TL;DR: O título mais votado até agora para Game of the Year no switch 2 é o Resident Evil 4 Remake da Capcom, mas a corrida ainda tem capítulos decisivos, como o Metroid Prime Remastered e o Tears of the Kingdom.
O que aconteceu
Em junho de 2026, a comunidade gamer brasileira e internacional respondeu a uma enquete da Nintendolife perguntando qual título do Nintendo Switch 2 merecia o selo de Game of the Year até o momento. A votação recebeu mais de 12 mil respostas, refletindo a variedade de lançamentos que marcaram o primeiro semestre da nova geração.
Os resultados preliminares apontam três frontrunners:
- Resident Evil 4 Remake (Capcom) – 38% dos votos.
- Metroid Prime Remastered (Nintendo) – 32% dos votos.
- The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom (Nintendo) – 27% dos votos.
Os demais títulos, como Hollow Knight: Silksong e Starfield: Ported, ficaram abaixo de 3% cada, mas ainda são citados como “surpresas” pelos entusiastas.
Como chegamos aqui
O Switch 2 chegou ao mercado em março de 2025 com um hardware 30% mais potente que o modelo original, suporte a ray tracing e um SSD de 1 TB. Essa base técnica impulsionou tanto os desenvolvedores internos da Nintendo quanto os estúdios externos a entregarem experiências que antes eram exclusivas de consoles de última geração.
Alguns marcos que explicam a atual disputa:
- Calendário de lançamentos compacto: A Nintendo adotou um ritmo de um grande título a cada dois meses, evitando longas lacunas que costumavam gerar desinteresse.
- Portes de peso: Capcom, Square Enix e Ubisoft converteram versões quase idênticas das versões de PS5/Xbox Series X para o Switch 2, provando que o console pode lidar com gráficos AAA.
- Estratégia de cross‑platform day‑and‑date: Jogos como Hogwarts Legacy e Starfield foram lançados simultaneamente em todas as plataformas, ampliando a base de jogadores que testam o console.
O Resident Evil 4 Remake se destacou ao combinar gráficos de última geração com a jogabilidade clássica da série, enquanto o Metroid Prime Remastered trouxe a experiência de um clássico de 2002 para a portabilidade do Switch 2, com melhorias de áudio e iluminação. Já Tears of the Kingdom consolidou a fórmula de mundo aberto da franquia Zelda, oferecendo liberdade inédita que ainda não tem paralelo em nenhum outro console portátil.
O que vem depois
O segundo semestre de 2026 promete agitar ainda mais a disputa. Entre os lançamentos confirmados, destacam‑se:
- Final Fantasy XVI: Remastered – versão otimizada para o Switch 2, com suporte a ray tracing.
- Hollow Knight: Silksong – aguardado há anos, promete redefinir o padrão de metroidvania portátil.
- Starfield: Ported – a Bethesda anunciou que a versão para Switch 2 terá ajustes de performance, mas manterá a escala do universo.
Além dos títulos, a comunidade está de olho nas atualizações de firmware que prometem melhorar a latência de multiplayer e abrir espaço para jogos indie de alta qualidade. A expectativa é que esses fatores possam mudar a liderança da enquete até o final do ano.
Onde isso pode dar
Se o Resident Evil 4 Remake mantiver a vantagem, a Capcom consolidará sua posição como principal parceira third‑party do Switch 2, o que pode influenciar futuras negociações de exclusividade. Por outro lado, se a Nintendo conseguir retomar a liderança com Metroid Prime Remastered ou Tears of the Kingdom, a mensagem será clara: o primeiro‑party ainda domina o cenário, e a estratégia de lançamentos curtos pode ser o caminho para manter o console relevante.
Um ponto de atenção é o impacto nas vendas de hardware. Historicamente, títulos de Game of the Year impulsionam picos de compra de consoles. Caso a Capcom continue a entregar sucessos, podemos ver um aumento nas unidades vendidas do Switch 2, especialmente em mercados emergentes que ainda não adotaram a nova geração.
O veredito
Até o momento, o Resident Evil 4 Remake lidera a votação, mas a corrida ainda está longe de ser decidida. A diversidade de lançamentos, a qualidade dos ports e a estratégia de lançamentos curtos criam um ambiente competitivo que beneficia tanto jogadores quanto a própria Nintendo. O que fica claro é que o Switch 2 já provou ser mais que um sucessor; é uma plataforma que está redefinindo o que se espera de consoles híbridos.


