TL;DR: Cinco filmes – the incredibles, black panther, guardians of the galaxy, Avengers: Endgame e spider‑man: Into the spider‑verse – superam X2 em Rotten Tomatoes e Metacritic, mostrando que o gênero evoluiu muito desde 2003.
O que aconteceu
Em 18 de dezembro, o longa Avengers: Doomsday trouxe de volta ao cinema cinco atores que fizeram parte de X2 – x‑men united há mais de duas décadas. Essa coincidência serviu como ponto de partida para analisar se, depois de tanto tempo, ainda existem filmes de super‑heróis que realmente superam X2 em qualidade crítica.
O critério adotado foi simples: o filme precisa ter nota mínima de 85% no Rotten Tomatoes e 68 no Metacritic, além de ser um verdadeiro ensemble, ou seja, a história deve girar em torno de um time e não apenas de um protagonista com convidados de última hora.
Com esses parâmetros, a lista ficou assim (do menor para o maior diferencial em relação a X2):
- Guardians of the Galaxy (2014)
- Avengers: Endgame (2019)
- Spider‑Man: Into the Spider‑Verse (2018)
- Black Panther (2018)
- The Incredibles (2004)
Todos esses títulos ultrapassam X2 em notas e, sobretudo, entregam narrativas onde o conjunto de heróis é o motor da trama.
Como chegamos aqui
X2 – X‑Men United chegou às telas em 2003 com 85% no Rotten Tomatoes e 68 no Metacritic. O filme foi elogiado pela construção de um elenco de mutantes que já se conhecia, mas ainda assim conseguiu dar a cada um um momento de destaque. Ainda assim, a crítica da época reconheceu que o coletivo era mais forte que o individual.
O primeiro filme da lista, Guardians of the Galaxy, nasceu de uma propriedade quase desconhecida da Marvel. James Gunn transformou um grupo de anti‑heróis em uma equipe carismática, alcançando 91% no Rotten Tomatoes e 76 no Metacritic. O diferencial, segundo a análise, está no fato de que o time não se reúne por escolha; a história força cinco personagens com personalidades opostas a conviver, culminando em um clímax que depende da união real.
Quatro anos depois, Avengers: Endgame consolidou a ideia de que um universo compartilhado pode ser concluído de forma coerente. Com 94% no Rotten Tomatoes e 78 no Metacritic, o filme encerrou arcos de três décadas, trouxe de volta metade do elenco e ainda entregou um final que não se sentiu como um mero reset. A escala da produção – 22 filmes interligados – faz de Endgame um marco de complexidade narrativa que X2 jamais precisou encarar.
Em 2018, duas obras se destacaram por inovar tanto visual quanto tematicamente. Spider‑Man: Into the Spider‑Verse redefiniu a animação ao criar um universo visual inspirado em quadrinhos, alcançando 97% no Rotten Tomatoes, 87 no Metacritic e conquistando o Oscar de Melhor Animação. O filme trata o conceito de “Spider‑Man” como coletivo, onde cinco versões diferentes são essenciais para o desfecho. Já Black Panther quebrou barreiras ao ser o primeiro filme de super‑herói indicado ao Oscar de Melhor Filme, além de levar três estatuetas. Com 96% no Rotten Tomatoes e 88 no Metacritic, o longa prova que a força do elenco (e a relevância cultural) pode elevar um filme a patamares que X2 nunca alcançou.
Por fim, The Incredibles (2004) – embora lançado pouco depois de X2 – ainda supera o filme dos X‑Men em todos os aspectos críticos: 97% no Rotten Tomatoes, 90 no Metacritic, dois Oscars e um roteiro que coloca a família como núcleo do ensemble. O conflito interno entre membros da própria família gera uma tensão mais profunda que a maioria dos filmes de equipe.
Esses cinco títulos demonstram que, quando o foco está no coletivo, o gênero pode evoluir além das fórmulas estabelecidas por X2. A crítica especializada, os prêmios e o impacto cultural corroboram essa afirmação.
O que vem depois
O sucesso desses filmes abre caminho para novas abordagens de ensemble no cinema de super‑heróis. Produtoras já sinalizaram projetos que priorizam equipes ao invés de heróis isolados, como a sequência de Guardians of the Galaxy Vol. 3 (já em produção) e o próximo filme da Marvel Studios que reunirá personagens de diferentes franquias em um novo formato de equipe.
No Brasil, o público tem demonstrado preferência por narrativas que valorizam a diversidade de personagens, como ficou evidente nas bilheterias de Black Panther e Spider‑Man: Into the Spider‑Verse. Plataformas de streaming também estão investindo em séries que exploram grupos – por exemplo, a série loki (Disney+) e a animação What If…? (Disney+), que experimentam linhas temporais alternativas com múltiplos personagens.
Para os fãs brasileiros, a tendência indica que futuros lançamentos terão ainda mais espaço para personagens de origem diversa, histórias que abordam questões sociais e, claro, equipes que funcionam como verdadeiros protagonistas. A expectativa é que, nos próximos anos, vejamos mais filmes que não apenas incluam vários heróis, mas que construam suas narrativas a partir da dinâmica do grupo.
Enquanto isso, a lista de hoje serve como referência para quem quer entender quais obras realmente redefiniram o conceito de ensemble no universo dos super‑heróis. Se você ainda não assistiu a algum desses títulos, vale a pena colocar na sua lista de prioridades.
Para ficar no radar
Os próximos lançamentos que prometem continuar essa linha incluem:
- Guardiões da Galáxia Vol. 3 – foco em personagens secundários que ganharam destaque.
- Nova saga de Black Panther – exploração de novos líderes em Wakanda.
- Sequência de Spider‑Man: Across the Spider‑Verse – expansão do multiverso animado.
- Projeto ainda não anunciado da Disney que reunirá heróis de diferentes universos em um único filme.
Essas produções reforçam a ideia de que o futuro dos filmes de super‑heróis está cada vez mais ligado à força do coletivo.


