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Horizon Hunters Gathering: Sony reinicia jogo como co-op e adia sequência principal — o que muda?

· · 5 min de leitura
Cena do jogo Horizon Forbidden West
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Sony decidiu rebootar Horizon Hunters Gathering — o spin-off multiplayer da franquia Horizon — transformando-o de um jogo live service em uma experiência co-op tradicional com campanha narrativa. A informação vem de reportagem da Bloomberg assinada por Jason Schreier, baseada em fontes internas. A equipe de desenvolvimento tem até dezembro para convencer a diretoria, enquanto a sequência principal de Horizon Forbidden West permanece anos longe de ficar pronta.

Os 5 pontos que explicam a virada da Sony com Horizon

  1. O modelo live service foi abandonado por completo. Segundo as fontes da Bloomberg, a Sony determinou a remoção de todos os elementos de serviço contínuo. O projeto deixa de ser um jogo com hub social, temporadas e economia de longo prazo para virar um co-op focado em progressão finita.
  2. Os playtests internos tiveram recepção muito negativa. Desde o anúncio no início do ano, a Guerrilla Games vinha rodando testes fechados. O feedback teria sido ruim o suficiente para forçar a mudança de direção drástica, algo que a Sony não comentou oficialmente.
  3. Parte da equipe está sendo realocada dentro dos estúdios da Sony. Com a redução de escopo, desenvolvedores estão sendo movidos para outros projetos first-party. Um núcleo menor da Guerrilla permanece no jogo, enquanto outro grupo já trabalha no próximo Horizon single-player.
  4. O prazo para "impressionar os chefes" vai até dezembro. A expressão usada por Schreier — "through December" — indica que a versão reimaginada precisa mostrar viabilidade comercial antes do fim do ano, ou o projeto corre risco de cancelamento total.
  5. A sequência principal de Horizon Forbidden West está anos distante. Fontes ouvidas pela Bloomberg dizem que o próximo jogo narrativo da Aloy ainda está em estágio inicial. Não há janela de lançamento, nem confirmação de plataformas — embora rumores recentes sugiram que a Sony pode voltar a lançar first-party no PC.

Por que a Sony insiste em live service apesar do histórico de fracassos?

Em junho deste ano, o CEO da PlayStation, Hideaki Nishino, declarou que a empresa ainda acredita no modelo: "acreditamos que jogos live service atraem usuários globalmente, então queremos continuar revitalizando o mercado com conteúdo first e third-party". A fala soa desconectada da realidade recente. Desde 2022, quando a Sony anunciou a meta de lançar doze jogos live service até março de 2026 — meta depois cortada pela metade —, a lista de projetos cancelados ou problemáticos só cresce.

  • Concord — hero shooter da Firewalk Studios — foi tirado do ar meses após o lançamento.
  • The Last of Us Online — projeto multiplayer da Naughty Dog — cancelado antes de sair.
  • Spin-off co-op de Spider-Man da Insomniac — vazado e depois abortado.
  • Jogo live service de God of War — descartado junto com projeto não-anunciado da Bend Studio (criadora de Days Gone), que sofreu demissões em massa.
  • Centenas de demissões na Bungie (Destiny 2, Marathon) após aquisição bilionária.

O problema estrutural é simples: jogos live service exigem investimento contínuo massivo e competem por atenção com "evergreens" como Fortnite, que já dominam o tempo dos jogadores. A Sony tem tentado forçar entrada num mercado saturado usando suas IPs mais valiosas, e o resultado tem sido queima de capital e credibilidade.

O que a Guerrilla Games ganha e perde com a mudança

Para a Guerrilla, o reboot de Hunters Gathering representa um alívio criativo e um risco comercial. O estúdio construiu reputação com jogos single-player de mundo aberto, narrativa forte e sistemas de combate contra máquinas — exatamente o oposto do design de retenção de live service. Um co-op tradicional com campanha permite reaproveitar o mundo, os inimigos robóticos e a estética tribal-futurista sem as amarras de battle pass, loja cosmética e métricas de retenção diária.

Por outro lado, jogos co-op narrativos de orçamento médio têm histórico misto no mercado atual. Sem o "gancho" de serviço contínuo, a Sony precisará vender a experiência como produto fechado — o que exige qualidade de campanha comparável aos jogos principais, mas com equipe menor e prazo apertado. O prazo de dezembro sugere que a versão jogável para avaliação executiva já deve estar em estágio avançado, o que levanta dúvidas: quanto do trabalho anterior (Cauldron Descent, Machine Incursion, narrativa episódica) será aproveitado?

Para ficar no radar

O destino de Horizon Hunters Gathering será decidido nos próximos meses. Se a versão co-op passar no crivo da diretoria até dezembro, o anúncio público reformulado deve surgir em 2025 — possivelmente num State of Play. Enquanto isso, a sequência principal de Horizon segue sem previsão, o que significa que a franquia pode ficar anos sem lançamento principal, dependendo apenas do spin-off para manter relevância.

Três variáveis definem o desfecho:

  • Qualidade da campanha co-op no playtest de dezembro — se for "mais do mesmo" genérico, o cancelamento volta à mesa.
  • Disposição da Sony em aceitar jogo co-op como produto premium único, sem microtransações agressivas.
  • Se a Guerrilla consegue paralelizar desenvolvimento do próximo Horizon single-player sem drenar talentos do spin-off.

Para o fã brasileiro, a lição é clara: a Sony ainda não aprendeu a lição do live service, mas pelo menos recuou a tempo de não transformar Horizon em outro Concord. O co-op pode sair bom — ou pode virar mais um "projeto reiniciado" que some no limbo. Acompanhe os próximos State of Play.

Perguntas frequentes

Horizon Hunters Gathering foi cancelado?
Não. O jogo foi rebootado: a Sony removeu os elementos live service e transformou o projeto em um co-op tradicional com modo história. A equipe tem até dezembro para entregar uma versão que convença os executivos.
Quando sai o próximo Horizon single-player?
Segundo fontes da Bloomberg, a sequência de Horizon Forbidden West ainda está anos longe de ser finalizada. Não há janela de lançamento confirmada nem plataformas anunciadas.
Por que a Sony desistiu do live service de Horizon?
Os playtests internos tiveram recepção muito negativa. Somado ao histórico de fracassos recentes (Concord, The Last of Us Online, God of War live service), a diretoria optou por reduzir o escopo e o risco financeiro.
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