TL;DR: No episódio "Human Best Friend" (S4E3) de Star Trek: Strange New Worlds, a tripulação interpreta "Total Eclipse of the Heart" em Klingon, criando um tributo involuntário a Bonnie Tyler após sua morte.
O que aconteceu?
Em "Human Best Friend", a USS Enterprise faz escala em Seznar Grand, um planeta resort onde a atmosfera induz um estado de euforia semelhante ao efeito de álcool. O clima relaxado leva a tripulação a situações cômicas: Spock (Ethan Peck) tem alucinações, Uhura (Celia Rose Gooding) entra em transe espiritual, e o Dr. M'Benga (Babs Olusanmokun) tenta servir drinks, derrubando garrafas ao longo do caminho.
O ponto alto da trama ocorre quando a comandante Chin‑Riley (Rebecca Romijn) sobe ao palco de karaoke, veste uma longa boa arco‑íris e canta "Total Eclipse of the Heart", de Bonnie Tyler, porém em Klingon. A cena, embora planejada como um momento de humor, acabou se tornando um inesperado homenaje à cantora galesa, que faleceu em 8 de julho de 2026.
Como chegamos aqui?
A escolha de "Total Eclipse of the Heart" tem raízes históricas: a canção foi escrita por Jim Steinman e lançada em 1983, alcançando o topo das paradas globais e permanecendo como um dos maiores hits de karaoke dos anos 2020. A voz potente de Tyler, capaz de sustentar notas que "abririam portas de celeiro", fez da faixa um desafio para cantores amadores, o que a tornou um clássico de festas e bares.
No universo de Star Trek, a inclusão de músicas pop modernas já ocorreu antes – de "Sabotage" dos Beastie Boys no filme de 2009 a "We Are Trying to Stay Alive" de Wyclef Jean em Discovery. Essas inserções costumam gerar discussões sobre licenciamento e a percepção de que, em um futuro pós‑capitalista, a música ainda seria reconhecível como patrimônio cultural.
Ao colocar a canção em Klingon, os roteiristas sugerem que a melodia transcenderá séculos, permanecendo viva até a 23ª ou 24ª geração humana. A ideia de que alienígenas – neste caso, os Klingons – adotariam o refrão como padrão cultural reforça a noção de que a obra de Tyler será lembrada muito além de sua vida.
O que vem depois?
Embora o episódio tenha sido produzido antes da morte de Bonnie Tyler, a coincidência gerou um tributo não intencional que ressoou entre fãs e críticos. A repercussão nas redes sociais destacou a importância da música como elemento de memória coletiva, especialmente quando transportada para contextos de ficção científica.
Para a série, a cena abre portas para futuras referências musicais que podem explorar outras línguas alienígenas ou estilos de performance. A produção pode ainda considerar homenagens explícitas em episódios subsequentes, aproveitando o momento para celebrar artistas que marcaram a cultura pop.
- Possível inclusão de outras canções icônicas em idiomas alienígenas.
- Exploração de episódios temáticos que abordem o legado musical da Terra.
- Potencial parceria com estúdios musicais para licenciamento de faixas clássicas.
"Total Eclipse of the Heart" continuará sendo cantada em karaokês até o século 23 – e talvez além.
Para ficar no radar
Os fãs que acompanham Strange New Worlds devem ficar atentos a futuras inserções musicais que, assim como a homenagem a Bonnie Tyler, podem gerar discussões sobre patrimônio cultural, direitos autorais e a capacidade da ficção científica de preservar a história musical humana.
Além disso, a morte de Tyler pode inspirar outras produções a incluir referências a artistas que deixaram marcas duradouras, reforçando a conexão entre entretenimento contemporâneo e legado artístico.
Em resumo, o episódio "Human Best Friend" não só diverte, mas também demonstra como uma série de ficção científica pode, inadvertidamente, tornar-se guardiã de memórias culturais, garantindo que nomes como Bonnie Tyler permaneçam vivos nas estrelas.


