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Cinema e Series

Supergirl: 3 Conceitos Abandonados que Poderiam Ter Salvado o Filme

· · 4 min de leitura
Milly Alcock vestindo roupa de treino, segurando halteres ao lado de uma caixa de cereal integral
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O filme supergirl estreou em 26 de junho de 2026 e dividiu opiniões: enquanto alguns elogiaram a atuação de Milly Alcock, críticos apontaram falhas narrativas e visuais que deixaram o público confuso. Três ideias presentes no arco "Woman of Tomorrow" da dc comics foram descartadas, e a ausência delas pode explicar boa parte das críticas negativas.

ruthye como narradora: por que mudar a perspectiva poderia ter sido revolucionário?

No quadrinho, a história é contada pelos olhos de Ruthye Marye Knoll, uma adolescente que testemunha a violência do seu planeta natal. Essa escolha cria um contraste potente entre a inocência de Ruthye e a experiência de Kara (Supergirl). No filme, Ruthye aparece como coadjuvante, mas a narrativa volta a ser centrada em Kara, perdendo a oportunidade de explorar o impacto emocional da heroína sobre a jovem sobrevivente.

Uma estrutura em que Ruthye narra o passado, refletindo sobre o presente, teria trazido:

  • Um ponto de vista mais humano e vulnerável, alinhado ao gosto brasileiro por histórias que mesclam ação e drama pessoal.
  • Uma justificativa para cenas de flashback sem parecer forçado, já que a própria Ruthye os recontaria.
  • Um potencial para aprofundar temas como trauma, vingança e redenção, tópicos que ressoam bem com o público de séries como "The Last of Us".

Embora a mudança de foco pudesse gerar controvérsia – o filme ainda seria "Supergirl" – a camada extra de empatia teria enriquecido a experiência, especialmente para fãs que buscam narrativas mais complexas.

paleta de cores vibrante: como o visual poderia ter contrastado com o tom sombrio da trama?

Um dos pontos mais criticados foi a estética cinzenta e monótona do longa. Enquanto o roteiro aborda temas pesados como tráfico infantil, a cinematografia não oferece alívio visual. Nos quadrinhos, a paleta é deliberadamente brilhante, usando cores saturadas para criar um contraste entre a esperança da heroína e a escuridão do universo ao seu redor.

Adotar essa abordagem visual teria trazido benefícios claros:

  • Destacar momentos de esperança e resistência, algo que o público brasileiro costuma valorizar em produções de super-heróis.
  • Aliviar a carga emocional das cenas mais sombrias, evitando que o filme se torne visualmente opressivo.
  • Explorar a diversidade de planetas visitados por Kara, oferecendo um espetáculo visual que poderia se tornar marca registrada da franquia.

Além de ser esteticamente mais atraente, a escolha de cores vibrantes poderia ter sido um recurso narrativo para equilibrar o peso temático, algo que críticos apontaram como faltante.

krem: a decisão de vida ou morte que mudou o rumo da história

No quadrinho, Kara tem a opção de poupar a vida de Krem, um vilão que representa o lado mais sombrio da guerra intergaláctica. Essa escolha demonstra a maturidade de Kara, que prefere não perpetuar o ciclo de violência. No filme, a decisão foi invertida: Kara mata Krem enquanto Ruthye acredita que ele foi poupado, gerando uma reviravolta que muitos consideraram forçada.

Manter a decisão original teria trazido:

  • Um arco de personagem mais coerente, reforçando a mensagem de que a força de uma heroína está em sua capacidade de perdoar.
  • Um conflito interno mais profundo para Ruthye, que teria que lidar com a própria sede de vingança.
  • Um final menos violento, alinhado ao tom otimista que a DC costuma adotar em suas histórias de super-heroínas.

Ao escolher a solução mais violenta, o filme acabou por simplificar um dilema moral complexo, perdendo a oportunidade de gerar discussões mais maduras entre o público.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Para quem acompanha a DC com afinco, a ausência desses três conceitos deixa o filme aquém do potencial. Contudo, a recepção varia conforme o tipo de fã:

  • Fã de narrativa profunda: a perspectiva de Ruthye seria o ponto alto, oferecendo uma história que vai além da típica batalha de poderes.
  • Entusiasta visual: a paleta de cores vibrante teria transformado o filme em um espetáculo visual, rivalizando com produções como "guardians of the galaxy".
  • Defensor da moral heroica: a decisão de poupar Krem reforçaria a mensagem de que a verdadeira força está em escolher a compaixão.

Infelizmente, o filme optou por caminhos mais convencionais, o que pode explicar a divisão entre críticos e fãs.

O que falta saber

Até o momento, os produtores não confirmaram se haverá algum tipo de edição especial ou sequência que recupere esses elementos abandonados. A comunidade de fãs já pede que futuros projetos da DC considerem essas falhas como lições, especialmente para o mercado brasileiro, que valoriza histórias bem estruturadas e visualmente marcantes.

Enquanto isso, a discussão continua nos fóruns e nas redes sociais, alimentando a esperança de que a próxima fase do DCU traga uma Supergirl mais alinhada com as raízes dos quadrinhos.

Perguntas frequentes

Por que o filme Supergirl recebeu críticas negativas?
A maioria das críticas apontou falhas na narrativa, no visual monótono e em decisões de roteiro que divergem dos quadrinhos, como a morte de Krem.
Qual é a importância da perspectiva de Ruthye na história original?
Ruthye oferece um ponto de vista mais humano e vulnerável, permitindo que o leitor acompanhe o impacto da heroína sobre uma jovem sobrevivente, enriquecendo o drama.
Existe chance de uma sequência ou reboot que recupere esses conceitos?
Ainda não há confirmação oficial, mas a comunidade de fãs tem pressionado a DC para que futuros projetos considerem esses elementos.
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