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Cinema e Series

Spies in Disguise: Por que o filme de Tom Holland e Will Smith não virou franquia?

· · 4 min de leitura
Um casal correndo na esteira enquanto segura baldes de pipoca ao lado de um pôster de *Spies in Disguise*
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TL;DR: Spies in Disguise contou com a química de Tom Holland e Will Smith, recebeu críticas medianas e ainda assim não gerou sequência porque arrecadou menos que o esperado e a disney assumiu o controle da Fox, encerrando a possibilidade de novos filmes da Blue Sky.

Por que o filme "Spies in Disguise" parecia ser um candidato natural a franquia?

A combinação de Tom Holland – ainda em ascensão após o Universo Cinematográfico Marvel – e Will Smith – veterano carismático – oferecia um dueto de mentor‑aprendiz com grande apelo comercial. A trama, que troca o experiente agente de espionagem por um cientista tímido, cria situações cômicas que exploram a dinâmica entre confiança e insegurança, um formato já testado em sucessos como "Ice Age". Além disso, a animação de alta qualidade da Blue Sky Studios e um elenco de apoio robusto (Rashida Jones, Karen Gillan, entre outros) reforçavam a expectativa de continuidade.

Qual foi a recepção crítica de "Spies in Disguise"?

O filme obteve uma pontuação respeitável de 76% no Rotten Tomatoes, com críticos elogiando sobretudo a química entre Holland e Smith. Comentários destacaram a energia contagiante da dupla e a mensagem anti‑violência presente na narrativa. Apesar de algumas críticas apontarem semelhanças com outras animações, a maioria concordou que a obra entregou diversão e charme suficiente para agradar famílias.

Quanto o filme arrecadou e por que isso foi considerado insuficiente?

Com um orçamento estimado em US$ 100 milhões, "Spies in Disguise" fechou a bilheteria global em torno de US$ 171,6 milhões. Embora o número não indique desastre financeiro, ficou aquém da margem de lucro que a Blue Sky costumava alcançar, especialmente quando comparado a títulos como "Ferdinand" (US$ 296 milhões) e "Epic" (US$ 268 milhões). Essa performance modesta acabou desanimando os investidores em uma sequência, já que o retorno não justificava um novo investimento de escala similar.

Como a aquisição da Disney influenciou o futuro da franquia?

Em 2019, a Disney finalizou a compra da 21st Century Fox, incorporando a Blue Sky Studios ao seu portfólio. A nova diretoria decidiu focar suas animações em Disney Animation e Pixar, citando a pandemia de COVID‑19 como justificativa para reduzir o número de estúdios ativos. Essa reestruturação acabou selando o destino de projetos em desenvolvimento, incluindo possíveis sequências de "Spies in Disguise" e o ambicioso "Nimona". Assim, mesmo que houvesse interesse interno, a mudança de controle corporativo tornou inviável prosseguir com a franquia.

O que isso significa para os fãs brasileiros?

Para o público do Brasil, a ausência de uma sequência implica menos oportunidades de ver os atores favoritos em novos papéis animados, além de limitar a presença de um filme que poderia ter se tornado referência nas sessões familiares. Também reduz a chance de merchandising local – brinquedos, roupas e itens colecionáveis – que normalmente acompanha franquias de sucesso. Em termos de representatividade, a perda de um título que misturava humor, tecnologia e espionagem deixa um vazio no calendário de lançamentos de animação voltados ao público jovem.

Vale a pena assistir "Spies in Disguise" hoje?

Sim. Apesar de não ter gerado sequência, o filme ainda oferece entretenimento de qualidade, com vozes marcantes, animação vibrante e uma mensagem positiva. Para quem curte animações leves e performances de Holland e Smith, a obra merece uma sessão, principalmente em família.

O que falta saber?

  • Os números exatos de bilheteria não foram divulgados oficialmente, mas a margem de lucro foi considerada insuficiente para uma continuação.
  • Os planos iniciais da Blue Sky para uma sequência ainda não foram detalhados publicamente.
  • Embora a Disney tenha encerrado a Blue Sky, alguns talentos (como os diretores Nick Bruno e Troy Quane) continuam ativos em outras produções animadas.

Para ficar no radar

Com a Disney consolidando seu domínio sobre o mercado de animação, futuros projetos que combinem estrelas de Hollywood com histórias originais ainda podem surgir, porém provavelmente sob as bandeiras da Disney Animation ou da Pixar. Fique atento aos anúncios de novas colaborações entre atores de grande apelo e estúdios de animação, pois o modelo que funcionou em "Spies in Disguise" ainda tem potencial, mesmo que o filme em si não tenha evoluído para uma franquia.

Perguntas frequentes

Spies in Disguise teve sucesso de bilheteria?
O filme arrecadou cerca de US$ 171,6 milhões contra um orçamento de US$ 100 milhões, o que ficou abaixo das expectativas da Blue Sky e não justificou uma sequência.
Por que a Disney impediu uma continuação de Spies in Disguise?
Após a aquisição da Fox, a Disney reorganizou seus estúdios de animação, focando em Disney Animation e Pixar, o que acabou encerrando projetos em andamento da Blue Sky, incluindo possíveis sequências.
Qual foi a crítica principal ao filme?
A crítica elogiou principalmente a química entre Tom Holland e Will Smith, mas apontou que a trama lembrava outras animações e que o retorno financeiro não foi suficiente para garantir uma franquia.
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