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The Girl on the Train: por que o thriller de 2016 virou cápsula do tempo no Netflix

· · 5 min de leitura
Mulher em leggings faz agachamento ao lado da TV, com controle da Netflix e tigela de pipoca ao fundo
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TL;DR: O thriller "The Girl on the Train", estrelado por Emily Blunt e lançado em 2016, está disponível na netflix como um curioso registro da onda de adaptações de thrillers femininos que surgiram após o sucesso de "Gone Girl".

FATO

Em 2016, o cinema recebeu The Girl on the Train, dirigido por Tate Taylor e baseado no romance de Paula Hawkins. A trama segue Rachel Watson (Emily Blunt), uma mulher que luta contra o alcoolismo e passa os dias observando um casal aparentemente perfeito a partir da janela de seu trem. Quando a esposa desse casal, Megan Hipwell (Haley Bennett), desaparece, Rachel decide investigar por conta própria, mergulhando em um emaranhado de mentiras, traições e revelações inesperadas. Atualmente, o filme encontra novo lar na plataforma de streaming Netflix, onde tem sido citado como um exemplo de como a indústria tentou replicar a fórmula de "Gone Girl".

Contexto: por que importa

Para entender a relevância de "The Girl on the Train", é preciso voltar ao ponto de partida da tendência: o romance de Gillian Flynn, Gone Girl, e sua adaptação cinematográfica de David Fincher, lançada em 2014. O livro e o filme marcaram um ponto de inflexão ao colocar narrativas de suspense com protagonistas femininas complexas e narradores não confiáveis no centro da atenção do público. A partir daí, editoras e estúdios passaram a buscar obras que pudessem capturar a mesma combinação de suspense, reviravolta e psicologia perturbada.

Alguns dos principais projetos que surgiram nessa onda incluem:

  • The Woman in the Window (livro de A.J. Finn, filme 2021 com Amy Adams)
  • The Woman in the House Across the Street from the Girl in the Windowsérie de paródia da Netflix estrelada por Kristen Bell
  • Várias adaptações de thrillers de autores como Paula Hawkins, que já havia se destacado com "The Girl on the Train".

Essas obras, embora tentassem captar o espírito de "Gone Girl", variaram amplamente em qualidade. "The Girl on the Train" acabou sendo apontado como um dos casos mais emblemáticos de tentativa frustrada: apesar de contar com um elenco de peso e um diretor reconhecido (Tate Taylor também dirigiu "The Help"), o filme acabou sendo criticado por sobrecarregar a narrativa com subtramas excessivas e efeitos de câmera que distraíam mais do que ajudavam.

Reação dos fas/mercado

O público que acompanha o gênero de suspense tem opiniões divididas. Por um lado, fãs de Emily Blunt elogiam a coragem da atriz em assumir um papel tão vulnerável, destacando sua capacidade de transmitir a fragilidade de Rachel. Por outro, críticos de cinema apontam que o filme sofre de um roteiro inflado, escrito por Erin Cressida Wilson, que tenta abarcar demasiados elementos – desde o alcoolismo da protagonista até múltiplas linhas de investigação paralelas.

Do ponto de vista comercial, a presença do filme na Netflix reacendeu discussões sobre a "cultura da rewatch" (rever obras antigas) e a prática de plataformas de streaming de usar títulos que, embora não sejam aclamados, ainda geram curiosidade por causa de seu elenco ou da associação a tendências maiores. O algoritmo da Netflix costuma promover conteúdos que se encaixam em nichos de interesse, e "The Girl on the Train" tem sido recomendado para usuários que assistem a outros thrillers psicológicos.

Além disso, a própria Netflix tem sido alvo de críticas por manter no catálogo obras que, segundo alguns analistas, não se sustentam artisticamente. No entanto, para os amantes de curiosidades cinematográficas, o filme funciona como um “artefato cultural” que permite observar como Hollywood reagiu ao sucesso de "Gone Girl" – tanto em termos de escolhas criativas quanto de estratégias de marketing.

O que esperar

Com o filme ainda disponível na Netflix, espera‑se que ele continue a ser usado como referência em discussões sobre a evolução dos thrillers femininos na década de 2010. Possíveis desenvolvimentos incluem:

  1. Novas análises críticas que comparem o filme com adaptações recentes de obras de suspense, como "The Night Agent" ou séries de true crime.
  2. Discussões sobre a representação de vícios (álcoolismo) em protagonistas femininas e como isso afeta a percepção do público.
  3. Possíveis reaproveitamentos de cenas ou sequências em compilações de “melhores (ou piores) momentos de thriller” nas redes sociais.

Além disso, o interesse renovado pode levar a uma reavaliação de outras obras da mesma época, como "The Woman in the Window" ou até mesmo filmes menos conhecidos que também tentaram cavalgar a onda "Gone Girl". O que fica claro é que, mesmo que "The Girl on the Train" não tenha sido um sucesso crítico, ele permanece como um ponto de referência para entender como a indústria tentou, e muitas vezes falhou, em replicar um modelo de sucesso.

Para ficar no radar

Se você ainda não conferiu "The Girl on the Train" na Netflix, vale a pena assistir não apenas pelo entretenimento, mas como um estudo de caso da década de 2010. Observe como o filme lida com narrativas não confiáveis, como o uso de efeitos de câmera (como slow‑motion) pode ser tanto estilístico quanto distração, e como a combinação de um elenco talentoso não garante necessariamente um produto final coeso. Essa análise pode ser útil para quem acompanha a evolução dos thrillers, planeja discutir adaptações literárias ou simplesmente quer entender por que certos filmes se tornam "cápsulas do tempo" no catálogo de streaming.

Perguntas frequentes

O filme "The Girl on the Train" está disponível em quais plataformas?
Atualmente, a obra está disponível no catálogo da Netflix, onde pode ser assistida por assinantes da plataforma.
Qual a principal diferença entre o livro de Paula Hawkins e o filme?
O livro se passa entre Londres e seus subúrbios, enquanto a adaptação cinematográfica muda o cenário para Nova‑York, além de simplificar algumas subtramas para caber em formato de filme.
Por que "The Girl on the Train" é considerado uma "cápsula do tempo"?
Porque o filme reflete a tentativa de Hollywood de reproduzir o sucesso de "Gone Girl", mostrando tendências, estilos e escolhas narrativas típicas da década de 2010.
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