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Suicide Squad original de 1959: origem e evolução

· · 5 min de leitura
Capa de The Brave and the Bold #25 (1959) mostrando Rick Flag Jr. ao lado dos primeiros membros do Suicide Squad
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TL;DR: O Suicide Squad surgiu em 1959 como um grupo de cientistas governamentais liderado por Rick Flag Jr.; foi reinventado nos anos 80 como equipe de vilões e hoje influencia filmes, games e novas histórias da DC.

O que aconteceu

Em The Brave and the Bold #25, publicado em agosto de 1959, a DC introduziu a primeira encarnação do Suicide Squad. Diferente da versão conhecida por vilões, o time era formado por cientistas de elite, recrutados por um oficial militar, o coronel Rick Flag Jr.. A missão oficial era investigar fenômenos paranormais e combater ameaças emergentes da fronteira da ciência. Cada membro carregava um desejo de morte, consequência de sobreviver a acidentes trágicos que deixaram suas consciências marcadas.

O arco "Three Waves of Doom" culminou em um confronto com um dinossauro gigante inspirado no Rhedosaurus de Ray Harryhausen, demonstrando a fórmula recorrente: fenômeno misterioso → monstro → solução extrema (no caso, lançar a criatura ao sol). Essa estrutura foi repetida nas duas séries de três números que apareceram em The Brave and the Bold (#25‑27 e #37‑39).

Por ser um título de teste — "try‑out book" — a série serviu como laboratório para conceitos que depois seriam desenvolvidos em outras publicações da DC, como Challengers of the Unknown e Sea Devils. Apesar da curta duração, o número #25 tornou‑se um item de colecionador raro, com apenas 390 cópias graduadas pela CGC em existência.

Como chegamos aqui

Nos anos 60, a equipe reapareceu em Star‑Spanged War Stories #110, sob o nome Suicide Squadron. Liderado por Rick Flag Sr., o grupo era composto por convicts militares enviados a missões de alto risco em troca de perdão. As histórias incluíam a recorrente “Dinosaur Island”, onde soldados enfrentavam criaturas pré‑históricas. Essa versão adicionou o elemento de condenados forçados a arriscar a vida, aproximando‑se do conceito que seria popularizado décadas depois.

Em 1987, o escritor John Ostrander, sem conhecimento profundo das versões anteriores, recebeu a sugestão do editor Robert Greenberger para reviver o nome "Suicide Squad". Ostrander, inspirado por The Dirty Dozen e Mission: Impossible, transformou a equipe em um grupo de super‑vilões encarcerados que realizavam missões suicidas para o governo. Essa reinvenção, publicada inicialmente em Suicide Squad #1 (1987), definiu a fórmula moderna: vilões com habilidades distintas, liderados por um oficial militar (Rick Flag), obrigados a cumprir missões impossíveis em troca de redução de pena.

A nova encarnação rapidamente ganhou culto, permitindo crossovers com personagens de diferentes eras, como Richard Dragon, Kung‑Fu Fighter e Shade, the Changing Man. O conceito de equipe heterogênea facilitou a inclusão de personagens obscuros, ampliando o leque narrativo da DC.

O sucesso da série de Ostrander culminou em adaptações para outras mídias: animações, videogames e, mais recentemente, o filme "Suicide Squad" (2016) e sua sequência "The Suicide Squad" (2021). Cada versão retém o núcleo da premissa — operativos sem escolha — embora o contexto e o elenco mudem.

O que vem depois

O legado da equipe original ainda gera movimentação no mercado de colecionáveis. Em outubro de 2026, a casa de leilões Hakes abriu um leilão de uma cópia CGC‑graded 2.0 de The Brave and the Bold #25, com encerramento previsto para duas semanas. A raridade da edição reforça o interesse dos fãs em peças que antecedem a era moderna do Squad.

Além do colecionismo, a influência da primeira formação pode ser percebida nas narrativas recentes da DC. Histórias que exploram ciência avançada e dilemas morais – como a série Batman: The Doom That Came to Gotham – ecoam o espírito dos primeiros “cientific adventurers”.

  • Leilões de primeiras aparições: expectativa de alta valorização.
  • Possíveis reintegrações nos quadrinhos: editores podem revisitar o conceito de equipe de cientistas para novas linhas de “hard sci‑fi”.
  • Adaptações futuras: o sucesso das versões cinematográficas pode abrir espaço para spin‑offs focados na origem dos anos 50.

Enquanto isso, os fãs continuam debatendo a diferença entre a equipe original e as versões posteriores, reforçando a importância de reconhecer a história completa da franquia.

Para ficar no radar

O leilão da Hakes será um ponto de referência para colecionadores que buscam peças da era Silver Age da DC. Acompanhe o fechamento da venda e as possíveis novas edições de The Brave and the Bold que podem surgir como reimpressões de alta qualidade.

Nos próximos anos, a DC tem sinalizado interesse em explorar histórias de origem mais obscuras, o que pode levar a um retorno ao formato de “cientific adventurer” dentro do universo do Suicide Squad. Fique atento a anúncios de editores e a lançamentos de séries limitadas que prometem revisitar o conceito original.

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Perguntas Frequentes

  • Qual foi a primeira aparição do Suicide Squad? Em The Brave and the Bold #25, publicado em agosto de 1959.
  • Quem liderou a equipe original? O coronel Rick Flag Jr., um oficial militar que coordenava os cientistas.
  • Como a versão de John Ostrander difere da original? Ostrander transformou o grupo de cientistas em vilões presos que realizam missões suicidas para o governo, estabelecendo a fórmula moderna.

Perguntas frequentes

Qual foi a primeira aparição do Suicide Squad? ▾
A primeira aparição foi em The Brave and the Bold #25, lançado em agosto de 1959.
Quem liderou a equipe original de 1959? ▾
O coronel Rick Flag Jr. comandava o grupo de cientistas da primeira encarnação.
O que mudou na versão de John Ostrander dos anos 80? ▾
Ostrander substituiu os cientistas por vilões presos, criando a dinâmica de missões suicidas em troca de redução de pena.
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