supergirl (2026) chegou ao rotten tomatoes com 57% de aprovação entre críticos, um número que coloca o filme no meio da tabela do dceu e levanta questões sobre a estratégia da franquia.
Supergirl tem 57% no Rotten Tomatoes: o que isso revela?
O filme de Supergirl — protagonizado por Milly Alcock, a nova Kara Zor‑El — registrou 57% de aprovação crítica, uma queda de 26 pontos percentuais em relação ao Superman (2025). Esse número coloca a produção ao mesmo nível de Wonder Woman 1984, mas ainda acima de obras como Justice League (2017) e Black Adam (2022). A pontuação, embora não catastrófica, indica que o filme falhou em conquistar a maioria dos críticos especializados.
Por que isso importa?
O DCEU (Universo Cinematográfico da DC) já tem um histórico de oscilações críticas: alguns títulos são aclamados (por exemplo, Wonder Woman com 93%) enquanto outros são repudiados (como Suicide Squad com 26%). A nota do Rotten Tomatoes serve como termômetro de qualidade percebida e, quando um filme de grande franquia cai abaixo de 60%, a confiança do público e dos investidores pode ser abalada. Além disso, a DC está em plena reconstrução sob a liderança de James Gunn e Peter Safran; cada lançamento funciona como teste de fogo para a nova direção.
Como o público reagiu?
Nas redes sociais, a reação foi dividida. Enquanto alguns fãs elogiaram a performance de Alcock — destacando sua capacidade de transmitir vulnerabilidade e força — outros criticaram a narrativa “turbulenta” e a aparente falta de foco. Comentários de críticos femininas, como os da ScreenRant e The Mary Sue, apontaram que a ausência de vozes femininas entre os avaliadores tradicionais pode ter influenciado a média geral. A polêmica ganhou força quando um tweet de Andy Behbakht destacou a escassez de críticas escritas por mulheres, gerando um debate sobre representatividade na imprensa cinematográfica.
- Pró: Alcock recebeu elogios por sua interpretação; cenas de ação foram bem recebidas.
- Contra: roteiro confuso, edição truncada e possíveis 30 minutos de material cortado que poderiam ter melhorado a história.
O que esperar dos próximos passos?
O futuro do DCEU ainda está em definição, mas alguns indicadores podem orientar o que vem pela frente:
- Revisão de estratégias de lançamento: Gunn e Safran podem priorizar filmes com diretores e roteiristas que já provaram sucesso crítico.
- Maior inclusão de críticos femininos: Se a crítica especializada reconhecer a importância da diversidade, as notas podem mudar.
- Possíveis re‑edits: Existe a possibilidade de lançar uma versão estendida ou “director’s cut” para corrigir falhas apontadas.
- Impacto nas próximas produções: O desempenho de Supergirl pode influenciar o orçamento e a ambição de futuros projetos como blue beetle ou aquaman 2.
Onde isso pode dar?
Se a DC conseguir alinhar a visão criativa com a expectativa do público, a queda de Supergirl pode ser um ponto de inflexão positivo. Por outro lado, se a estratégia atual se mantiver — lançar filmes sem coesão narrativa e sem atenção à crítica especializada — a franquia corre o risco de se tornar um “ciclo de altos e baixos” que afasta investidores e fãs. A chave está em transformar o feedback negativo em aprendizado, especialmente ao considerar a importância de histórias centradas em personagens femininas que ainda são sub-representadas no universo da DC.
O que falta saber
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência de uma versão estendida ou sobre a quantidade exata de material que foi cortado nas sessões de teste. Também não há números de bilheteria definitivos para Supergirl, o que impede uma análise completa da correlação entre crítica e arrecadação — um ponto que, historicamente, tem sido inconsistente no DCEU.
O veredito
Supergirl não é um desastre absoluto, mas seu desempenho no Rotten Tomatoes evidencia um sintoma maior: a DCEU ainda luta para encontrar uma fórmula que agrade tanto críticos quanto fãs. A esperança está em ajustes rápidos, maior representatividade nas críticas e um foco renovado em narrativas bem estruturadas. Se esses elementos forem incorporados, o próximo filme da DC pode virar a página e deixar o 57% como um número do passado.


