criando um buraco narrativo que fãs atentos certamente notarão.
Ignorar The Marvels seria um erro para o MCU?
Historicamente, o MCU já descartou projetos que não performaram bem – Eternals recebeu tratamento quase que de “não aconteceu”. Contudo, The Marvels contém elementos que, se deixados de lado, podem desestabilizar a lógica interna da saga. A ausência de Monica, Carol ou Kamala em Avengers: Doomsday seria uma oportunidade perdida, pois cada uma delas traz habilidades únicas que complementam o elenco de heróis.
Além disso, a introdução de Beast e a ligação com o universo alternativo são peças fundamentais para o desenvolvimento de histórias multiversais. Negligenciar essas pistas criaria inconsistências, especialmente quando o próprio Avengers: Doomsday promete enfrentar ameaças que atravessam realidades distintas.
O que esperar de Avengers: Doomsday após The Marvels?
Com base nas pistas deixadas por The Marvels, podemos antecipar alguns rumos para Avengers: Doomsday:
- Reunião dos Jovens Vingadores: Kamala Khan provavelmente liderará o time, trazendo Kate Bishop e outros jovens heróis ao campo de batalha.
- Exploração do multiverso: A presença de Beast sugere que o filme abordará realidades paralelas, possivelmente envolvendo a versão alternativa de Monica.
- Conflito com antagonistas clássicos: Personagens como Dr. Doom ou até mesmo uma versão renovada de thanos podem aparecer, aproveitando a abertura multiversal.
- Retorno de personagens centrais: Espera‑se que Carol Danvers (Capitã Marvel) tenha um papel significativo, já que sua força é crucial contra ameaças de escala cósmica.
Essas expectativas reforçam a ideia de que The Marvels, apesar de seu fracasso comercial, funciona como um trampolim narrativo indispensável.
Onde isso pode dar
Minha tese é clara: The Marvels não deve ser descartado como mero “flop”. O filme desempenha um papel de ponte entre a era pós‑Endgame e o próximo grande evento do MCU. Se a Marvel Studios reconhecer o valor das sementes plantadas – Jovens Vingadores, Beast, e o multiverso alternativo – Avengers: Doomsday tem tudo para ser um dos momentos mais ambiciosos da franquia.
Por outro lado, se a produção optar por ignorar esses elementos, corre o risco de criar lacunas que minarão a credibilidade do universo compartilhado. Os fãs já demonstram frustração quando histórias são abandonadas; não repetir esse erro será crucial para manter o engajamento.
Em resumo, The Marvels pode ser lembrado como o maior desastre de bilheteria do MCU, mas sua importância estrutural para o futuro da saga é inegável. O próximo passo da Marvel deve ser abraçar, não apagar, o que o filme deixou para trás.


