Kenji Tanigaki, diretor de The Furious, revelou que a sequência final de luta foi concebida a partir das habilidades reais dos atores, combinando artes marciais autênticas, humor inesperado e um truque de bicicleta para criar um momento inovador e extremamente complexo.
O que aconteceu na luta final?
A cena culminante reúne três grupos de combatentes: Wang Wei (interpretado por Xie Miao), um mestre de wushu chinês; o policial Joe Taslim, especialista em judo; e Yayan Ruhian, praticante de pencak silat. Cada um traz seu estilo cultural ao combate, resultando em uma coreografia que varia entre chutes giratórios, agarrões de braço e golpes de perna. Um dos momentos mais comentados é o uso de uma bicicleta como escudo improvisado – a ideia nasceu de uma sugestão do roteirista para evitar mortes absurdas e acabou se tornando um elemento cômico e funcional.
Como chegamos aqui: da ideia ao set
Tanigaki explicou que não segue uma "filosofia" fixa para as cenas de ação; ao contrário, ele deixa que a história e os personagens guiem o ritmo. "Trabalhamos com atores que já dominam suas artes marciais, então não precisamos de ensaios extensos de mimetismo de socos", afirmou. Essa abordagem permitiu que a coreografia surgisse de forma natural, com os performers adaptando movimentos ao próprio corpo.
O processo de escrita também foi colaborativo. Quando o diretor sugeriu que Wang Wei e Paklung pulassem de uma janela de quatro andares, o roteirista inicialmente recusou, temendo a morte dos personagens. Tanigaki então propôs a bicicleta como "almofada" – um objeto que poderia ser usado tanto como arma quanto como recurso cômico. O roteiro acabou incorporando a bicicleta, que mais tarde serviu de escudo contra ataques de adversários.
Além da criatividade, a produção enfrentou desafios logísticos. A batalha final foi filmada nos últimos dias da produção, após 18 noites consecutivas de gravação. O cansaço da equipe e a necessidade de coordenar múltiplos grupos de lutadores tornaram a cena "muito complicada", como descreveu Tanigaki. Mesmo assim, a colaboração entre o diretor de ação Kensuke Sonomura e a equipe de dublês tailandeses garantiu que a sequência fosse executada com precisão.Outro ponto crucial foi a inserção de humor. Tanigaki não é fã de violência sangrenta; ele prefere que a ação seja estilizada e, ao mesmo tempo, provoque risadas. Por isso, momentos como a luta dentro de gelo que se estilhaça em milhares de pedaços ou o braço que ainda segura a perna do adversário foram pensados para equilibrar tensão e alívio cômico.
O que vem depois: repercussão e expectativas
Desde o seu lançamento, The Furious tem sido comparado a clássicos como Ong-Bak e The Raid, mas se destaca por sua mistura de artes marciais autênticas com um toque de humor inesperado. A crítica tem elogiado a diversidade de estilos de luta e a originalidade da cena da bicicleta, que já virou meme nas redes sociais.
Para os fãs de cinema de ação, a pergunta que fica no ar é: quais novas combinações de cultura marcial e humor ainda podem surgir? Tanigaki indicou que está explorando projetos que misturam artes marciais de diferentes continentes, prometendo ainda mais inovação nos próximos anos.
Datas e o que falta saber
- Data de estreia internacional: já em cartaz.
- Próximo projeto de Kenji Tanigaki: ainda não confirmado.
- Disponibilidade de material extra (making of da luta final): ainda não divulgado.
O veredito
A luta final de The Furious demonstra que, quando a direção abraça a autenticidade dos atores e permite que a cultura marcial guie a narrativa, o resultado pode ser tanto inovador quanto divertido. Mesmo com a exaustão da produção, a combinação de estilos, humor e improvisação – como a bicicleta inesperada – cria um marco memorável para o gênero.


