O que esperar dessa mistura de ritmo e exploração?
Se você é do tipo que acha que metroidvania já está saturado, talvez precise dar uma olhada em SURI: The Seventh Note. Desenvolvido pelo estúdio independente Tathvamasi e parte do programa PlayStation India Hero Project, o jogo promete misturar a exploração clássica de plataforma 2D com uma mecânica de ritmo que dita o próprio mundo. A demo chega no dia 21 de maio para PlayStation 5 e PC (via Steam), permitindo que a gente finalmente sinta se essa harmonia entre pulos precisos e batidas musicais realmente funciona.
A premissa é bem curiosa: você explora o mundo de Ragamandala, onde tudo — da chama de uma vela até rodas d'água gigantes — se move em sincronia com um ritmo enigmático. Enquanto o resto do mundo está preso nessa "maldição" rítmica, a protagonista Suri precisa navegar por esse ambiente que muda constantemente. É como se Hollow Knight tivesse tomado uns energéticos e decidido virar um mestre de percussão indiana.
Por que ficar de olho em SURI: The Seventh Note?
Para quem curte um bom desafio indie, separamos os pontos que tornam esse projeto um dos mais interessantes do radar atual:
- Mecânicas de ritmo integradas: Diferente de jogos onde o ritmo é apenas um minigame, aqui cada ação, inimigo e obstáculo vibra no compasso da trilha sonora original. Se você não entrar no ritmo, provavelmente vai acabar virando poeira em algum espinho ou armadilha.
- Estética visual de cair o queixo: O estúdio apostou em um estilo de arte que lembra caneta e tinta, focando em cores vibrantes e dramáticas. A arquitetura dos cenários foi baseada em locais reais, como os desertos de Rajasthan e as cavernas de Ajanta Ellora, trazendo uma identidade visual que foge do comum.
- Mitologia indiana como pano de fundo: Em vez de repetir os mesmos clichês de fantasia medieval europeia, o jogo mergulha na rica tapeçaria da mitologia da Índia. É uma oportunidade rara de ver esse folclore sendo explorado com respeito e profundidade em um formato de metroidvania.
- DNA de respeito: Os desenvolvedores não escondem suas inspirações. O jogo bebe da fonte de gigantes como Hollow Knight, Ori and the Will of the Wisps e até a série Bloodstained. Se o gameplay for metade do que esses títulos entregam, já temos um candidato a viciado no nosso tempo livre.
- Diversidade de biomas: A jornada promete ser variada, passando por templos serenos no Himalaia até civilizações antigas escondidas nos Gates Ocidentais. A ideia é que cada ambiente tenha sua própria trilha sonora inspirada na música folclórica local, tornando a exploração uma experiência sensorial completa.
"A demo oferece um vislumbre da harmonia única entre plataforma de ritmo acelerado e música. Com perseguições cinematográficas onde cada ação se alinha à batida, SURI: The Seventh Note garante que a jornada do jogador permaneça perfeitamente sintonizada com o pulso melódico da ilha", afirma a Tathvamasi.
Para ficar no radar
Vale lembrar que, até o momento, a data de lançamento oficial do jogo completo ainda não foi confirmada. A demo do dia 21 de maio é a nossa melhor chance de entender se o combate e a exploração vão ser tão fluidos quanto os trailers sugerem. Se você é fã de jogos que exigem reflexos rápidos e um bom ouvido para música, coloque na sua lista de desejos na Steam ou na PS Store.
A aposta da redação é que, se o estúdio conseguir equilibrar a dificuldade do metroidvania com as exigências do ritmo, teremos um dos indies mais memoráveis do ano. Agora é esperar o dia 21 chegar e ver se a gente tem ritmo o suficiente para sobreviver a Ragamandala sem passar vergonha.


