TL;DR: The Adventures of Elliot: The Millennium Tales chega ao switch 2 com gráficos HD‑2D de tirar o fôlego, combate ágil e um sistema de customização chamado magicite, mas peca em diálogos excessivamente falantes e personagens um tanto clichês.
O que aconteceu
Em julho de 2026, a Team Asano – mesma equipe por trás de Octopath Traveler e Bravely Default – lançou The Adventures of Elliot: The Millennium Tales para o recém‑chegado Nintendo Switch 2. O jogo coloca o jovem aventureiro Elliot e sua fada faie em uma missão milenar que atravessa quatro eras distintas, misturando ação‑RPG com puzzles leves e um visual HD‑2D que lembra um quadro pintado à mão, porém com animações modernas.
O título se destaca logo de cara pelos gráficos (nota A), que brilham tanto no modo portátil quanto no docked, e pela trilha sonora (nota A) composta por Claytechworks e Square Enix. O combate é baseado em combos sem barra de stamina, incentivando o jogador a manter sequências de ataques para melhorar a taxa de drop de itens como magicite e tul.
Além do protagonista, o elenco inclui a princesa Heuria – a típica donzela de conto – e o vilão Minister Kaifried, cujas intenções maléficas são tão óbvias quanto a cara de quem tem medo de altura. Apesar de serem estereótipos, eles funcionam como guias narrativos que mantêm o ritmo da história.
Como chegamos aqui
A trajetória do jogo começa com a decisão da Team Asano de abandonar o formato tradicional de turn‑based para experimentar um action‑adventure. O resultado foi um híbrido que tenta agradar fãs de combate dinâmico e de exploração de masmorras. Alguns pontos de destaque:
- Magicite: cristais que modificam as armas, variando de simples aumentos de dano a efeitos mais exóticos, como bombas que ricocheteiam ou lanças que atacam duas vezes simultaneamente.
- Co‑op local: Faie pode ser controlada por um segundo jogador, facilitando o enfrentamento de enxames de inimigos.
- Puzzles ambientais: embora simples, os quebra‑cabeças exigem o uso estratégico de ferramentas como bombas, martelos e habilidades da fada.
O sistema de recompensas incentiva a exploração total: cada caverna ou santuário oferece magicite, tul e até desbloqueio de faixas de música in‑game. Contudo, o design das masmorras tende ao previsível, e a narrativa avança de forma linear, sem grandes surpresas. Os diálogos, embora bem dublados, são excessivamente longos, o que pode cansar jogadores que preferem ação ao texto.
Do ponto de vista técnico, o Switch 2 não apresentou os problemas de performance que alguns rumores apontavam. A taxa de quadros se manteve estável, e a tela do console, apesar de sofrer de ghosting, acabou favorecendo o estilo artístico ao suavizar os contornos dos sprites.
O que vem depois
Com cerca de 25 horas de campanha principal e múltiplas missões secundárias, o jogo entrega uma experiência completa para quem busca algo entre Chrono Trigger e Hades. A verdadeira conclusão, porém, só é desbloqueada ao completar **todas** as side‑quests, o que aumenta o replay value.
Os críticos apontam que, apesar de sólido, o título ainda tem espaço para melhorias: menos conversa, mas mais ousadia nas narrativas e nos desafios de masmorra. Se a Team Asano decidir expandir o universo – seja com DLCs ou um sequencial – há um campo fértil para aprofundar a história de Elliot, introduzir novos personagens e refinar o sistema Magicite.
Em termos de futuro, o Switch 2 ainda está em sua fase de consolidação, e um RPG de ação com visual HD‑2D pode se tornar um dos pilares da biblioteca da plataforma, assim como Octopath Traveler fez nos primeiros anos.
Para ficar no radar
Se você ainda não deu uma chance a The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, aqui vai um checklist rápido para decidir:
- Curte RPGs de ação sem barra de stamina? ✅
- Valoriza gráficos HD‑2D e trilha sonora memorável? ✅
- Não se importa com diálogos longos e personagens clichês? 🤔
- Quer um jogo que rode bem tanto no modo portátil quanto no docked? ✅
Se a maioria dos itens marcou ✅, vale a pena colocar na sua fila de jogos. Caso contrário, talvez seja melhor esperar por um possível DLC que traga mais variedade nas masmorras e menos texto de preenchimento.
"É um RPG de ação competente, visualmente deslumbrante e com boa música, mas ainda precisa de um empurrãozinho para sair da zona de conforto." – Resumo da crítica
Em suma, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é uma adição fresca ao catálogo do Switch 2, capaz de entreter tanto fãs de ação quanto de exploração. A grande questão que fica é: a Team Asano vai ousar no próximo capítulo?


