Stephen King usou o Threads em 24 de setembro de 2026 para recomendar a minisserie argentina "My Sad Dead" ("Mis muertos tristes"), disponível na Netflix, chamando a premissa de "ideia legal" e destacando a direção de seu "velho amigo Pablo Larrain".
O que aconteceu
O autor de best-sellers como "It: A Coisa" e "O Iluminado" publicou em seu perfil no Threads uma recomendação da minisserie de quatro episódios que estreou na Netflix em 2026. King descreveu o conceito central: uma pessoa com capacidade de ver e ouvir mortos cai no reservatório de água de uma cidade e se decompõe, fazendo com que todos que bebam a água ganhem a mesma habilidade. O escritor ressaltou que Pablo Larraín dirigiu todos os episódios, marcando o primeiro projeto do cineasta chileno ambientado na Argentina.
A serie é baseada em tres contos da escritora argentina Mariana Enriquez, conhecida por sua literatura de terror contemporânea. Mercedes Morán interpreta Ema, médica recém-aposentada com o dom de ver os mortos, enquanto Carolina Sánchez Álvarez vive Julie, sua sobrinha que usa a habilidade para "congressos" com os falecidos. É Julie quem cai no tanque d'água, desencadeando o evento que espalha o dom pela vizinhança.
Como chegamos aqui
Stephen King mantém histórico de recomendações de séries em redes sociais. Em 2024, divulgou uma lista variada de programas que incluía ficção científica, comédia e terror. No início de 2026, endossou duas produções da Apple TV+: "Widow's Bay" e "Maximum Pleasure Guaranteed". O autor costuma usar sua plataforma para destacar obras que considera relevantes, independentemente de grande apelo comercial.
A conexão com Pablo Larraín remonta a 2021, quando o diretor chileno adaptou "Lisey's Story", romance de King de 2006, para a Apple TV+. King recusou-se a deixar outro roteirista adaptar a obra, resultando em recepção crítica morna — 53% no Rotten Tomatoes — e a série passou despercebida. Larraín é conhecido pela trilogia "Jackie", "Spencer" e "Maria", além de filmes como "No" e "O Clube". "My Sad Dead" representa seu retorno à televisão após "Lisey's Story" e sua estreia em produção argentina.
Mariana Enriquez, autora dos contos originais, ganhou reconhecimento internacional com coletâneas como "As Coisas que Perdemos no Fogo" e "O Perigo de Fumar na Cama". Seu conto "My Sad Dead" foi publicado originalmente na revista The New Yorker em fevereiro de 2023. A adaptação mantém o foco em questões sociais argentinas, usando fantasmas de conjuntos habitacionais como metáfora para memórias reprimidas e traumas históricos.
O que vem depois
A recomendação de King tende a gerar curiosidade imediata entre fãs de terror e seguidores do autor, mas a recepção crítica e de público de "My Sad Dead" ainda está em formação. A minisserie de quatro episódios permite maratona rápida, formato que King já elogiou em outras ocasiões.
- Disponível completa na Netflix desde 2026
- Quatro episódios dirigidos por Pablo Larraín
- Baseada em contos de Mariana Enriquez publicados na The New Yorker
- Elenco principal: Mercedes Morán e Carolina Sánchez Álvarez
Para quem buscar alternativas semelhantes na plataforma, o catálogo inclui séries de Mike Flanagan — como "A Maldição da Residência Hill" e "Missas da Meia-Noite" —, também apreciadas por King, além de "Hannibal", citada como melhor série de terror psicológico dos anos 2010. O conto original de Enriquez permanece acessível no site da The New Yorker para leitores interessados na obra fonte.
Datas e o que vem depois
A minisserie já está disponível para streaming na Netflix globalmente. Não há confirmação de segunda temporada ou projetos derivados, dado o formato de minisserie fechada. A recepção do público nas próximas semanas determinará se a recomendação de King se traduz em audiência sustentada ou se permanecerá como indicação de nicho para fãs de terror latino-americano e do cinema de Larraín.
O próximo projeto confirmado de Larraín é o filme "Maria", terceiro da trilogia iniciada com "Jackie" e "Spencer", enquanto King segue ativo nas redes sociais com recomendações periódicas. A parceria entre o autor e o diretor, apesar do resultado morno em "Lisey's Story", manteve-se cordial o suficiente para King promover o novo trabalho do chileno sem envolvimento criativo direto.


